-
Comissão da ONU denuncia 'genocídio' em Gaza por ataques contra crianças
-
Bolsas na Ásia e Europa operam em queda impactadas pelo setor de tecnologia
-
Fundador de startup indiana é o novo diretor do WhatsApp
-
Irã reitera que pretende manter controle de Ormuz
-
Candidato de esquerda pede anulação dos votos do exterior na eleição peruana
-
Argélia elimina Jordânia (2-1) e segue viva no Grupo J da Copa; Argentina avança como líder
-
Bucks negociam superastro Giannis Antetokounmpo com Miami Heat
-
Colômbia busca parceiro ideal para Luis Díaz no duelo contra RD Congo
-
Antoine Semenyo, um jogador-chave de Gana e ameaça 'interna' para a Inglaterra
-
Técnico de Portugal exalta o 'ícone' Cristiano Ronaldo
-
Noruega vence Senegal (3-2) com dois de Haaland e vai aos 16-avos da Copa
-
Evo Morales suspende bloqueio de rodovias na Bolívia após estado de exceção
-
Inglaterra 'pode vencer qualquer adversário' na Copa, garante Rice
-
França vence Iraque (3-0) com dois de Mbappé e vai aos 16-avos de final da Copa
-
Panamá e Croácia tentam se manter vivos na Copa no jogo 200 de Modric pela seleção
-
Jogo entre França e Iraque é suspenso devido a alerta de tempestade severa na Filadélfia (Fifa)
-
Julián Álvarez pede para deixar o Atlético de Madrid
-
Juiz vê retaliação política em intimações do governo Trump
-
Thiago Silva volta ao Fluminense
-
Candidato de esquerda da Colômbia pede "calma" após protestos contra vitória da extrema direita
-
Respeito e adoração por Messi na Argentina
-
Quarenta anos depois da 'Mão de Deus' de Maradona, a glória de Messi
-
Os 18 gols de Lionel Messi em Copas do Mundo
-
'Messi está em outro nível', admite técnico da Áustria
-
Ataque a tiros em Montreal deixa três mortos, incluindo o suspeito
-
Inglaterra tem dúvidas na defesa, apesar de início com fôlego na Copa do Mundo
-
Gana enfrentará o jogo 'mais fácil' da Copa do Mundo contra a Inglaterra, diz Queiroz
-
Brasil vai correr mais 'para potencializar Neymar e Vini Jr', garante Martinelli
-
'Foi muito equilibrado, muito intenso', diz Messi após vitória sobre a Áustria
-
Após deixar concentração da Bélgica, Doku está em Londres para o nascimento de seu filho
-
Com 2 de Messi, Argentina vence Áustria (2-0) e se classifica para próxima fase da Copa
-
Wikipedia se opõe ao uso da IA para editar artigos
-
Messi faz 2 contra Áustria e se isola como maior artilheiro da história das Copas
-
Estádio da Filadélfia abre portões para jogo entre França e Iraque após ameaça de tempestade
-
RB Leipzig anuncia argentino Martín Demichelis como novo técnico
-
Messi marca contra Áustria e se isola como maior artilheiro da história das Copas
-
O mercado não para: estrelas fecham contratos milionários em plena Copa do Mundo
-
Manchester United compra terrenos para construir seu novo estádio
-
Retrospectiva de Frida Kahlo chega ao Tate Modern com recorde de ingressos vendidos
-
Brasil treina sem Alisson antes de enfrentar Escócia na Copa do Mundo
-
Quarenta anos depois da 'Mão de Deus' de Maradona, chega a vez de Messi
-
Ex-campeã de Wimbledon, Marketa Vondrousova é suspensa por 4 anos por recusar teste antidoping
-
Starmer renuncia e abre caminho para ala de esquerda do Partido Trabalhista
-
Claudia Sheinbaum recebe pato Merlín, mascote do México na Copa do Mundo
-
Giovanni Malagò é eleito novo presidente da Federação Italiana de Futebol
-
Cristiano Ronaldo é um problema para Portugal na Copa do Mundo?
-
Trabalhadores humanitários são detidos no Afeganistão por usar barba muito curta
-
EUA suspende sanções ao petróleo iraniano
-
Reuniões na Suíça lançaram 'bases muito boas' para acordo com Irã, diz Vance
-
Zagueiro alemão Schlotterbeck está fora da Copa devido a lesão no tornozelo
Trégua entre EUA e Irã está por um fio enquanto guerra se intensifica no Líbano
A trégua de duas semanas pactuada entre Irã e Estados Unidos está por um fio, depois que Teerã ameaçou nesta quarta-feira (8) retomar as hostilidades enquanto Israel lançava um grande bombardeio sobre o Líbano.
Tanto Washington quanto Teerã clamaram vitória após estabelecerem um cessar-fogo de duas semanas e negociações destinadas a encerrar uma guerra que já provocou milhares de mortes em todo o Oriente Médio e causou turbulências econômicas em nível global.
Mas as fissuras do acordo vieram à tona rapidamente quando Israel realizou seus ataques mais intensos contra o vizinho Líbano desde que o grupo xiita Hezbollah, apoiado pelo Irã, se juntou ao conflito no início de março.
Pelo menos 182 pessoas morreram e quase 900 ficaram feridas nesta quarta-feira, segundo o governo libanês, que decretou a quinta-feira como dia de luto nacional.
Israel assegurou que sua luta contra o Hezbollah não fazia parte da trégua entre Estados Unidos e Irã, acordada nas últimas horas de terça-feira, um argumento reiterado pelo vice-presidente americano, JD Vance, que vai liderar as conversas com Teerã no Paquistão no fim de semana.
"Se o Irã quer que esta negociação fracasse por causa de um conflito no Líbano, onde estão sendo massacrados – um conflito que não tem nada a ver com eles e que os Estados Unidos nunca disseram que faria parte do cessar-fogo –, essa é uma escolha deles", afirmou Vance antes de partir de Budapeste, na Hungria.
Mas o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse nesta quarta que o cessar-fogo e as conversas com os Estados Unidos são "pouco razoáveis".
Segundo ele, três pontos do acordo já foram violados com os contínuos ataques no Líbano, a entrada de um drone no espaço aéreo iraniano e a negativa ao direito de o Irã enriquecer urânio.
- Pânico em Beirute -
No Líbano, os bombardeios sem aviso prévio provocaram pânico.
"As pessoas começaram a correr de um lado para o outro, e a fumaça subia", disse Ali Younes, que esperava sua esposa perto de Corniche al-Mazraa, uma das áreas atacadas.
Mais de 1.700 pessoas morreram no Líbano desde que Israel lançou, no mês passado, bombardeios aéreos e uma invasão terrestre, segundo funcionários locais.
A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, advertiu que "cumpriria com seu dever e daria uma resposta" se Israel não interrompesse os ataques no Líbano, e o Hezbollah indicou que tinha o "direito" de responder.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, garantiu que o seu país permanece preparado para enfrentar o Irã se for necessário, pois ainda tinha "objetivos a concluir".
Por sua vez, a polícia israelense anunciou que os Lugares Santos das três principais religiões monoteístas — judaísmo, cristianismo e islã — em Jerusalém voltarão a abrir nesta quinta.
- Negociações de alto risco -
Esta retórica beligerante acontece antes de negociações de alto risco previstas para a sexta-feira no Paquistão, e depois que o Irã aceitou reabrir temporariamente o Estreito de Ormuz, após a ameaça de aniquilação da "civilização" iraniana por parte de Trump.
Dois navios, um grego e outro com bandeira da Libéria, puderam passar por essa via estratégica por onde passava um quinto da produção de petróleo mundial antes da guerra.
Mas informações indicaram que a estratégica via voltou a ser fechada mais tarde, o que levou a Casa Branca a pedir ao Irã que a reabrisse "imediatamente, de forma rápida e segura".
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, cujo país mediou o cessar-fogo, instou, na rede social X, "moderação" a todas as partes.
Apesar da trégua, a imprensa estatal iraniana anunciou novos "ataques com mísseis e drones" nesta quarta-feira contra Estados do Golfo aliados de Washington em represália pelos bombardeios contra suas instalações petrolíferas.
O Kuwait reportou danos em suas usinas de energia e dessalinização durante "uma intensa onda" de ataques.
Os Emirados Árabes Unidos indicaram que foram alvo de 17 mísseis iranianos e 35 drones desde a vigência da trégua, e a Arábia Saudita interceptou nove aeronaves não tripuladas e o Bahrein reportou um ataque contra sua capital, Manama.
- 'Tranquilo' -
Após semanas de turbulências econômicas, o anúncio do cessar-fogo provocou forte queda, de até 15%, nos preços do petróleo, enquanto o gás natural europeu recuou 20%. As bolsas dispararam e o dólar caiu.
Trump afirmou que os Estados Unidos estavam "muito avançados" na negociação de um acordo a longo prazo com o Irã.
Mas as exigências de Teerã em matéria de enriquecimento de urânio — um procedimento com o qual, segundo países do Ocidente, o Irã busca obter a bomba nuclear —, sanções econômicas e o controle futuro de Ormuz continuam indo de encontro às de Washington.
Em Teerã, as ruas estavam mais quietas que o habitual nesta quarta, com muitos comércios fechados após uma longa noite de angústia para os moradores, que temiam um ataque americano maciço.
"Agora todo o mundo está tranquilo", comentou Sakineh Mohammadi, uma dona de casa de 50 anos, que afirmou estar "orgulhosa" de seu país.
burx-am-cnp/anb/pc-jvb-erl/an/ad/arm/rpr/am
M.Ouellet--BTB