-
Consórcio assume Arena Niterói por 35 anos com R$ 28,1 milhões previstos
-
Phantom Blade Zero se afasta da fórmula tradicional dos soulslike
-
OpenAI apresenta GPT-6 Cyber para pesquisa e defesa digital
-
Marvel avalia ator de Shogun para novo Wolverine, diz rumor
-
Entregas da Black Friday podem ampliar congestionamentos nas metrópoles
-
Pré-download de GTA 6 começa em 10 de novembro nos consoles
-
Novembro reúne estreias de GTA 6, Zelda e outros jogos
-
Detran-SP permite pedir pela internet autorização para nova placa
-
GWM lidera avaliação de pós-venda no prêmio Os Eleitos 2026
-
Renault prepara Boreal híbrido 4x4 com eixo traseiro elétrico para 2027
-
Quatro Rodas de novembro traz teste do Haval H7 e resultado de Os Eleitos
-
Yangwang U9 Xtreme alcança 503,17 km/h e estabelece novo recorde
-
INSS cria reanálise para auxílio negado apenas por documentos
-
Lutador é detido no Rio por invasões e agressões contra vizinhas
-
Daniel Sikkema recebe prisão perpétua por morte do galerista Brent Sikkema
-
Paolla Oliveira compartilha rotina de exercícios voltada ao bem-estar mental
-
Scheila Carvalho relata inchaço após procedimento estético no rosto
-
Deputado destinou R$ 4,9 milhões a ONG presidida por empresário investigado
-
Parque de Ideias reúne Aline Midlej e Teresa Cristina em programação gratuita
-
Senac RJ leva experiências de negócios e tecnologia ao Sebrae Rio Summit
-
Câmara do Rio reconhece Academia do Tijolinho como patrimônio imaterial
Romênia decide seu futuro na UE e na Otan no segundo turno das eleições presidenciais
A Romênia vota no domingo (8) no segundo turno das eleições presidenciais, em que um candidato pró-Rússia de extrema direita é o favorito e cujo resultado é fundamental para o futuro do país na União Europeia (UE) e na Otan.
Os Estados Unidos alertaram para “graves impactos negativos” em caso de distanciamento do país do Ocidente. Desde o início da guerra na vizinha Ucrânia, a Romênia se tornou um pilar fundamental da Otan, com mais de 5.000 soldados e um sistema antimísseis em seu território.
O candidato nacionalista Calin Georgescu, um ex-funcionário público de 62 anos, venceu o primeiro turno em 24 de novembro e enfrentará no segundo turno a prefeita de centro-direita de uma pequena cidade, Elena Lasconi.
Uma vitória de Georgescu colocaria o país do leste europeu no bloco de extrema direita da UE e prejudicaria a unidade em relação à Rússia, acusada de interferir no primeiro turno.
“O resultado do segundo turno das eleições presidenciais é visto como um referendo sobre a futura orientação da política externa do país”, disse à AFP Marius Ghincea, analista político da ETH Zurich.
- "Batalha existencial" -
Em uma tentativa de reverter as pesquisas, que a mostram vários pontos atrás de seu rival, Lasconi, uma ex-jornalista de 52 anos, se apresenta como a garantidora de uma postura pró-Europa no país de 19 milhões de habitantes.
Trata-se de uma "batalha existencial", disse. "Um confronto" entre aqueles que querem "preservar a jovem democracia romena" nascida na revolução de 1989 e aqueles que querem "retornar à esfera de influência russa".
A candidata tem o apoio dos liberais e do primeiro-ministro em fim de mandato, o social-democrata Marcel Ciolacu, que ficou em terceiro lugar, por uma diferença de apenas mil votos, no primeiro turno.
Seu rival, que já elogiou o presidente russo, Vladimir Putin, agora evita perguntas sobre sua possível posição pró-Moscou.
Crítico da UE e da Otan, ele diz que não está pensando em deixar nenhuma das organizações, mas quer colocar a Romênia "no mapa mundial".
Assim como seu ídolo, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, Georgescu se opõe ao fornecimento de ajuda militar à Ucrânia.
Em um dos países mais pobres da UE, seu discurso repleto de misticismo se tornou um sucesso nas redes sociais, especialmente no TikTok, onde seus vídeos têm milhões de visualizações.
Se hoje a Romênia é "um país confiável e previsível alinhado com o Ocidente liberal", uma vitória de Georgescu "alinharia o país com a Hungria e a Eslováquia, que buscam limitar a influência supranacional da União Europeia", considera Ghincea.
- Moscou denuncia "histeria anti-Rússia" -
A eleição foi marcada pela controvérsia sobre a possível interferência russa e o suposto "tratamento preferencial" de Georgescu no TikTok, segundo as autoridades.
A Comissão Europeia anunciou na quinta-feira que intensificou o monitoramento do TikTok devido ao caso romeno, mas a rede social afirma que não há "nenhuma evidência de uma campanha coordenada em sua plataforma".
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia denunciou na quinta-feira um "surto de histeria anti-Rússia".
O presidente na Romênia desempenha um papel essencialmente protocolar, mas exerce autoridade moral e influência sobre a política externa do país.
Ele também desempenha um papel fundamental na formação do governo, uma tarefa que parece ser complicada após o Parlamento fragmentado sem maiorias claras que emergiu das eleições legislativas do domingo passado.
Nas eleições, o partido social-democrata permaneceu como a principal força, mas a extrema direita obteve um terço dos votos em um forte avanço alimentado pelo mal-estar econômico.
Quatro partidos pró-Europa, que teriam maioria absoluta no Parlamento, assinaram um acordo na quarta-feira para formar um futuro governo de "união nacional" e conclamaram os cidadãos a rejeitar "o isolacionismo, o extremismo e o populismo" nas urnas no domingo.
C.Kovalenko--BTB