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Zelensky diz esperar acordo sobre garantias de segurança antes de negociação com EUA
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, declarou, nesta sexta-feira (16), que espera que seu país firme acordos com os Estados Unidos na próxima semana sobre um plano para pôr fim à invasão da Rússia, antes de um novo ciclo de conversas neste sábado em Miami.
Ucrânia e Estados Unidos manterão conversas em Miami no sábado sobre o plano idealizado pela Casa Branca para pôr fim à guerra com a Rússia, informou nesta sexta-feira a embaixadora de Kiev em Washington, Olha Stefanishyna.
As negociações, lideradas pelo chefe do gabinete presidencial, Kyrylo Budanov, e o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, Rustem Umerov, acontecerão "amanhã, em Miami", declarou a embaixadora, sem especificar quem participará em representação dos Estados Unidos.
Na reunião serão discutidas as garantias de segurança para o país invadido pela Rússia, assim como a recuperação econômica, no âmbito do plano americano para encerrar a guerra.
Zelensky informou nesta sexta que a equipe de negociadores ucranianos viajou aos Estados Unidos.
A Ucrânia busca obter mais detalhes sobre quais garantias de segurança o país receberá como parte do plano, e com as quais Zelensky espera dissuadir a Rússia de invadir novamente o território desta ex-república soviética.
"Esperamos que haja mais clareza, tanto a respeito dos documentos que já preparamos de maneira eficaz com a parte americana, quanto com relação à resposta da Rússia a todo o trabalho diplomático que está sendo realizado", disse Zelensky.
O presidente ucraniano acrescentou que, se conseguirem chegar a um acordo geral, seu país poderia colocar sua assinatura durante o Fórum Econômico Mundial, que acontece na próxima semana em Davos, Suíça.
"Se tudo for finalizado, e se houver acordo por parte dos Estados Unidos — porque da nossa parte, em princípio, acho que concluímos —, então a assinatura durante Davos será possível", indicou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem pressionado a Ucrânia para aceitar um plano destinado a pôr fim ao conflito.
- Kiev suspende aulas até fevereiro -
Zelensky também admitiu problemas com os sistemas de defesa aérea da Ucrânia em um momento crítico da guerra.
Alguns sistemas de defesa aérea fornecidos por aliados ocidentais ficaram sem munição em meio a uma onda de ataques russos que afetaram duramente a infraestrutura energética do país, afirmou.
As escolas de Kiev permanecerão fechadas até fevereiro, anunciou nesta sexta o prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko, alegando "condições difíceis" após os ataques russos que devastaram o setor energético.
As autoridades de Kiev também anunciaram que a intensidade da iluminação pública será reduzida para um quinto da sua capacidade para poupar energia.
Os bombardeios russos recentes contra a infraestrutura energética do país causaram tantos danos que Zelensky decretou um "estado de emergência" no setor.
A Ucrânia afirma que mais de 15 mil trabalhadores do setor energético estão se esforçando para restaurar rapidamente usinas e subestações elétricas atingidas nos últimos dias por centenas de drones e mísseis russos, em meio a uma forte onda de frio.
O presidente ucraniano pediu reiteradamente a seus aliados ocidentais que ajudassem a reforçar os sistemas de defesa aérea da Ucrânia para proteger suas infraestruturas civis vitais dos bombardeios russos.
Após quase quatro anos do início da invasão russa, as forças de Moscou avançam de forma constante ao longo da extensa linha de frente.
Nesta sexta, a Rússia anunciou que suas forças tomaram mais dois vilarejos, um na região administrativa de Donetsk, no leste, e outra em Zaporizhzhia, no sul.
C.Meier--BTB