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Os migrantes 'estão matando' os EUA, diz Trump
Pré-candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump acusou os migrantes, neste sábado (24), de estar "matando" os Estados Unidos e voltou a prometer que, se vencer as eleições presidenciais em novembro, porá fim à "invasão" com uma deportação em massa.
"Será a maior deportação da história do nosso país e não temos outra opção. Não é nada agradável dizê-lo e odeio dizê-lo. Estes palhaços da mídia vão dizer: 'Oh, ele é tão mau'. Não, não. Estão matando nosso país, estão matando nossa gente, não temos outra opção", afirmou, durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), celebrada na periferia de Washington.
A crise migratória é um dos temas centrais da campanha para as eleições, que serão disputadas provavelmente entre o ex-presidente republicano Trump, de 77 anos, e o presidente democrata Joe Biden, de 81, que os conservadores acusam de não fazer o suficiente para remediá-la.
O ex-presidente voltou a fazer um paralelo entre os migrantes e a criminalidade, como já tinha feito anteriormente quando disputou as eleições pela primeira vez e chefiou a Casa Branca.
- "Crime migrante" -
"Levou mais tempo do que pensava, mas eu o previ. Chama-se crime migrante", disse, citando um termo cunhado por ele. "É muito mais mortal do que se pensava. De fato, vão brigar aos socos com a polícia no meio da rua", acrescentou.
"Vai ser mais grave que os crimes violentos e os crimes como conhecíamos porque temos milhões e milhões de pessoas, e vêm de prisões e cadeias", afirmou, voltando a invocar o fantasma do medo dos migrantes.
Eles vêm "de instituições mentais e manicômios. Não, não são a mesma coisa. Um manicômio é uma instituição [de saúde] mental com esteroides, ok? É 'O Silêncio dos Inocentes', ok? Você sabe. Hannibal Lecter! Todos estão sendo depositados no nosso país", disse.
Hannibal Lecter é o psicopata ficcional que se tornou famoso no cinema graças ao filme "O Silêncio dos Inocentes".
Trump, que já disse que os migrantes "envenenam o sangue do país", o que lhe rendeu comparações a Adolf Hitler, é partidário de retomar a construção do muro na fronteira com o México e dos chamados Protocolos de Proteção ao Migrante (conhecidos como "Fique no México" ou MPP).
O empresário prometeu abordar o problema ao voltar à Casa Branca, tomando medidas "tão draconianas quanto necessário" para frear as travessias na fronteira de migrantes e solicitantes de asilo.
- "Um pesadelo" -
Segundo ele, com a chegada de Biden ao poder, o país virou um "pesadelo".
"Um voto em Trump é a sua passagem de volta para a liberdade e seu passaporte para sair da tirania", disse, aclamado por centenas de apoiadores com bonés vermelhos.
Durante o governo democrata, "os Estados Unidos são um pesadelo", afirmou.
Trump arrancou risadas do público ao imitar Biden, a quem descreve como "uma ameaça para a democracia" e um presidente "cercado de fascistas".
E prometeu aos presentes que o 5 de novembro, dia das eleições, seria para eles o "dia da libertação".
Seu discurso foi marcado pela retórica amarga habitual, fazendo várias referências a uma democracia americana à beira do colapso.
"Tudo no nosso país vai funcionar corretamente. De novo, vai funcionar. Vamos ser respeitados em todo o mundo", assegurou Trump.
Ato contínuo, seguiu para a Carolina do Sul, onde se realiza uma nova etapa das primárias de seu partido.
R.Adler--BTB