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Ucrânia diz ter atacado dois navios russos na Crimeia após onda de bombardeios
A Ucrânia afirmou neste domingo (24) ter atacado dois navios militares russos na península anexada da Crimeia, após outra onda de bombardeios massivos contra Kiev e a região de Lviv, que não deixou vítimas.
A capital da Ucrânia e a região de Lviv, no oeste, sofreram bombardeios "maciços" russos na madrugada deste domingo, que não causaram vítimas, disseram as autoridades, e as forças de Kiev afirmaram ter atacado dois navios russos na Crimeia.
Rússia e Ucrânia intensificaram os bombardeios nas últimas semanas e no sábado as forças de Moscou reivindicaram a captura da aldeia de Ivanivske, perto de Bakhmut, no front oriental.
Em Kiev, o prefeito alertou os cidadãos sobre o ataque.
"Explosões na capital. A defesa aérea funciona. Não saiam dos abrigos", escreveu Vitali Klitschko no Telegram.
Segundo Sergii Popko, chefe da administração militar em Kiev, o ataque foi lançado a partir da região russa de Saratov.
O governador da região de Lviv, Maksim Kozitski, relatou ataques com mísseis no distrito de Stryi, ao sul da cidade de Lviv.
As autoridades relataram alguns danos após a onda de bombardeios, mas nenhuma vítima foi informada.
A força aérea ucraniana informou que a Rússia lançou 29 mísseis de cruzeiro e 28 drones e que conseguiu derrubar 18 dos mísseis e 25 drones.
A Rússia aumentou a intensidade dos seus bombardeios contra a Ucrânia nos últimos dias e na sexta-feira lançou um grande ataque contra a infraestrutura energética.
A Ucrânia, que tem lutado para encontrar armas e soldados após mais de dois anos de guerra, prometeu responder.
As Forças Armadas ucranianas relataram ter atacado "com sucesso" os navios anfíbios de desembarque russos "Yamal" e "Azov" durante um bombardeio contra o porto de Sebastopol, na península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.
Eles também afirmaram que atingiram um centro de comunicação e diversas posições com infraestrutura da frota russa do Mar Negro.
A Ucrânia bombardeia rotineiramente a Crimeia com mísseis e drones, uma vez que a península é estrategicamente importante para a logística e o abastecimento das forças russas que ocupam o sul do país.
- Polônia denuncia um míssil russo em seu espaço aéreo -
Na Polônia, o comando operacional das forças armadas (RSZ) indicou que à noite "foi observada intensa atividade de aeronaves de longo alcance procedentes da Federação Russa".
"Todos os procedimentos necessários foram ativados para garantir a segurança do espaço aéreo polonês e a RSZ está constantemente monitorando a situação", afirmou em um comunicado.
Posteriormente, o Exército polonês indicou que durante cerca de quarenta segundos, "o espaço aéreo polonês foi violado por um dos mísseis de cruzeiro lançados esta noite pela aviação (…) da Federação Russa".
"O objeto voou para o espaço polonês perto da aldeia de Oserdow [leste] e lá permaneceu durante 39 segundos", acrescentou, sublinhando que o míssil foi observado por radares militares durante todo o voo.
A Polônia, que é membro da Otan, disse que pedirá explicações a Moscou sobre o incidente, disse o Ministério das Relações Exteriores.
Em dezembro houve outro incidente semelhante, quando um míssil russo entrou no espaço aéreo polonês e saiu poucos minutos depois, rumo à Ucrânia.
A Polônia tem sido um aliado importante da Ucrânia desde que a Rússia lançou uma invasão contra esta ex-república soviética em fevereiro de 2022.
C.Meier--BTB