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Pedro Sánchez critica Elon Musk e alerta para retorno do fascismo
O presidente do Governo espanhol, o socialista Pedro Sánchez, acusou nesta quarta-feira (8) o bilionário Elon Musk de incitar ao "ódio" e alertou para o retorno do fascismo, durante um discurso no evento que marca os 50 anos da morte do ditador Francisco Franco.
Sem identificar pelo nome o dono da rede social X, Sánchez disse que "o homem mais rico do planeta" lidera uma "internacional reacionária" que "ataca abertamente as nossas instituições, incita ao ódio e apela abertamente a apoiar os herdeiros do nazismo na Alemanha nas próximas eleições".
"Tudo isso é um problema, é um desafio que deveria instigar a todos nós que acreditamos na democracia", disse o líder socialista no Museu Reina Sofia, em Madri, que abriga "Guernica", de Pablo Picasso, um símbolo anti-franquista.
"Os regimes autocráticos estão avançando em meio mundo", alertou Sánchez, e "o fascismo, que pensávamos ter deixado para trás, é agora a terceira força política na Europa".
Sánchez aconselhou combater as "'fake news', porque as mentiras e também a desinformação são a principal arma dos inimigos da democracia".
Musk, um grande aliado do presidente americano eleito, Donald Trump, gerou preocupação em toda a Europa com os seus recentes ataques incendiários a líderes do continente, como o trabalhista britânico, Keir Starmer, e o social-democrata alemão, Olaf Scholz, e com o seu apoio à extrema direita.
Musk também expressou o seu apoio ao partido alemão de extrema direita AfD, antes das eleições antecipadas na Alemanha, marcadas para 23 de fevereiro.
Sánchez também respondeu à oposição de direita, que o acusa de ter improvisado os eventos que marcam o aniversário da morte de Franco devido a emergências políticas.
"Não é necessário ter uma determinada ideologia, nem de esquerda, nem de centro, nem de direita, para olhar com tristeza, com enorme tristeza e também com terror, para os anos sombrios do regime de Franco e temer que esse retrocesso se repita", afirmou.
Deve-se recordar "a história, porque esquecer os erros do passado é o primeiro passo para que se repitam", insistiu Sánchez.
Franco governou a Espanha desde o fim da Guerra Civil, em 1939, até a sua morte por causas naturais, aos 82 anos, em 20 de novembro de 1975.
A morte do ditador foi lembrada apenas pelos seus apoiadores, com missas e visitas ao Vale dos Caídos, o mausoléu que foi construído para os seus restos mortais, até ser exumado por iniciativa de Sánchez em 2019.
Por outro lado, a aprovação da Constituição é comemorada com feriado todo 6 de dezembro.
I.Meyer--BTB