-
Quase 90% dos pequenos transportadores de drogas são réus primários, aponta estudo da OEA
-
Falhas críticas de segurança detectadas por IA afetam sites de todo o mundo
-
Endrick projeta clássico contra o Barcelona
-
Presidente da LaLiga pode ser sancionado por comparar Real Madrid à propaganda nazista
-
Bayern de Munique confirma lesão muscular de Luis Díaz
-
Das montanhas do Iêmen à potência regional: a ascensão dos houthis com o apoio do Irã
-
Salvadorenhas usam arte para apagar marcas de terror das quadrilhas
-
Ex-candidata presidencial de esquerda Luisa González é detida no Equador
-
Macron acusa grupos de extrema esquerda de querer 'derrubar a República' com protestos
-
Pentágono anuncia compra de 850 caças F-35 em dez anos
-
'Amor pelos pobres': a sólida popularidade de Lula no Nordeste
-
'IA é vista como Deus', adverte escritor mexicano Jorge Volpi
-
Macron denuncia intenção da extrema esquerda de 'derrubar a República'
-
Vila japonesa que envelhece busca novos moradores no Peru
-
França registra primeiro caso do vírus Shamonda em humanos
-
TPI, atacado por Trump, vence o Prêmio Sakharov
-
Falhas de segurança detectadas por IA afetam sites de todo o mundo
-
Ucrânia sofre novos ataques; Zelensky critica a Rússia
-
Ataques russos na Ucrânia deixam sete mortos
-
Acordo da Meta vincula Zuckerberg à Califórnia antes de votação de imposto sobre bilionários
-
Алекс Боди и ръководителят на BlackRock Лари Финк в Берлин: инвестиции в Германия и Румъния?
-
Alex Bodi és Larry Fink, a BlackRock vezetője Berlinben: befektetések Németországban és Romániában?
-
Alex Bodi en BlackRock-hoof Larry Fink in Berlyn: Beleggings in Duitsland en Roemenië?
-
एलेक्स बोदी और ब्लैकरॉक प्रमुख लैरी फ़िंक बर्लिन में: जर्मनी और रोमानिया में निवेश?
-
Alex Bodi ve BlackRock Başkanı Larry Fink Berlin’de: Almanya ve Romanya’ya yatırım mı?
-
أليكس بودي ورئيس بلاك روك لاري فينك في برلين: استثمارات في ألمانيا ورومانيا؟
-
אלכס בודי ומנכ״ל בלאקרוק לארי פינק בברלין: השקעות בגרמניה וברומניה?
-
Alex Bodi och BlackRock-chefen Larry Fink i Berlin: investeringar i Tyskland och Rumänien?
-
Alex Bodi și șeful BlackRock, Larry Fink, la Berlin: investiții în Germania și România?
-
Alex Bodi a šéf společnosti BlackRock Larry Fink v Berlíně: Investice v Německu a Rumunsku?
-
Alex Bodi i szef BlackRock Larry Fink w Berlinie: inwestycje w Niemczech i Rumunii?
-
Алекс Боді та керівник BlackRock Ларрі Фінк у Берліні: інвестиції в Німеччині та Румунії?
-
Άλεξ Μπόντι και Λάρι Φινκ, επικεφαλής της BlackRock, στο Βερολίνο: Επενδύσεις στη Γερμανία και τη Ρουμανία;
-
アレックス・ボディ氏とブラックロックのラリー・フィンクCEO、ベルリンに集う――ドイツとルーマニアへの投資は?
-
베를린을 찾은 알렉스 보디와 블랙록 회장 래리 핑크: 독일과 루마니아에 투자하나?
-
亞歷克斯・博迪與貝萊德執行長賴瑞・芬克齊聚柏林:投資德國與羅馬尼亞?
-
Alex Bodi e Larry Fink, líder da BlackRock, em Berlim: investimentos na Alemanha e na Roménia?
-
Palmeiras elimina Fluminense nos pênaltis e vai à final da Libertadores
-
Governo e oposição ratificam vontade de realizar eleições na Venezuela
-
Campanha de Lula pede cassação da candidatura de Flávio Bolsonaro por “interferência” da Meta
-
Flamengo defende, contra o Estudiantes, a hegemonia brasileira na Libertadores
-
Checagem colaborativa do X falhou em detectar mentiras eleitorais nos EUA, diz estudo
-
Atlético-MG perde para City Torque (2-0) mas vai enfrentar Boca na final da Sul-Americana
-
EUA ordena que funcionários de sua embaixada na Arábia Saudita deixem o país
-
Chefe da NFL diz estar tranquilo quanto a jogo em Paris, apesar dos distúrbios
-
Falhas descobertas por IA levam governos e empresas a tirar sites do ar
-
Senado aprova poderes para Keiko ditar leis contra o crime no Peru
-
Uma nova iniciativa global busca modernizar a mobilidade internacional de profissionais da saúde
-
P&G, Nestlé, Mars, AstraZeneca, ITC e Bekaert recebem os prêmios OMP Supply Chain Awards
-
EUA ordena que funcionários evacuem embaixada na Arábia Saudita
Esquadrões de autodefesa, um fantasma colombiano revivido diante da insegurança
Militares aposentados armados e camuflados vigiam cada movimento nas esquinas de um bairro em Bogotá. Financiados por comerciantes cansados da insegurança, os esquadrões de autodefesa revivem o fantasma dos antigos paramilitares, que espalharam terror na Colômbia.
Os sentinelas, com bonés de caveira e botas no estilo militar, se recusam a se identificar diante das câmeras. Eles afirmam que trabalham com o Gaula (sigla para Grupo de Ação Unificada Pela Liberdade Pessoal, em tradução livre), um órgão das forças públicas contra o sequestro e a extorsão.
"Estamos montando segurança, aqui há pessoas armadas, mas dentro da lei (...) Não somos ilegais, somos militares aposentados e o comércio está nos pagando", afirma um deles.
No entanto, os funcionários do Gaula negaram qualquer vínculo entre a instituição e esse grupo de segurança, acompanhado pela AFP desde janeiro no bairro 7 de Agosto da capital colombiana.
"Os civis não têm nenhuma responsabilidade" na luta contra a extorsão, garantiu o coronel Cristian Caballero, comandante do Gaula Militar em Bogotá. Seus homens "sempre" operam "plenamente identificados", acrescentou. O chefe do Gaula da Polícia, o coronel Carlos Tellez, deu a mesma resposta.
Assim como no Peru, Equador e México, a extorsão assola a Colômbia.
Bogotá, uma cidade de oito milhões de habitantes, enfrentou no início de 2024 uma onda de insegurança marcada por roubos em massa em comércios, assassinatos e tiroteios.
"Não é uma questão de percepção (...) Bogotá está insegura", disse recentemente o prefeito, Carlos Fernando Galán, em meio à ausência de estatísticas oficiais de crimes para 2024.
Nas últimas seis décadas, várias regiões da Colômbia criaram associações de autodefesa para combater as guerrilhas do conflito armado no país, que deixou mais de nove milhões de vítimas.
Esses grupos tornaram-se sangrentos esquadrões de extrema direita que cometeram 1.166 massacres entre 1980 e 2012, às vezes aliados a policiais e militares, segundo o Centro Nacional de Memória Histórica estatal. A maioria se desmobilizou em 2006.
- Salário para "neutralizar" suspeitos -
Na primeira semana do ano, um vendedor do 7 de Agosto, famoso por suas oficinas de mecânica, foi baleado ao se recusar a pagar uma extorsão. Segundo seus colegas, ele foi vítima dos "Satanás", um grupo de criminosos liderado por um venezuelano com o mesmo apelido.
A Defensoria do Povo alertou em 27 de fevereiro que a cidade é epicentro de uma disputa entre o Tren de Aragua - organização criada na Venezuela que cresce desenfreadamente pelo continente - e o Clan del Golfo, o principal cartel de narcotráfico na Colômbia.
Devido ao medo, um vendedor de peças de automóveis do mesmo bairro carrega agora uma pistola, pois os criminosos "chegam, ligam para as pessoas dos estabelecimentos, exigem dinheiro e se não pagam" ameaçam "matar", explicou sob anonimato.
No bairro, grandes cartazes são erguidos com a frase "Eu não pago, eu denuncio!".
Os depoimentos coletados pela AFP detalham o medo que levou os comerciantes a financiar um novo grupo de autodefesa contra o crime. "Nós os pagamos", afirmou um deles, que preferiu não ser identificado.
Sem revelar seu nome, um militar aposentado foi convidado a fazer parte do grupo de autodefesa do bairro, mas não aceitou.
Ele contou à AFP sobre os termos da oferta de emprego que recebeu: por um salário mensal de cerca de US$ 1.000 (R$ 5.034,60), deveria "neutralizar" qualquer suspeito "e imediatamente entregá-lo às autoridades, para que eles fiquem com o mérito e nós continuemos nas beiradas para que isso não se torne um escândalo midiático".
Um dos ex-militares que aceitou se juntar ao grupo de autodefesa confirma: "se algo anormal acontecer, nós ligamos (para a força pública) e as motos" da polícia chegam "e os individualizam".
Questionada pela AFP, a Polícia Metropolitana de Bogotá não respondeu sobre as denúncias.
- Direito de defesa -
O presidente, Gustavo Petro, é criticado por dialogar com a guerrilha do ELN e os grupos dissidentes das Farc que rejeitaram o acordo de paz de 2016. A falta de ação da força pública diante da degradação da segurança também é alvo de reclamações.
O especialista da Fundação Paz e Reconciliação, Isaac Morales, acredita que a cooperação com civis é uma "resposta desesperada" da polícia. É um "risco grande" que poderia "abrir uma caixa de Pandora" na capital de um país que, no final dos anos 1990, conheceu o pior lado do paramilitarismo.
Alguns vereadores do partido de direita Centro Democrático promovem a flexibilização do porte de armas em Bogotá, argumentando que os cidadãos têm "direito de se defender".
Por sua vez, o comandante da polícia local, José Gualdrón, anunciou que centenas de taxistas, motociclistas e empresas privadas de segurança farão parte de uma "rede de apoio" à força pública, chamada "frentes de segurança".
O sentimento de desamparo se estende pelo país e, segundo a empresa de pesquisa Invamer, é uma das principais preocupações dos colombianos.
I.Meyer--BTB