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EUA expressa 'preocupação' por prisão de opositor venezuelano
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, manifestou sua preocupação nesta sexta-feira (23) pela detenção na Venezuela do dirigente opositor Juan Pablo Guanipa, e denunciou uma "nova onda repressiva" antes da eleição de governadores e deputados de domingo no país sul-americano.
Guanipa, de 60 anos, estava na clandestinidade desde julho e é um aliado importante da líder opositora María Corina Machado.
Rubio classificou de "injustificada e arbitrária" a prisão de Guanipa, bem como as de mais de 70 pessoas, segundo uma nota do Departamento de Estado.
O chefe da diplomacia americana reconheceu "a tenacidade" de Corina Machado, que permanece na Venezuela.
Nesta sexta, Rubio se reuniu com os cinco opositores venezuelanos que ficaram por mais de um ano refugiados na embaixada da Argentina em Caracas, diante de uma escalada de prisões às vésperas das eleições presidenciais de 28 de julho do ano passado.
Segundo Washington, todos eles foram liberados em uma "operação de resgate" no início de maio.
Rubio elogiou esses opositores por "sua coragem diante da repressão implacável e da tirania de Maduro", e expressou sua gratidão "a todos os envolvidos" na operação de resgate, cujos detalhes são mantidos em sigilo.
Também reiterou "o apoio dos Estados Unidos à restauração da democracia na Venezuela e à libertação de todos os presos políticos".
Em outro comunicado transmitido à AFP pela equipe de María Corina Machado, os cinco venezuelanos resgatados da embaixada — Magallí Meda, Pedro Urruchurtu, Claudia Macero, Humberto Villalobos e Omar González — agradeceram aos "Estados Unidos por liderarem uma operação complexa e corajosa que lhes devolveu sua liberdade".
Esse resgate "não representa apenas um triunfo humanitário, mas também uma vitória política e moral para a causa da democracia venezuelana", diz a nota.
Estados Unidos e Venezuela não mantêm relações diplomáticas desde o primeiro mandato do presidente republicano Donald Trump (2017-2021), que voltou ao poder em janeiro.
Washington apoia o opositor venezuelano exilado Edmundo González Urrutia, que reivindica sua vitória nas eleições presidenciais de julho de 2024.
J.Fankhauser--BTB