-
Kimi Antonelli faz a pole position do GP dos EUA, onde pode ser campeão de F1
-
Arquidiocese de Nova York concorda em pagar mais de US$ 800 milhões em indenizações a vítimas de abusos sexuais
-
Lula e Bolsonaro reúnem multidões antes de duelo final nas urnas
-
Paris FC perde para Lens e deixa escapar oportunidade de assumir liderança do Francês
-
Atlético de Madrid vence Deportivo com gol de Julián Álvarez
-
Confrontos entre manifestantes e polícia na Albânia durante novo protesto contra corrupção
-
Ronaldinho jogará pelo Ravenna na Serie C italiana no dia 15 de novembro
-
Israel desloca milhares de palestinos de Hebron após ataque mortal
-
Milhares de pessoas protestam na Itália sob forte dispositivo de segurança
-
Borussia Dortmund vence Eintracht Frankfurt e assume liderança do Alemão
-
Novos protestos sociais se espalham pela França em meio a tensões e fortes medidas de segurança
-
Kvaratskhelia voltará de lesão 'mais forte', prevê Luis Enrique
-
Houthis atacam Áden e acusam Arábia Saudita de causar 16 mortes no Iêmen
-
Infantino afirma que conta com amplo apoio para presidir a Fifa
-
City sofre 1ª derrota no Inglês e é alcançado pelo Arsenal na liderança
-
Lula e Flávio Bolsonaro encerram campanha com atos multitudinários
-
Milhares de pessoas protestam em Madri em defesa das aposentadorias
-
Sobe para nove o número de mortos em ataque armado em igreja na Jordânia
-
Lula e Flávio Bolsonaro vão às ruas em encerramento de campanha
-
França vive novo dia de protestos com forte contingente policial
-
Incêndio atinge antiga residência de montanha de Hitler; um suspeito é detido
-
Lula e Flávio Bolsonaro baixam o tom no último debate, a fim de conquistar indecisos
-
Lula e Flávio Bolsonaro baixam o tom no último debate antes do segundo turno
-
EUA convoca cubanos a trabalhar com a CIA para 'criar mudança positiva'
EUA disposto a dar garantias de segurança se sauditas normalizarem relações com Israel
Os Estados Unidos estão dispostos a oferecer garantias de segurança à Arábia Saudita se o reino normalizar suas relações com Israel, disse, nesta segunda-feira (29), o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, como parte de uma estratégia que busca fatos concretos que encorajem Israel a aceitar a criação de um Estado palestino.
O governo do presidente Joe Biden apoia Israel e tem pedido moderação ao aliado, ao mesmo tempo em que promete pressionar pela normalização das relações com a Arábia Saudita, o que poderá mudar a situação geopolítica na região.
O reino do Golfo é o guardião dos locais mais sagrados do islã. Para normalizar suas relações com Israel, Riade provavelmente insistirá na criação de um Estado palestino e em garantias de segurança por parte dos Estados Unidos.
"Acredito que o trabalho que a Arábia Saudita e os Estados Unidos fizeram juntos sob os seus próprios acordos está quase concluído", declarou Blinken durante uma visita ao reino, a sétima na região desde o início da guerra, em 7 de outubro, entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza.
"Mas para avançar para a normalização serão necessárias duas coisas: calma em Gaza e um caminho crível para um Estado palestino", acrescentou, durante uma reunião do Fórum Econômico Mundial em Riade.
O ministro das Relações Exteriores saudita, Fayçal ben Farhan, reuniu-se com Blinken em Riade e declarou que os acordos entre os dois países estavam "próximos, muito próximos" de serem concluídos.
"A maior parte do trabalho já está feita", disse ele. Mas acrescentou que o caminho para um Estado palestino é "a única forma de fazê-lo".
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, é um opositor histórico à criação de um Estado palestino, que a administração Biden vê como a única solução possível a longo prazo para a paz na região.
Mas mesmo que a administração Biden chegue a um acordo com a Arábia Saudita, resta saber se este será aprovado pelo Congresso, onde os legisladores, especialmente os do Partido Democrata de Biden, criticam o reino por razões relacionadas aos direitos humanos.
Os pedidos de Riade para cooperar com os Estados Unidos na área da energia nuclear civil não foram bem recebidos, com críticas alertando para uma possível corrida armamentista com o Irã.
Blinken deve se reunir com o líder de fato da Arábia Saudita, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, nesta segunda-feira para discutir a normalização.
- "Ameaça crescente" -
Esta é a primeira viagem de Blinken à região desde o ataque lançado pelo Irã contra Israel em meados de abril, em resposta ao bombardeio de seu consulado em Damasco em 1º de abril, atribuído a Israel.
O ataque na capital síria matou sete membros da Guarda Revolucionária, o Exército ideológico da República Islâmica. Em resposta, o Irã lançou um ataque sem precedentes contra Israel em 13 de abril.
Uma semana depois, outro ataque atribuído a Israel atingiu o centro do Irã, mas Teerã minimizou suas consequências.
Blinken, que na semana passada mencionou a situação com os líderes chineses [a China mantém boas relações com o Irã], sugeriu que a diplomacia permitiu reduzir as tensões.
"Estivemos muito perto de uma escalada ou extensão do conflito e acredito que através de esforços muito concentrados e determinados conseguimos evitá-lo", afirmou.
Em um discurso aos ministros das Relações Exteriores de seis países do Golfo Árabe nesta segunda, Blinken disse que o episódio "destacou a ameaça aguda e crescente representada pelo Irã, mas também a necessidade imperiosa de trabalhar em conjunto para construir uma defesa integrada".
Os Estados Unidos já mantêm relações militares estreitas com todos estes países, mas as relações dentro do bloco tiveram altos e baixos.
C.Meier--BTB