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Hamas acusa EUA de ser 'cúmplice' do ataque israelense em Doha
O Hamas acusou, nesta quinta-feira (11), os Estados Unidos de serem "cúmplices" do ataque aéreo de Israel contra seus negociadores em Doha, capital do Catar, e assegurou que o objetivo era acabar com as conversas para uma trégua em Gaza.
"Este crime foi (...) um assassinato de todo o processo de negociação", declarou Fawzi Barhum, um responsável do movimento islamista palestino, em uma coletiva de imprensa na televisão.
"Reafirmamos que a administração americana é totalmente cúmplice deste crime", acrescentou.
Em Doha, o emir do Catar, o xeque Tamim bin Hamad Al Thani, participou dos funerais das vítimas na mesquita Sheikh Mohamed bin Abdul Wahhab, onde foi implementado um importante dispositivo de segurança.
Nas imagens da televisão catari, ele foi visto rezando junto com dezenas de pessoas diante dos caixões das vítimas, cinco deles cobertos com bandeiras palestinas e um com a do Catar.
Segundo o Ministério do Interior do Catar, os falecidos seriam posteriormente enterrados no cemitério de Mesaimeer.
Israel indicou que o alvo de seu ataque em Doha eram os líderes do Hamas.
No entanto, o grupo afirmou que seus principais dirigentes haviam sobrevivido, embora tenha reconhecido a morte de cinco de seus membros, entre eles o filho de seu principal negociador Khalil al-Hayya.
O ataque israelense sem precedentes contra um Estado do Golfo causou comoção em uma região que estava há muito tempo à margem dos conflitos, além de paralisar as já vacilantes negociações para uma trégua em Gaza.
C.Meier--BTB