-
EUA ataca Irã, que responde com ações contra países do Golfo
-
Sam Neill, ator de 'Jurassic Park', morre aos 78 anos
-
Espanha x França: uma rivalidade de longa data, agora mais equilibrada
-
Senador americano rompe silêncio sobre afastamento por motivo de saúde
-
Senador Lindsey Graham, aliado de Trump, morre aos 71 anos
-
Camisas 9 e 10 exibem suas transformações na Copa do Mundo de 2026
-
Copa do Mundo faz uma pausa antes das semifinais que (quase) todo mundo queria
-
EUA inicia novos ataques contra o Irã
-
Incêndio em bar deixa 27 mortos em Bangcoc
-
Os dez últimos campeões de Wimbledon
-
Parlamento sírio realiza primeira sessão após derrubada de Assad
-
"Lamine precisa acalmar um pouco essa ansiedade que ele às vezes tem", diz Rodri
-
Irã anuncia fechamento de Ormuz e bombardeia Golfo em resposta a ataques dos EUA
-
Número de mortos em terremotos na Venezuela chega a quase 4.500
-
Jannik Sinner vence Alexander Zverev e é bicampeão de Wimbledon
-
Argentina vs Inglaterra: os duelos de uma rivalidade histórica na Copa do Mundo
-
Motorista atropela e mata seis pessoas em feira no Chile
-
Políticos franceses denunciam 'racismo' de ex-primeiro-ministro espanhol por artigo sobre seleção
-
Luisa Stefani perde final de duplas em Wimbledon
-
Senegal anuncia demissão do técnico Pape Thiaw
-
Irã responde ataques americanos com bombardeios no Golfo e anuncia fechamento de Ormuz
-
Zelensky anuncia mudanças no governo e substiuição da primeira-ministra
-
Tufão Bavi atinge a China e perde intensidade
-
Senador americano Lindsey Graham, aliado de Trump, morre aos 71 anos
-
Нуша Аубель і Потсдам: довіра втрачена
-
Noosha Aubel e Potsdam: a confiança inicial foi perdida
-
Tiroteio deixa dois mortos e vários feridos em Toronto
-
Irã ataca países do Golfo e fecha Ormuz após ofensiva dos Estados Unidos
-
努莎·奧貝爾與波茨坦:先前的信任已蕩然無存
Reféns libertados de Gaza se mobilizam pelos que seguem em cativeiro
Passaram quase 10 meses desde que Aviva Siegel foi libertada de Gaza, mas seus pensamentos permanecem no território palestino, onde seu marido, Keith, segue sequestrado pelo Hamas.
Siegel faz parte dos reféns libertados durante uma breve trégua de uma semana na guerra entre Israel e Hamas em novembro, e que desejam se reunir com seus entes queridos ainda cativos.
"Sigo em Gaza", explica Aviva Siegel à AFP, descrevendo seu estado mental. "Penso em Keith todo o tempo. Não suporto imaginar que ele e os demais estão 40 metros sob a terra, sem ar para respirar e sem comida".
Aviva e Keith foram sequestrados no kibutz Kfar Aza, perto da fronteira com Gaza, durante o ataque sem precedentes do Hamas em 7 de outubro. Foram duas das 251 pessoas sequestradas nesse dia pelos islamistas.
A trégua de uma semana em novembro permitiu que os milicianos libertassem 105 reféns sequestrados em troca de 240 palestinos presos em Israel.
Siegel foi uma das primeiras a contar sua história publicamente após voltar a Israel.
"Muitas vezes quis morrer", relata com a voz trêmula. "Quando saí havia perdido 10 quilos. Mal conseguia andar, comer ou beber. Não quero imaginar em que situação Keith está", diz.
Dos reféns sequestrados em 7 de outubro, 97 seguem em Gaza, incluindo 33 que, segundo o Exército israelense, estão mortos.
- "Imperdoável" -
Pouco depois de sua libertação, Siegel começou a participar de protestos semanais em Tel Aviv para exigir um acordo de trégua que permita o retorno dos outros reféns.
Os protestos aumentaram para pressionar o governo a alcançar um acordo.
O fato de que o Exército israelense recuperou os corpos de seis reféns em um túnel em Gaza no final de agosto pôs em evidência a necessidade urgente de avançar, afirma Siegel.
"Keith segue lá. Temos que tirá-los. É algo cruel, insuportável e imperdoável", insiste.
Assim como Siegel, Raz Ben Ami foi libertada durante a trégua em novembro e está à espera da libertação de seu marido, Ohad Ben Ami, de 55 anos.
Também sai às ruas para exigir avanços em direção a um acordo, vestindo uma camisa com a imagem de seu esposo.
"Estou farta de que meu governo não faça o suficiente para trazer os reféns de volta. Farta desse pesadelo que me leva de volta a Gaza todos os dias", acrescenta.
"Farta de enterrar reféns, que voltam em caixões", diz.
- "Ainda é 7 de outubro" -
Outra participante habitual nos protestos em Tel Aviv é Bat Sheva Yahalomi, que usa uma camisa com uma imagem de seu esposo, Ohad Yahalomi, capturado em 7 de outubro no kibutz Nir Oz ao lado de seu filho, Eitan, de 12 anos.
Bat Sheva não consegue deixar de pensar na última vez em que se viram, antes que homens armados a levassem junto com as crianças para longe de Ohad, que ficou ferido no chão enquanto tentava proteger sua família.
"A última coisa que viu foi nosso sequestro e provavelmente não sabe o que aconteceu conosco", explica.
Ela e suas duas filhas conseguiram escapar ao cair da moto de seu sequestrador. Eitan foi libertado durante a trégua de novembro, após passar 52 dias em Gaza.
Mas para Bet Sheva, que tem dupla cidadania franco-israelense, o cativeiro de Ohad significa que "ainda é 7 de outubro".
"Me parte o coração pensar que (os reféns) podem perder a esperança de serem resgatados", insiste de sua nova casa em um kibutz no centro de Israel.
Em sua geladeira, ao lado de fotos de dias mais felizes, está uma imagem de seu marido ao lado da frase "Tragam-nos para casa".
Quando seus filhos lhe perguntam onde está o pai, Bat Sheva lhes conta "a verdade", mas se esforça para se manter esperançosa.
"Prefiro pensar que está vivo", resume.
M.Ouellet--BTB