-
Copa do Mundo entra em sua última semana com aguardados confrontos das semis
-
Christopher Nolan adapta em grande estilo a epopeia de Ulisses em 'A Odisseia'
-
Oriente Médio registra os ataques mais intensos desde o cessar-fogo Irã-EUA
-
UE quer estabelecer acesso 'progressivo e gradual' de menores às redes sociais
-
O calor, um inimigo perigoso para pessoas com dificuldade de suar
-
Incêndio devasta a floresta de Fontainebleau
-
EUA ataca Irã, que responde com ações contra países do Golfo
-
Sam Neill, ator de 'Jurassic Park', morre aos 78 anos
-
Espanha x França: uma rivalidade de longa data, agora mais equilibrada
-
Senador americano rompe silêncio sobre afastamento por motivo de saúde
-
Senador Lindsey Graham, aliado de Trump, morre aos 71 anos
-
Camisas 9 e 10 exibem suas transformações na Copa do Mundo de 2026
-
Copa do Mundo faz uma pausa antes das semifinais que (quase) todo mundo queria
-
EUA inicia novos ataques contra o Irã
-
Incêndio em bar deixa 27 mortos em Bangcoc
-
Os dez últimos campeões de Wimbledon
-
Parlamento sírio realiza primeira sessão após derrubada de Assad
-
"Lamine precisa acalmar um pouco essa ansiedade que ele às vezes tem", diz Rodri
-
Irã anuncia fechamento de Ormuz e bombardeia Golfo em resposta a ataques dos EUA
-
Número de mortos em terremotos na Venezuela chega a quase 4.500
-
Jannik Sinner vence Alexander Zverev e é bicampeão de Wimbledon
-
Argentina vs Inglaterra: os duelos de uma rivalidade histórica na Copa do Mundo
-
Motorista atropela e mata seis pessoas em feira no Chile
-
Políticos franceses denunciam 'racismo' de ex-primeiro-ministro espanhol por artigo sobre seleção
-
Luisa Stefani perde final de duplas em Wimbledon
-
Senegal anuncia demissão do técnico Pape Thiaw
-
Irã responde ataques americanos com bombardeios no Golfo e anuncia fechamento de Ormuz
França estreia novo governo com giro à direita
O presidente francês, Emmanuel Macron, nomeou neste sábado seu novo governo com um giro à direita, para evitar uma moção de censura no Parlamento, onde estará à mercê da líder da extrema direita Marine Le Pen.
Em meio a uma crise política, Macron nomeou no começo do mês como primeiro-ministro o veterano conservador Michel Barnier, que costurou em duas semanas uma coalizão com forças de centro e direita.
Macron escolheu Barnier para formar o governo por considerar que o ex-negociador europeu do Brexit, membro do partido conservador Os Repúblicanos (LR), poderia garantir uma maioria mais estável na dividida Assembleia Nacional (câmara baixa).
A coalizão de esquerda Nova Frente Popular (NFP), no entanto, anunciou que vai apresentar uma moção de censura contra o governo Barnier, que poderá prosperar se a extrema direita votar a favor.
O novo governo conta com 39 membros, procedentes, principalmente, da aliança de centro-direita de Macron e do LR, que retorna ao poder 12 anos depois. Entre esses últimos está seu líder no Senado, Bruno Retailleau, que assumirá o Ministério do Interior, apesar do mal-estar que causa entre a esquerda e parte da aliança de Macron por sua linha dura em questões migratórias.
Macron também nomeou a polêmica senadora Laurence Garnier - que se opõe ao casamento igualitário e a blindar o aborto na Constituição - como secretária de Estado de Consumo.
Vários membros do último governo permaneceram em seus cargos - como Sébastien Lecornu (Defesa) e Rachida Dati (Cultura) -, ou mudaram de pasta, como Jean-Noël Barrot (chanceler), Catherine Vautrin (Territórios) e Agnès Pannier-Runacher (Ecologia).
O presidente francês, que compartilha o Poder Executivo com o governo, não precisa da aprovação do Parlamento para nomear o primeiro-ministro e os ministros. A única opção para se opor é aprovando uma moção de censura.
- Pressão da extrema direita -
A ameaça de censura do governo está presente. As últimas eleições legislativas, que Macron antecipou em junho, deixaram os três blocos principais - esquerda, extrema direita e centro-direita - distantes de formar a maioria.
A coalizão de esquerda vencedora, com 193 deputados, justifica a apresentação da moção de censura alegando que Macron se recusou a nomear como primeira-ministra a economista Lucie Castets, candidata da NFP.
"É um governo ilegítimo. Se a direita tivesse vencido, a direita teria governado", disse o líder da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon, enquanto milhares de pessoas se manifestavam no país para denunciar o "governo Macron-Barnier".
O presidente, de centro-direita, não quis nomear Lucie por causa da “estabilidade”, mas seu novo governo tampouco conseguiu a maioria de 289 deputados, após tentar atrair parte da esquerda.
A sobrevivência do governo Barnier depende, portanto, da extrema direita. Le Pen avisou que seu eventual apoio a uma moção de censura vai depender do discurso de política geral de Barnier, previsto para 1º de outubro.
O líder do partido de extrema direita de Le Pen, Jordan Bardella, alertou hoje que o governo “não tem futuro”, uma vez que, para ele, representa o retorno "do macronismo pela porta dos fundos".
Sua primeira prova de fogo será a apresentação dos orçamentos de 2025, especialmente quando a França não cumpre os limites de déficit e dívida públicos estabelecidos pelas normas europeias.
M.Odermatt--BTB