-
Cinco aspectos sobre a crise institucional na Polônia
-
Real Madrid vence Racing Santander (3-0) e deixa de lado polêmica com a China
-
Arsenal vence na visita ao Liverpool (1-0) e é o novo líder da Premier League
-
Trump e republicanos se mobilizam para evitar vitória democrata nas legislativas
-
Vacherot vence Lehecka e conquista na Basileia seu 2º título no circuito ATP
-
Milhares de pessoas protestam na Índia contra revisão do censo eleitoral
-
Combates no oeste do Iêmen deixam mais de 300 mil deslocados, segundo ONU
-
Sueco Andreas Almgren e queniana Sheila Chepkirui vencem a Maratona de Nova York
-
Lazio vence Cagliari (2-1) e se isola na liderança do Italiano
-
Últimas horas de uma trégua excepcional no sul da Ucrânia
-
Televisão pública chinesa não transmite jogo do Real Madrid devido a polêmica com Mbappé
-
Papa inicia intensa viagem pela América do Sul que culminará no Peru, sua pátria adotiva
-
Alcaraz vence De Miñaur e conquista ATP 500 de Viena
-
França investiga lançamento de coquetel molotov contra a polícia como "tentativa de homicídio"
-
Estudantes franceses retomarão na segunda-feira os bloqueios após rejeitarem medidas do governo
-
Trump diz que Estados Unidos ainda precisam "cuidar" de "um ou dois" alvos no Irã
-
Manifestantes israelenses exigem que oposição se alie aos árabes para tirar Netanyahu do poder
-
FBI acusa Coreia do Norte de roubar US$ 6 bi em criptomoedas da Binance
-
Cruzeiro vence Corinthians nos pênaltis e conquista Libertadores feminina
-
Milan vence dérbi contra Inter (3-1) e coloca Lazio na liderança
-
Barça goleia Alavés (6-1) e se mantém na liderança, Atlético vence Levante
-
Lewis Hamilton conquista pole position do GP do México de Fórmula 1
-
EUA alerta sobre segurança alimentar em reunião do G20 sem maiores consensos
-
Pulisic renova com Milan até 2031
-
Polônia busca saída para crise institucional
-
Borussia Dortmund arranca empate no fim contra Bayern (2-2) no clássico da Bundesliga
Venezuela alimenta tensão com a Espanha após questionamentos sobre a reeleição de Maduro
A relação entre Espanha e Venezuela estava muito perto da ruptura nesta sexta-feira (13), depois que Caracas convocou sua embaixadora em Madri por questionamentos sobre a reeleição de Nicolás Maduro e o asilo que será concedido a seu opositor rival.
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, anunciou nas redes sociais a decisão de "convocar para consultas" a embaixadora em Madri, Gladys Gutiérrez, em resposta às declarações da ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, que chamou o governo de Nicolás Maduro de "ditadura" durante a apresentação de um livro em Madri.
Gil também informou que "convocou" o embaixador espanhol em Caracas, Ramón Santos, a comparecer nesta sexta-feira à sede do Ministério das Relações Exteriores e descreveu as palavras de Robles como "insolentes, intervencionistas e grosseiras".
O diplomata chegou à sede da chancelaria logo após às 10h30 locais (11h30 em Brasília), constatou a AFP. Não deu declarações à imprensa.
A tensão na relação Espanha-Venezuela aumentou nos últimos dias, depois que o candidato da oposição venezuelana Edmundo González Urrutia chegou ao país europeu no domingo para solicitar asilo. Ele passou um mês escondido em seu país.
Na quarta-feira, o Congresso da Espanha, por iniciativa da oposição conservadora, aprovou uma medida que pede ao governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez que reconheça González Urrutia como vencedor das eleições de 28 de julho contra Maduro.
O presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, respondeu com a proposta de rompimento dos vínculos diplomáticos, consulares e comerciais.
- "Nada a comentar" -
O Executivo de Sánchez não reconhece a vitória que Maduro reivindica nas eleições, mas também não reconhece o triunfo de seu rival, e insiste, na mesma linha adotada por outros países europeus, em exigir a publicação das atas de votação, que a oposição afirma que demonstram sua vitória.
O ministro espanhol das Relações Exteriores, José Manuel Albares, não imitou as convocações para consultas do homólogo venezuelano, medidas que chamou de "decisões soberanas".
"Convocar um embaixador, eu já fiz isso em diversas ocasiões, e chamar para consulta são decisões soberanas de cada Estado e, portanto, não há o que comentar", declarou à rádio pública RNE.
"O que posso dizer é que trabalhamos para ter as melhores relações possíveis com o povo irmão da Venezuela", acrescentou Albares.
Ao ser questionado se compartilhava da opinião da ministra Robles, o chefe da diplomacia espanhola se recusou a comentar.
"O ministro das Relações Exteriores não é um catedrático de Direito Constitucional, nem um cientista político. E, claro, os ministros das Relações Exteriores são as últimas pessoas que devem usar qualificativos", disse.
- Sanções dos Estados Unidos -
Na quinta-feira, o socialista Pedro Sánchez recebeu González Urrutia no Palácio de La Moncloa, sede do governo em Madri e afirmou que a "Espanha segue trabalhando a favor da democracia, do diálogo e dos direitos fundamentais do povo irmão da Venezuela".
Quase 280 mil venezuelanos vivem na Espanha, incluindo vários líderes da oposição. O número não inclui as pessoas com dupla cidadania.
A crise com a Espanha coincide com o anúncio do governo dos Estados Unidos de sanções contra 16 funcionários do regime venezuelano, incluindo a presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Caryslia Rodríguez, além de autoridades eleitorais e integrantes da cúpula militar e dos serviços de inteligência.
Entre os alvos das sanções estão o chefe do Comando Estratégico Operacional das Forças Armadas, general Domingo Hernández Lárez, e o juiz que ordenou a detenção de González Urrutia por "conspiração" e "sabotagem".
Washington, que também exige a divulgação das atas de votação da eleição presidencial venezuelana, afirma que os funcionários afetados pelas sanções "impediram um processo eleitoral transparente e a publicação de resultados eleitorais precisos".
Caracas condenou a medida, que chamou de "ato grosseiro, que busca se congraçar com uma classe política que lançou mão de práticas fascistas e violentas para derrubar, sem sucesso, a democracia bolivariana".
E.Schubert--BTB