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Espanha recebe reunião de países árabes e europeus para pressionar Israel sobre Gaza
A comunidade internacional deveria contemplar a adoção de sanções contra Israel para interromper a guerra em Gaza, afirmou neste domingo (25) o chefe da diplomacia da Espanha, no momento em que representantes de nações europeias e do Oriente Médio, além do Brasil, iniciam em Madri uma reunião para pedir o fim da ofensiva israelense.
Vários aliados tradicionais de Israel levantaram suas vozes para aumentar a pressão, depois que o Exército israelense intensificou as operações na Faixa de Gaza contra o movimento islamista palestino Hamas, cujo ataque no sul de Israel em 7 de outubro de 2023 desencadeou a guerra.
Israel retomou as operações militares na Faixa em 18 de março, após romper uma trégua de dois meses. E, desde 2 de março, aplicava um bloqueio total que provocou escassez de água, comida, combustíveis e medicamentos, o que gerou o temor de um cenário de fome no território palestino.
Durante a semana passada, no entanto, o país permitiu a entrada de caminhões com ajuda humanitária, informaram várias ONGs.
A reunião em Madri tem como objetivo deter a guerra "desumana" e "sem sentido" de Israel em Gaza, disse o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, antes da abertura do encontro, que tem a participação de representantes de 20 nações e organismos internacionais.
A ajuda humanitária deve entrar em Gaza "massivamente, sem condições e sem limites, e não controlada por Israel", acrescentou, antes de descrever a Faixa como uma "ferida aberta" da humanidade.
"O silêncio neste momento é cumplicidade no massacre... é por isso que nos reunimos", disse Albares.
Segundo o chanceler, "devemos considerar sanções". "É preciso fazer tudo (...) considerar tudo para interromper esta guerra".
Representantes de países europeus, incluindo França, Reino Unido, Alemanha e Itália, participam ao lado de enviados do Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Turquia, Marrocos, da Liga Árabe e da Organização de Cooperação Islâmica.
Também participam Brasil, Noruega, Islândia, Irlanda, Eslovênia e Espanha.
C.Kovalenko--BTB