-
Autoridades francesas buscam proibir ou restringir novos protestos
-
Maratonista etíope Ruti Aga é suspensa por seis anos por doping
-
EUA vai sediar primeiro Mundial de Clubes Feminino da história em 2028
-
Juíza ordena que Trump preste depoimento em processo contra a BBC em 11 de dezembro
-
Quase 90% dos pequenos transportadores de drogas são réus primários, aponta estudo da OEA
-
Falhas críticas de segurança detectadas por IA afetam sites de todo o mundo
-
Endrick projeta clássico contra o Barcelona
-
Presidente da LaLiga pode ser sancionado por comparar Real Madrid à propaganda nazista
-
Bayern de Munique confirma lesão muscular de Luis Díaz
-
Das montanhas do Iêmen à potência regional: a ascensão dos houthis com o apoio do Irã
-
Salvadorenhas usam arte para apagar marcas de terror das quadrilhas
-
Ex-candidata presidencial de esquerda Luisa González é detida no Equador
-
Macron acusa grupos de extrema esquerda de querer 'derrubar a República' com protestos
-
Pentágono anuncia compra de 850 caças F-35 em dez anos
-
'Amor pelos pobres': a sólida popularidade de Lula no Nordeste
-
'IA é vista como Deus', adverte escritor mexicano Jorge Volpi
-
Macron denuncia intenção da extrema esquerda de 'derrubar a República'
-
Vila japonesa que envelhece busca novos moradores no Peru
-
França registra primeiro caso do vírus Shamonda em humanos
-
TPI, atacado por Trump, vence o Prêmio Sakharov
-
Falhas de segurança detectadas por IA afetam sites de todo o mundo
-
Ucrânia sofre novos ataques; Zelensky critica a Rússia
-
Ataques russos na Ucrânia deixam sete mortos
-
Acordo da Meta vincula Zuckerberg à Califórnia antes de votação de imposto sobre bilionários
-
Алекс Боди и ръководителят на BlackRock Лари Финк в Берлин: инвестиции в Германия и Румъния?
-
Alex Bodi és Larry Fink, a BlackRock vezetője Berlinben: befektetések Németországban és Romániában?
-
Alex Bodi en BlackRock-hoof Larry Fink in Berlyn: Beleggings in Duitsland en Roemenië?
-
एलेक्स बोदी और ब्लैकरॉक प्रमुख लैरी फ़िंक बर्लिन में: जर्मनी और रोमानिया में निवेश?
-
Alex Bodi ve BlackRock Başkanı Larry Fink Berlin’de: Almanya ve Romanya’ya yatırım mı?
-
أليكس بودي ورئيس بلاك روك لاري فينك في برلين: استثمارات في ألمانيا ورومانيا؟
-
אלכס בודי ומנכ״ל בלאקרוק לארי פינק בברלין: השקעות בגרמניה וברומניה?
-
Alex Bodi och BlackRock-chefen Larry Fink i Berlin: investeringar i Tyskland och Rumänien?
-
Alex Bodi și șeful BlackRock, Larry Fink, la Berlin: investiții în Germania și România?
-
Alex Bodi a šéf společnosti BlackRock Larry Fink v Berlíně: Investice v Německu a Rumunsku?
-
Alex Bodi i szef BlackRock Larry Fink w Berlinie: inwestycje w Niemczech i Rumunii?
-
Алекс Боді та керівник BlackRock Ларрі Фінк у Берліні: інвестиції в Німеччині та Румунії?
-
Άλεξ Μπόντι και Λάρι Φινκ, επικεφαλής της BlackRock, στο Βερολίνο: Επενδύσεις στη Γερμανία και τη Ρουμανία;
-
アレックス・ボディ氏とブラックロックのラリー・フィンクCEO、ベルリンに集う――ドイツとルーマニアへの投資は?
-
베를린을 찾은 알렉스 보디와 블랙록 회장 래리 핑크: 독일과 루마니아에 투자하나?
-
亞歷克斯・博迪與貝萊德執行長賴瑞・芬克齊聚柏林:投資德國與羅馬尼亞?
-
Alex Bodi e Larry Fink, líder da BlackRock, em Berlim: investimentos na Alemanha e na Roménia?
-
Palmeiras elimina Fluminense nos pênaltis e vai à final da Libertadores
-
Governo e oposição ratificam vontade de realizar eleições na Venezuela
-
Campanha de Lula pede cassação da candidatura de Flávio Bolsonaro por “interferência” da Meta
-
Flamengo defende, contra o Estudiantes, a hegemonia brasileira na Libertadores
-
Checagem colaborativa do X falhou em detectar mentiras eleitorais nos EUA, diz estudo
-
Atlético-MG perde para City Torque (2-0) mas vai enfrentar Boca na final da Sul-Americana
-
EUA ordena que funcionários de sua embaixada na Arábia Saudita deixem o país
-
Chefe da NFL diz estar tranquilo quanto a jogo em Paris, apesar dos distúrbios
-
Falhas descobertas por IA levam governos e empresas a tirar sites do ar
Esporte, outro território da guerra entre Rússia e Ucrânia
Moscou usando os Jogos Olímpicos para se apresentar como vítima do Ocidente, vídeos ucranianos pedindo boicote aos atletas russos... O esporte se tornou outro território para mais atrito entre Rússia e Ucrânia, em guerra há mais de dois anos.
"Estamos em um conflito geopolítico através do esporte", resume Lukas Aubin, diretor de investigação no Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas, especialista em questões de esporte e geopolítica.
Excluída dos Jogos de Paris 2024 como Estado, a Rússia terá uma cota de atletas que poderão participar, sob bandeira neutra, mas que não estarão no desfile da cerimônia de abertura no rio Sena.
Como forma de contra-atacar, a Rússia lançou os Jogos da Amizade em setembro e sua versão de inverno em 2026, os Jogos dos BRICS (acrônimo das potências emergentes, principalmente Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em junho. As iniciativas são várias, com o risco de fragmentar o esporte internacional.
"Moscou utiliza a diplomacia russa para seduzir e atrair os competidores estrangeiros", ressalta Sylvain Dufraisse, especialista universitário do esporte soviético e russo.
Dufraisse lembra que o presidente russo, Vladimir Putin, sempre usou o esporte como "instrumento de brilho e de potência", aparecendo de quimono, andando a cavalo ou vestido de jogador de hóquei sobre gelo.
Lukas Aubin destaca que o país é "adepto do 'sport power' desde a revolução de 1917".
Nesse contexto, os Jogos de 2024 são explorados com fins geopolíticos no conflito atual com a Ucrânia.
"A utilização do esporte por Rússia e Ucrânia participa da guerra através da informação", diz um especialista militar francês que pediu anonimato.
"Moscou tenta fazer dos Jogos uma caixa de ressonância para levar a crer que sofre agressão dos países ocidentais e tentar legitimar a guerra na Ucrânia", acrescenta.
A acusação de "neonazismo" lançada pela Rússia na última quarta-feira contra o Comitê Olímpico Internacional (COI) teve grande repercussão, isso depois de o país justificar sua invasão à Ucrânia em 2022 pelas acusações infundadas de "nazismo" contra líderes ucranianos, com a suposta cumplicidade do Ocidente.
- Trégua olímpica ilusória? -
A Ucrânia também fez do esporte uma arma de influência.
"Desde o início da invasão, [a Ucrânia] milita para que a Rússia não esteja presente nos Jogos", aponta Lukas Aubin. "Usou ferramentas para difundir esta influência", acrescenta, detalhando a realização de vídeos curtos nas redes sociais.
Um vídeo de 25 segundos, nesse sentido, foi publicado em fevereiro de 2023 na rede social X pelo Ministério da Defesa ucraniano, no qual se via um atleta russo lançando um dardo que se transformava em míssil e explodia em um edifício ucraniano. O vídeo, que usava imagens verdadeiras, terminava com um pedido de boicote aos atletas russos nos Jogos de Paris.
Atletas ucranianos também usaram o esporte para "alcançar um público mais amplo", destaca Sylvain Dufraisse, referindo-se a Olga Kharlan, que se negou a cumprimentar sua adversária russa no Mundial de Esgrima de 2023.
E para os aletas ucranianos, "a vitória não é só esportiva, mas também simbólica", disse o pesquisador. "É um meio de fazer sua nação viver".
O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou recentemente ao canal ucraniano 1+1 que pedirá um cessar-fogo a Moscou por conta dos Jogos.
Uma iniciativa que, no momento, parece ilusória, levando em conta que a invasão à Ucrânia começou em 2022, em plena trégua olímpica durante os Jogos de Inverno de Pequim.
Em 2014, a Rússia fez algo similar promovendo a anexação da Crimeia durante os Jogos de Inverno que organizou em seu próprio território, em Sochi.
Y.Bouchard--BTB