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Confira cinco pontos sobre o ano eleitoral no Uruguai
O Uruguai decidirá este ano quem sucederá o presidente de centro-direita Luis Lacalle Pou nas eleições presidenciais e legislativas para o período 2025-2030.
Aqui estão cinco pontos sobre este ano eleitoral:
- O calendário -
O processo eleitoral no Uruguai terá início no dia 30 de junho com as eleições internas nos partidos, com voto voluntário e das quais surgirão os candidatos para a disputa à cadeira presidencial.
No dia 27 de outubro serão eleitos o presidente e o vice-presidente, além das 30 cadeiras no Senado e 99 na Câmara dos Deputados. Se nenhuma chapa presidencial obtiver mais de 50% dos votos expressos, haverá segundo turno em 24 de novembro. Em ambos os casos o voto é secreto e obrigatório para os uruguaios maiores de 18 anos.
- O que está em jogo -
Em 2020, a vitória de Lacalle Pou pôs fim a 15 anos de governo da Frente Ampla (FA), formada por partidos de esquerda moderados e radicais, e instalou no poder a chamada Coalizão Multicolor (CM), liderada pelo presidente e formada pelos partidos fundadores Nacional e Colorado e grupos de centro e de direita.
Os uruguaios agora precisam definir se o governo nacional permanece nas mãos da direita ou se para volta para a esquerda.
- Os pré-candidatos -
No Uruguai, onde não há voto consular e o presidente não pode ser reeleito imediatamente, mais de dez líderes aspiram à candidatura presidencial de seus partidos, embora este número possa aumentar até 30 de maio, quando expira o prazo da apresentação das candidaturas.
A Frente Ampla lançou sua campanha eleitoral no domingo em evento conjunto. Segundo as pesquisas, a disputa interna será resolvida entre os chefes de governo dos departamentos mais populosos do país: os prefeitos Yamandú Orsi, de Canelones, e Carolina Cosse, de Montevidéu. Orsi é o herdeiro do legado do ex-presidente e ex-guerrilheiro José Mujica, enquanto Cosse é apoiada, entre outros, por comunistas e socialistas.
No Partido Nacional (PN), o favorito é o ex-chefe de gabinete de Lacalle Pou, Álvaro Delgado, seguido pela economista Laura Raffo, que iniciou sua carreira política há quatro anos como candidata pela Coalizão Multicolor à prefeitura de Montevidéu.
As eleições internas no Partido Colorado (PC) parecem mais incertas. Entre os adversários estão o ex-presidente da administração pública de educação Robert Silva, o ministro do Turismo Tabaré Viera, o deputado e ex-promotor Gustavo Zubía e o ex-presidente da empresa estatal de telecomunicações Gabriel Gurméndez.
- Vantagem para a Frente Ampla -
Segundo as pesquisas, a Frente Ampla lidera há meses as intenções de voto ante a soma de todos os integrantes da Coalizão Multicolor, que além dos partidos Nacional e Colorado inclui os partidos Independiente y de la Gente, e o Cabildo Abierto.
A última pesquisa da Consulting Teams, publicada em dezembro, estima 45% à FA e 38% ao CM (liderado pelo PN de Lacalle Pou, com 29%), enquanto 12% declaram-se indecisos e 3% votariam em branco ou nulo. A diferença entre os dois blocos aumentou dois pontos a favor da FA em relação ao levantamento anterior.
Uma pesquisa da Cifra Consultora em novembro indicava que "se as eleições fossem hoje", 44% votariam na FA, contra 41% que indicaram que elegeriam o CM ou um partido que o inclua (com o PN na liderança com 31%); 15% eram indecisos ou votavam em branco.
Quando questionados sobre "Quem você prefere que seja presidente no próximo mandato?", os mais citados foram Orsi (20%) e Delgado (12%), seguidos de Cosse (9%) e Raffo (4%).
- Os principais temas -
A insegurança, o desemprego e a economia são os principais problemas do país para os uruguaios, segundo pesquisa da Equipos Consultores publicada em 1º de fevereiro, que indica que a preocupação com essas questões se manteve estável durante o último ano.
N.Fournier--BTB