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Ataques russos à luz do dia deixam 14 mortos na Ucrânia
Quatorze pessoas morreram nesta sexta-feira em ataques russos diurnos na Ucrânia, informaram autoridades.
A maioria dos ataques aéreos da Rússia em sua guerra com a Ucrânia acontece à noite, mas as ofensivas diurnas aumentaram nas últimas semanas. Na escalada de hoje, o Exército russo usou mais de 500 drones e dezenas de mísseis, segundo a força aérea ucraniana.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de intensificar os ataques às vésperas da Páscoa. A ofensiva de hoje matou uma pessoa e deixou oito feridos na região de Kiev, segundo o governador Mykola Kalashnyk.
Moradores da capital se refugiaram no metrô ou em porões, mas muitas pessoas permaneceram sentadas em cafés, indiferentes às sirenes de alerta aéreo.
"Um drone atingiu um prédio residencial em Obukhiv, na região de Kiev, onde outro ataque ocorreu entre um jardim de infância e uma escola, danificando residências em Vyshnev", informou a primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko.
Três pessoas morreram na região de Sumy, e ataques nas regiões de Yitymyr e Dnipropetrovsk causaram a morte de outras duas, segundo autoridades. Já ataques russos nas regiões de Kharkiv, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia deixaram oito mortos, segundo funcionários locais.
- Trégua de Páscoa? -
Os ataques provocaram cortes de energia emergenciais em várias regiões, informou a operadora Ukrenergo.
"Assim responde Moscou às propostas de trégua de Páscoa feitas pela Ucrânia: com ataques brutais", criticou o chanceler ucraniano, Andriy Sybiga. No começo da semana, Zelensky disse que estava aberto a uma trégua durante o feriado religioso, mas o Kremlin afirmou que não recebeu propostas claras.
A Ucrânia acusa a Rússia de prolongar a guerra para conquistar mais territórios, e afirma que Moscou não está interessada na paz. A Rússia nega que ataque civis.
"A delegação fará todo o possível, nas condições atuais, para vir a Kiev", disse Zelensky a um grupo de jornalistas. "É uma alternativa a uma reunião trilateral em nível de grupos técnicos. O grupo americano pode vir à nossa casa e, depois, dirigir-se a Moscou."
O presidente ucraniano visitou na semana passada vários países do Oriente Médio e assinou acordos de defesa com Catar e Arábia Saudita.
Moscou iniciou sua invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022, o conflito armado mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
O.Krause--BTB