-
Pré-download de GTA 6 começa em 10 de novembro nos consoles
-
Novembro reúne estreias de GTA 6, Zelda e outros jogos
-
Detran-SP permite pedir pela internet autorização para nova placa
-
GWM lidera avaliação de pós-venda no prêmio Os Eleitos 2026
-
Renault prepara Boreal híbrido 4x4 com eixo traseiro elétrico para 2027
-
Quatro Rodas de novembro traz teste do Haval H7 e resultado de Os Eleitos
-
Yangwang U9 Xtreme alcança 503,17 km/h e estabelece novo recorde
-
INSS cria reanálise para auxílio negado apenas por documentos
-
Lutador é detido no Rio por invasões e agressões contra vizinhas
-
Daniel Sikkema recebe prisão perpétua por morte do galerista Brent Sikkema
-
Paolla Oliveira compartilha rotina de exercícios voltada ao bem-estar mental
-
Scheila Carvalho relata inchaço após procedimento estético no rosto
-
Deputado destinou R$ 4,9 milhões a ONG presidida por empresário investigado
-
Parque de Ideias reúne Aline Midlej e Teresa Cristina em programação gratuita
-
Senac RJ leva experiências de negócios e tecnologia ao Sebrae Rio Summit
-
Câmara do Rio reconhece Academia do Tijolinho como patrimônio imaterial
Israel promete empregar 'força sem precedentes' na Cidade de Gaza
O Exército israelense alertou nesta sexta-feira (19) que empregará uma "força sem precedentes" na Cidade de Gaza e exigiu que os moradores fujam para o sul, depois de anunciar o fechamento de uma rota de saída provisória aberta 48 horas antes.
Israel iniciou na terça-feira (16) uma grande ofensiva terrestre e aérea sobre a maior cidade da Faixa de Gaza com o objetivo de "eliminar" o movimento islamista Hamas, cujo ataque em 7 de outubro de 2023 em território israelense desencadeou a guerra.
O conflito provocou uma catástrofe humanitária no território devastado. Desde que Israel anunciou o início da ofensiva na principal cidade do território, uma gigantesca fila de palestinos foge para o sul, a pé ou em carroças puxadas por burros.
"A partir deste momento, a estrada Salah al-Din está fechada ao tráfego na direção sul. As Forças de Defesa de Israel continuarão atuando com uma força sem precedentes contra o Hamas e outras organizações terroristas", escreveu o porta-voz militar israelense em língua árabe, Avichay Adraee, na rede social X.
Israel anunciou na quarta-feira a abertura de uma nova rota "temporária" para permitir a fuga da Cidade de Gaza através da estrada Salah al Din, mas informou que esta permaneceria aberta apenas até meio-dia (6h00 de Brasília) de sexta-feira.
A estrada Salah al Din é a principal via norte-sul que atravessa a faixa costeira, governada pelo Hamas desde 2007.
A advertência desta sexta-feira acontece três dias antes da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, na qual várias potências ocidentais, como França e Reino Unido, reconhecerão o Estado Palestino.
- "Perdemos tudo" -
A única rota possível em direção ao sul, segundo Avichay Adraee, é seguir pela rua Al-Rashid. O porta-voz militar pediu aos moradores que "aproveitem esta oportunidade e se unam às centenas de milhares de residentes da cidade que seguiram para o sul, para a zona humanitária".
"Nossa vida virou uma sucessão de explosões e perigos", lamentou Sami Baroud por telefone à AFP, da zona oeste da Cidade de Gaza.
"Perdemos tudo: nossas vidas, nosso futuro, nossa sensação de segurança. Como posso partir se não tenho condições de pagar pelo transporte?", questionou o deslocado de 35 anos.
A ofensiva na Cidade de Gaza, apoiada pelos Estados Unidos, coincidiu com a publicação de um relatório de uma comissão independente nomeada pela ONU.
No documento, a comissão acusa Israel de cometer um "genocídio" no território palestino. O relatório responsabiliza o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e outros funcionários de alto escalão. Israel rejeitou a acusação e classificou o relatório como "tendencioso e mentiroso".
No ataque de 7 de outubro de 2023, comandos islamistas mataram 1.219 pessoas em Israel, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em fontes oficiais.
A campanha de represália israelense matou mais de 65.100 palestinos na Faixa de Gaza, também em sua maioria civis, segundo números do Ministério da Saúde do território, considerados confiáveis pela ONU.
K.Brown--BTB