-
Kvaratskhelia voltará de lesão 'mais forte', prevê Luis Enrique
-
Houthis atacam Áden e acusam Arábia Saudita de causar 16 mortes no Iêmen
-
Infantino afirma que conta com amplo apoio para presidir a Fifa
-
City sofre 1ª derrota no Inglês e é alcançado pelo Arsenal na liderança
-
Lula e Flávio Bolsonaro encerram campanha com atos multitudinários
-
Milhares de pessoas protestam em Madri em defesa das aposentadorias
-
Sobe para nove o número de mortos em ataque armado em igreja na Jordânia
-
Lula e Flávio Bolsonaro vão às ruas em encerramento de campanha
-
França vive novo dia de protestos com forte contingente policial
-
Incêndio atinge antiga residência de montanha de Hitler; um suspeito é detido
-
Lula e Flávio Bolsonaro baixam o tom no último debate, a fim de conquistar indecisos
-
Lula e Flávio Bolsonaro baixam o tom no último debate antes do segundo turno
-
EUA convoca cubanos a trabalhar com a CIA para 'criar mudança positiva'
-
Leclerc é o mais rápido nos treinos do GP dos EUA; Bortoleto e Colapinto são penalizados
-
Leclerc também domina segundo treino do GP dos Estados Unidos
-
Raphinha x Mbappé, duelo de artilheiros no 'El Clásico'
-
Meghan Markle se diz 'consternada' com investigação sobre seu pai
-
Manifestações previstas na França forçam adiamento de PSG-Lyon
-
Justiça do Equador decreta prisão preventiva de ex-candidata presidencial de esquerda
-
Confederação Asiática muda de lado e agora apoia Infantino
-
Bortoleto e Colapinto recebem punição severa para GP dos EUA
-
Ex-presidente Cristina Kirchner enfrenta novo julgamento na Argentina
-
Netanyahu anuncia grande operação na Cisjordânia após ataque
-
Crescem indícios de novos ataques dos EUA contra o Irã
-
Leclerc é o mais rápido nos primeiros treinos do Grande Prêmio dos EUA
-
Grupo de investidores dos EUA compra 42% do Valencia
-
Macron condena 'atentado terrorista racista' que deixou um morto perto de Paris
-
Melania Trump anuncia cessar-fogo em cidade ucraniana
-
Ataque armado em igreja na Jordânia deixa sete mortos
-
Peres Jepchirchir, campeã mundial de maratona, é suspensa provisoriamente por doping
Em emergência orçamentária, universidades desafiam cortes de Milei na Argentina
Estudantes universitários convocaram, nesta terça-feira (23), uma manifestação na Argentina em repúdio à falta de financiamento do ensino público superior, da pesquisa e da ciência no âmbito do ajuste econômico do presidente de direita Javier Milei, uma reivindicação apoiada por sindicatos e partidos da oposição.
Nas principais cidades do país, estudantes, licenciados, docentes e auxiliares das 57 universidades federais sairão às ruas "em defesa do ensino universitário público gratuito" em manifestações que, segundo as previsões, serão massivas.
As universidades declararam emergência orçamentária depois que o governo decidiu prorrogar para este ano o mesmo orçamento que recebeu em 2023, apesar da inflação interanual que atingiu 290% em março.
Milei recusou-se a adaptar o orçamento em favor da sua política de déficit zero comprometida com o Fundo Monetário Internacional. "Não esperem que perca a mão no gasto público", alertou na segunda-feira ao anunciar na televisão nacional que as contas públicas registraram um superávit no primeiro trimestre, embora com milhares de demissões, um colapso da atividade econômica e do consumo.
Na semana passada e no calor dos protestos universitários, concedeu-lhes "aumentar as rubricas de despesas operacionais em 70% em março e outros 70% em maio", além de uma quantia extraordinária para os hospitais universitários, disse o porta-voz presidencial Manuel Adorni, na segunda-feira.
As despesas operacionais excluem os salários docentes, que representam 90% do orçamento universitário.
Os reforços contrastam com o custo das tarifas de energia, que aumentaram 500% este mês, colocando as universidades à beira da paralisação, disseram as autoridades.
"Pelo ritmo que estão nos dando dinheiro, só poderemos funcionar de dois a três meses", disse o reitor da Universidade de Buenos Aires (UBA), Ricardo Gelpi.
Milei questionou a transparência do uso de fundos e a qualidade do ensino ao sugerir que as universidades públicas "são usadas para negócios obscuros e doutrinação", escreveu ele na rede X no fim de semana.
Cerca de 2,2 milhões de pessoas estudam no sistema universitário público, escolhido por 80% dos estudantes em vez de instituições privadas, em um país com quase metade da sua população na pobreza.
O sistema de ensino superior federal goza de grande prestígio acadêmico e foi o berço dos cinco ganhadores do Prêmio Nobel da Argentina, três deles em ciências exatas, além de inúmeros pesquisadores premiados, de desenvolvimentos científicos e tecnológicos reconhecidos mundialmente.
A maioria dos líderes argentinos formou-se no sistema público, assim como metade do atual gabinete de ministros, enquanto Milei é economista pela universidade privada de Belgrano.
O.Krause--BTB