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Embaixador dos EUA para UE nega qualquer interferência de Washington nas eleições da Hungria
O embaixador dos Estados Unidos para a União Europeia (UE) rejeitou, nesta quinta-feira (9), qualquer interferência de Donald Trump ou de seu vice-presidente, JD Vance, nas eleições da Hungria, apesar do apoio manifestado ao primeiro-ministro em fim de mandato, Viktor Orbán.
Dois dias após a visita de JD Vance a Budapeste para apoiar Orbán, o diplomata Andrew Puzder reconheceu que o governo Trump havia expressado seu apoio ao chefe de Governo húngaro "muito claramente".
No entanto, isso não significa que "as ações do vice-presidente ou do presidente tenham constituído interferência nas eleições húngaras", esclareceu. JD Vance "teve o cuidado (...) de não emitir ameaças econômicas nem adotar comportamentos suscetíveis de serem percebidos como coercitivos", disse Puzder à AFP em Bruxelas.
As eleições parlamentares de domingo prometem ser uma disputa acirrada para o nacionalista Viktor Orbán, que busca um quinto mandato.
Seu rival — o conservador e pró-europeu Péter Magyar, que lidera as pesquisas — havia alertado, antes da visita de JD Vance, contra qualquer tentativa de Washington de influenciar os resultados eleitorais.
Após a visita do vice-presidente, uma autoridade húngara anunciou nesta quinta-feira que Budapeste compraria petróleo dos Estados Unidos ao longo das "próximas semanas e meses", por aproximadamente 500 milhões de dólares (2,54 bilhões de reais), com o objetivo de "diversificar as fontes de abastecimento".
Os laços estreitos de Orbán com os Estados Unidos contrastam com as relações tensas que mantém com seus aliados europeus.
Ao longo de seus 16 anos no poder, o nacionalista entrou em choque com Bruxelas em diversas ocasiões.
A UE o acusa de silenciar vozes críticas e de minar o Estado de direito, tendo congelado bilhões de euros de fundos europeus destinados a Budapeste.
D.Schneider--BTB