-
Consórcio assume Arena Niterói por 35 anos com R$ 28,1 milhões previstos
-
Phantom Blade Zero se afasta da fórmula tradicional dos soulslike
-
OpenAI apresenta GPT-6 Cyber para pesquisa e defesa digital
-
Marvel avalia ator de Shogun para novo Wolverine, diz rumor
-
Entregas da Black Friday podem ampliar congestionamentos nas metrópoles
-
Pré-download de GTA 6 começa em 10 de novembro nos consoles
-
Novembro reúne estreias de GTA 6, Zelda e outros jogos
-
Detran-SP permite pedir pela internet autorização para nova placa
-
GWM lidera avaliação de pós-venda no prêmio Os Eleitos 2026
-
Renault prepara Boreal híbrido 4x4 com eixo traseiro elétrico para 2027
-
Quatro Rodas de novembro traz teste do Haval H7 e resultado de Os Eleitos
-
Yangwang U9 Xtreme alcança 503,17 km/h e estabelece novo recorde
-
INSS cria reanálise para auxílio negado apenas por documentos
-
Lutador é detido no Rio por invasões e agressões contra vizinhas
-
Daniel Sikkema recebe prisão perpétua por morte do galerista Brent Sikkema
-
Paolla Oliveira compartilha rotina de exercícios voltada ao bem-estar mental
-
Scheila Carvalho relata inchaço após procedimento estético no rosto
-
Deputado destinou R$ 4,9 milhões a ONG presidida por empresário investigado
-
Parque de Ideias reúne Aline Midlej e Teresa Cristina em programação gratuita
-
Senac RJ leva experiências de negócios e tecnologia ao Sebrae Rio Summit
-
Câmara do Rio reconhece Academia do Tijolinho como patrimônio imaterial
Dezenas de milhares de pessoas marcham na Geórgia, mas governo descarta novas eleições
A polícia da Geórgia utilizou gás lacrimogêneo e canhões de água neste domingo (1º), durante o quarto dia consecutivo de manifestações pró-União Europeia, que reuniram dezenas de milhares de manifestantes, após o governo recusar a convocação de novas eleições, como exige a oposição.
A ex-república soviética realizou eleições legislativas em 26 de outubro. O partido no poder, Sonho Georgiano, declarou vitória, mas a oposição denunciou irregularidades e pediu a convocação de novas eleições, uma demanda apoiada pela presidente do país, Salome Zurabishvili, que possui poderes limitados.
"Claro que não", respondeu o primeiro-ministro, Irakli Kobakhidze, ao ser questionado por jornalistas sobre a possibilidade de o governo, acusado de adotar uma postura autoritária pró-Rússia, aceitar realizar novas eleições.
As manifestações eclodiram na capital Tbilisi e em outras cidades após Kobakhidze anunciar, na quinta-feira, que as negociações de adesão à União Europeia seriam adiadas para 2028. Ainda assim, o governo afirma que deseja que o país faça parte do bloco até 2030.
Os protestos foram reprimidos com gás lacrimogêneo e canhões de água, resultando em mais de 150 detidos e dezenas de policiais feridos, segundo a polícia. No entanto, a Associação Georgiana de Jovens Advogados estimou cerca de 200 detidos.
Em alguns casos, a polícia perseguiu manifestantes pelas ruas, agredindo-os e disparando balas de borracha e gás lacrimogêneo.
Levan Khabeishvili, líder do partido opositor Movimento Nacional Unido, afirmou à imprensa que foi agredido por cerca de 15 policiais mascarados, que tentaram detê-lo antes que ele conseguisse escapar com a ajuda de outros manifestantes.
- Novas eleições -
Dezenas de milhares de pessoas se reuniram neste domingo em frente à sede do Parlamento, agitando bandeiras da União Europeia e da Geórgia, segundo observou a AFP.
Nesse contexto, a presidente Zurabishvili, pró-europeia, declarou que permanecerá no cargo "até que haja novas eleições", mesmo que seu mandato termine no final de dezembro.
"Até que haja novas eleições e que um Parlamento eleja um novo presidente segundo novas regras, meu mandato continuará", afirmou ela em entrevista exclusiva à AFP.
"A utilização de violência contra manifestantes pacíficos é claramente inaceitável, e o governo georgiano deve respeitar a vontade do povo da Geórgia", afirmou neste domingo Kaja Kallas, nova chefe da diplomacia europeia.
Kallas, que assumiu o cargo no domingo, acrescentou que a situação na Geórgia teria "claras consequências" para as relações com a União Europeia.
Paralelamente às manifestações, centenas de funcionários públicos e juízes emitiram declarações conjuntas em protesto, enquanto cerca de 160 diplomatas georgianos criticaram a decisão do governo, afirmando que ela viola a Constituição e conduz o país ao "isolamento internacional".
E.Schubert--BTB