-
Kimi Antonelli conquista pole position em Suzuka; Bortoleto é 9º
-
Met inaugura neste domingo maior exposição sobre Rafael nos EUA
-
EUA espera novas reuniões com Irã
-
Argentina obtém vitória 'histórica' em caso de petrolífera na Justiça americana
-
Wirtz brilha na vitória da Alemanha sobre a Suíça (4-3) em amistoso eletrizante
-
Rapper congolês Gims é acusado de lavagem de dinheiro na França
-
Oyarzabal comanda vitória da Espanha sobre a Sérvia (3-0) em amistoso
-
Bolsas ocidentais temem os efeitos de uma guerra prolongada
-
Adversário do Brasil na Copa, Marrocos empata com Equador (1-1) em amistoso
-
Uruguai e Inglaterra empatam (1-1) em amistoso preparatório para Copa do Mundo
-
Tiger Woods é preso por dirigir sob efeito de substâcias após acidente na Flórida
-
Sem estrelas em campo, Holanda vence Noruega (2-1) de virada em amistoso
-
'Estamos prontos': astronautas chegam ao local de lançamento para missão à Lua
-
ONU estima que haja 10 mil mercenários colombianos em conflitos no mundo
-
Parentes de presos políticos na Venezuela pedem mediação do Vaticano
-
Jiri Lehecka vence Arthur Fils e vai pela 1ª vez à final do Masters 1000 de Miami
-
Anne Hidalgo celebra uma Paris que 'avançou', ao se despedir da Prefeitura
-
Barcelona projeta que Raphinha ficará afastado por 5 semanas
-
EUA e Israel atacam usinas nucleares no Irã
-
Ativista pró-Palestina diz que FBI frustrou plano para matá-la nos EUA
-
Raphinha e Wesley estão fora de amistoso contra Croácia por lesão
-
Grupo pró-Irã hackeia e-mail do diretor do FBI, segundo imprensa dos EUA
-
Veleiros que saíram do México com ajuda para Cuba 'passaram com segurança', diz EUA
-
Novo estádio do Inter Miami terá arquibancada com nome de Messi
-
Transações suspeitas com petróleo antes de anúncio de Trump provocam indignação
-
Argentina se livra de dívida de US$ 16 bi após vitória judicial em Nova York
-
Pierre Gasly quer ser o 'estraga-prazeres' dos grandes da F1
-
Djokovic não vai disputar Masters 1000 de Monte Carlo; Monfils e Kouamé são convidados
-
Tenista belga David Goffin vai se aposentar ao final da temporada
-
Bolsonaro deixa hospital e vai para casa cumprir prisão domiciliar
-
Santiago Bernabéu terá quadra de tênis durante o Madrid Open
-
'Arrancou uma parte de mim': iranianos contam sua vida em meio à guerra
-
Irã desafia Trump e insta civis a se afastarem dos americanos
-
Bolsonaro deixa hospital e cumpre prisão domiciliar em casa
-
México procura dois barcos desaparecidos que transportavam ajuda a Cuba
-
JD Vance e Rubio emergem como possíveis herdeiros republicanos na era pós-Trump
-
Itália investiga LVMH por promover cosméticos para crianças e adolescentes
-
Senado dos EUA age para acabar com o caos nos aeroportos
-
Caixa-preta para o Estado, refúgio para investidores: uso das criptomoedas no Irã
-
Ucrânia e Arábia Saudita assinam acordo de defesa aérea
-
Rapper Balendra Shah toma posse como primeiro-ministro do Nepal
-
Trump adia ultimato ao Irã e crise no Estreito de Ormuz será debatida no G7
-
Croácia, próximo adversário do Brasil, vence Colômbia (2-1) de virada em amistoso
-
Venezuela decreta uma semana de feriado devido a crise de energia
-
Exército de Israel anuncia ataques ‘em grande escala’ contra Teerã
-
Sabalenka vence Rybakina em Miami e está a um passo do 'Sunshine Double'
-
Coreia do Norte e Belarus assinam tratado de cooperação durante visita de Lukashenko
-
África do Sul é convidada e depois excluída de reunião do G7 na França
-
Juiza suspende sanções do governo americano contra a Anthropic
-
Zverev vence Cerúndolo e avança às semifinais do Masters 1000 de Miami
Para as mulheres políticas japonesas, a luta continua após eleição de Takaichi
Pela primeira vez, uma mulher governa o Japão. Mas a "vitória simbólica" da nomeação de Sanae Takaichi não altera as expectativas sociais sobre outras políticas, pressionadas a priorizar suas famílias em detrimento de suas carreiras.
A AFP entrevistou três políticas locais sobre os obstáculos que enfrentam no mundo masculino da política japonesa.
- "Nunca tivemos uma mulher prefeita" -
Quando Makoto Sasaki se candidatou às eleições municipais de uma cidade no nordeste do Japão aos 26 anos, alguns eleitores recomendaram que ela formasse uma família em vez de se dedicar à política.
Dois anos depois, Sasaki ocupa uma das 22 cadeiras do conselho municipal de Miyako, cuja metade é ocupada por homens com mais de 70 anos. Há apenas três mulheres.
No Japão, os papéis de gênero permanecem rigidamente enraizados. Espera-se que as mulheres cuidem da casa e da família, mesmo quando trabalham. Elas estão amplamente sub-representadas na política e nos negócios.
"Enquanto não abordarmos as estruturas sociais, como a disparidade de gênero, a distribuição das tarefas domésticas, o trabalho de cuidados", o número de mulheres na política "não aumentará", considera Sasaki.
Takaichi, do ala conservadora do Partido Liberal Democrático (PLD) e admiradora de Margaret Thatcher, prometeu um governo com uma proporção "escandinava" de mulheres... mas no final nomeou apenas duas.
Sasaki considera "extraordinário" que uma mulher lidere o país, mas duvida que a conservadora Takaichi promova a igualdade de gênero.
"Minha província, Iwate, nunca teve uma governadora nem uma prefeita", lamenta.
O Japão ocupa o 118º lugar entre 148 no relatório de 2025 do Fórum Econômico Mundial sobre a disparidade de gênero. A Câmara Baixa do Parlamento tem apenas 15% de mulheres.
Após retornar a Miyako depois de viver em várias grandes cidades, Sasaki queria mudar a política em nível local.
Mas rapidamente enfrentou preconceitos: "Disseram-me que eu não poderia me casar se trabalhasse tanto", ou que "não seria uma adulta realizada sem ter filhos".
- "As mães devem comparecer" -
Em Toma (oeste), Chihiro Igarashi, de 37 anos, política local e mãe de dois filhos pequenos, confessa estar "constantemente preocupada" por ter que conciliar sua vida familiar com seu mandato.
"A ideia de que são as mães que devem comparecer em caso de emergência está profundamente enraizada", explica Igarashi.
Segundo dados oficiais de 2021, as mães japonesas de crianças pequenas dedicam, em média, 7 horas e 28 minutos por dia às tarefas domésticas e ao cuidado, em comparação com 1 hora e 54 minutos dos pais.
Igarashi desconfia de Takaichi por suas posturas contra o casamento homoafetivo e a favor de manter a lei que impõe um único sobrenome aos casados.
A nova dirigente também defende a sucessão masculina na família imperial.
"Mas sua tenacidade merece respeito (...) Ela teve que fazer esforços extraordinários", reconhece Igarashi, uma das únicas duas mulheres entre os 13 conselheiros municipais de Toma.
Em Nara, cidade natal de Takaichi, alguns esperavam que ela abrisse "novas perspectivas" para as mulheres na política.
Mas outros continuam céticos. "Tenho a impressão de que os homens são um pouco mais sólidos em termos de liderança", aponta Satoe Tominaga, de 77 anos.
- Livres de expectativas sociais -
Em Atsugi, perto de Tóquio, Erika Tsumori, de 34 anos, é uma política local e mãe separada com dois filhos que defende libertar as mulheres das expectativas sociais e dos preconceitos.
"Minha cidade é conservadora, então me pediram para não dizer abertamente que sou mãe solteira", recorda.
"Também me disseram que eu não era uma candidata digna porque usava brincos longos", considerados pouco formais.
"Acho que isso está mudando", afirma, ao apontar que o número de candidatas está aumentando.
Algum dia, diz ela, "certamente haverá mais mulheres na política".
A.Gasser--BTB