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EUA se opõe à ofensiva israelense de 'grande escala' em Rafah sem plano para civis
Os Estados Unidos são contra uma operação militar "de grande escala" em Rafah sem um plano para retirar os civis que estão nesta cidade do território palestino que faz fronteira com o Egito, afirmou nesta segunda-feira (12) o porta-voz do Departamento de Estado americano, Matthew Miller.
"Sem um plano que seja crível e que (os israelenses) possam executar, não apoiamos uma operação militar em grande escala", declarou à imprensa.
Rafah, onde 1,4 milhão de pessoas estão localizadas, segundo a ONU, tornou-se o último refúgio dos palestinos.
Em uma entrevista à rede americana ABC transmitida no domingo (11), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, garantiu "uma passagem segura à população civil para que possa sair" da cidade, afirmou, sem mencionar para onde poderiam ir.
O conflito entre Israel e o Hamas eclodiu em 7 de outubro, quando combatentes do grupo islamista palestino mataram cerca de 1.160 pessoas, a maioria civis, e sequestraram em torno de 250 no sul de Israel, segundo um relatório da AFP baseado em dados oficiais israelenses.
Em resposta, o Exército israelense lançou uma incessante ofensiva que deixou pelo menos 28.340 mortos na Faixa de Gaza, majoritariamente civis, segundo o Ministério da Saúde do Hamas, que governa o território palestino desde 2007.
Uma delas foi Hind Rajab, uma menina de seis anos, que havia pedido ajuda na semana passada.
Washington considerou o caso como "doloroso" e pediu a Israel que o investigue "urgentemente".
"É simplesmente... devastador e doloroso para esta menina e, claro, para milhares de outras crianças que morreram como resultado deste conflito", disse Miller.
O corpo da menina foi encontrado na manhã de sábado (10) em um carro perto de um posto de gasolina no bairro de Tel al Hawa, na cidade de Gaza, depois que os tanques israelenses se retiraram da área ao amanhecer, disse sua família à AFP.
"Hind e todos que estavam no carro morreram", disse seu avô, Baha Hamada, à AFP.
Miller também abordou sobre as negociações para a libertação de reféns.
Segundo Israel, 130 continuam detidos em Gaza, dos quais 29 teriam morrido.
Uma trégua de uma semana no final de novembro permitiu a libertação de 105 reféns e 240 palestinos detidos por Israel.
Horas depois de Israel libertar dois reféns de origem argentina em Rafah, os Estados Unidos ainda acreditam em "um possível acordo".
Segundo o Departamento de Estado americano, os benefícios de um novo acordo seriam "enormes" não só para os reféns "mas também para a operação humanitária em Gaza e para a nossa capacidade de começar a buscar uma resolução real, duradoura e sustentável para este conflito", afirmou.
F.Müller--BTB