-
Califórnia submete à votação primeiro imposto aos bilionários nos EUA
-
Sob risco de fechamento, Casa da América Latina de Paris comemora seus 80 anos
-
Arábia Saudita acusa Irã de 'incentivar a escalada' dos houthis do Iêmen
-
Editor-chefe do veículo independente Novaya Gazeta é libertado na Rússia
-
Trump descarta transmissão de execução de condenado por massacre em base militar
-
Zelensky desafia Trump com mais ataques a refinarias russas
-
Editor-chefe do veículo independente Novaya Gazeta é detido na Rússia
-
Mexicano é detido com cobras e lagartos em aeroporto na Alemanha
-
Avanço de Flávio Bolsonaro preocupa guardiões da Amazônia
-
Câncer de Leão XIV abala seu papado
-
Desabamento de teto de escola mata 32 alunos e uma professora no Paquistão
-
IA, uma possível ferramenta para o clima para além de sua pegada de carbono
-
Novos confrontos entre manifestantes e policiais na capital da Albânia
-
ONU alerta para o aumento da pobreza após choque provocado pela guerra no Irã
-
Harry e Meghan fazem primeira aparição pública juntos desde retorno ao Reino Unido
-
Harry Meghan fazem primeira aparição pública juntos desde retorno ao Reino Unido
-
Papa Leão XIV passou 'bem a noite' no hospital, afirma o Vaticano
-
Musk afirma que Zelensky deve deixar o poder na Ucrânia
-
Desabamento de teto de escola mata 27 alunos e um professor no Paquistão
-
Senado aprova PEC do fim da escala 6x1
-
Palmeiras vence Fluminense (2-1) na ida das semifinais da Libertadores
-
Flamengo visita Estudiantes na ida das semifinais da Libertadores
-
Rússia usava gasodutos como "arma", afirma defesa no caso Nord Stream
-
Atlético-MG vence City Torque (3-0) na ida das semifinais da Sul-Americana
-
México pressiona redes sociais a remover conteúdo que incite à violência
-
OMP e Eastman mostram como acelerar a tomada de decisão no Gartner Supply Chain Planning Summit 2026
-
Secretário do Tesouro americano pede FMI mais forte contra 'políticas que geram distorções'
-
Ucrânia acusa EUA de ajudar Rússia enquanto Kiev sofre novos ataques
-
Com 6 a 0 sobre Fenerbahçe na Champions, Villa aplica sua maior goleada em torneios europeus
-
Com gol de Endrick, Real Madrid vence Roma de virada (4-3) na Champions
-
Costa Rica inaugura presídio inspirado na polêmica megaprisão de Bukele
-
Colômbia inaugura embaixada em Jerusalém e estreita laços com Israel
-
Bodo/Glimt volta a surpreender e vence Dortmund (1-0) na Champions
-
PSG vence Manchester City (4-2) fora de casa pela 2ª rodada da Champions
-
Fortalecido, Infantino encara seus críticos no conselho da Fifa
-
Inflação volta a subir nos EUA em setembro, a dois meses das legislativas
-
Governo dos EUA recorrerá de decisão que dá acesso à CNN, MS NOW e Politico à Casa Branca
-
Conselho de Segurança da ONU renova embargo de armas ao Haiti
-
'Um leão ferido é perigoso', diz Seedorf ao assumir o Corinthians
-
Ex-chefe de segurança de Israel processa Netanyahu por difamação sobre o 7/10
-
Papa evolui favoravelmente após cirurgia de câncer de pulmão
-
Barcola brilha com hat-trick em vitória do Liverpool sobre o LASK (6-3) na Champipons
-
Milhares protestam na Colômbia na primeira manifestação contra governo de direita
-
Novos confrontos entre manifestantes e policiais na Albânia
Delegação iraniana chega ao Paquistão antes das negociações com EUA
Altos representantes do Irã chegaram a Islamabad nesta sexta-feira (10) antes das conversas sobre um cessar-fogo com os Estados Unidos, embora as condições apresentadas por Teerã gerem dúvidas sobre a realização do diálogo.
O influente presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, lidera a delegação, da qual também participa o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, informou a televisão estatal iraniana.
Antes de sua chegada, Ghalibaf havia advertido que "duas das medidas sobre as quais as partes chegaram a um acordo ainda precisam ser aplicadas antes do início das negociações: um cessar-fogo no Líbano e o desbloqueio dos ativos do Irã" afetados pelas sanções dos Estados Unidos.
Mas o Paquistão, que atua como mediador, adotou um tom tranquilizador.
"Em resposta ao meu sincero convite, dirigentes de ambos os países vêm a Islamabad. Ali serão realizadas negociações para o estabelecimento da paz", afirmou o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, em uma mensagem à nação.
Ao embarcar rumo a Islamabad, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que lidera a delegação americana, pediu a Teerã que "não brinque" com Washington, ao mesmo tempo em que prometeu "tentar manter uma negociação positiva".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia afirmado anteriormente que o Irã não tem "nenhuma carta" para negociar, exceto o controle temporário do Estreito de Ormuz — por onde passa um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos — e voltou a ameaçar com novos ataques caso as conversas fracassem.
- Bombardeios sobre o Líbano -
Sob fortes medidas de segurança, Islamabad se transformou em uma cidade fantasma antes das negociações programadas em um hotel de luxo.
A chegada de Vance está prevista apenas para a manhã de sábado. Ele estará acompanhado pelo enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e por Jared Kushner.
Desde que a trégua de duas semanas foi acordada, Teerã e Washington apresentaram versões contraditórias sobre se o Líbano está ou não incluído no acordo: o Irã afirma que sim, e os Estados Unidos que não.
Israel, por sua vez, afirma estar determinado a continuar combatendo o movimento islamista pró-Irã Hezbollah.
Poucas horas após a entrada em vigor do cessar-fogo, bombardeios israelenses causaram, na quarta-feira, 357 mortes e mais de 1.200 feridos no Líbano, segundo um novo balanço do Ministério da Saúde. Israel afirmou ter matado 180 combatentes do Hezbollah naquele dia.
Esses ataques foram os mais letais desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, com os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e que se espalhou pela região, causando milhares de mortos.
Nesta sexta-feira, novos ataques mataram 13 membros das forças de segurança no sul do Líbano, segundo a agência estatal de notícias libanesa.
- Não às "concessões gratuitas" -
Paralelamente às discussões entre Irã e Estados Unidos, na próxima terça-feira serão realizadas em Washington conversas entre Líbano e Israel, informou a presidência libanesa nesta sexta-feira.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia dado anteriormente seu aval a "negociações diretas".
O Hezbollah rejeita essa iniciativa, e seu líder, Naim Qassem, pediu nesta sexta-feira às autoridades libanesas que não façam "concessões gratuitas" a Israel.
Israel voltou a ser alvo, nesta sexta-feira, de cerca de trinta disparos provenientes do Líbano, que causaram danos materiais, segundo o exército.
E no Golfo, o Kuwait anunciou nesta sexta-feira que membros de sua Guarda Nacional ficaram feridos após ataques registrados na véspera, enquanto o Irã negou qualquer envolvimento.
Outra sombra sobre as negociações é o Estreito de Ormuz.
O tráfego segue prejudicado na região, apesar de sua reabertura pelo Irã ser uma das condições do cessar-fogo.
A principal associação europeia de aeroportos advertiu sobre o risco de uma "escassez sistêmica" de querosene caso o tráfego marítimo não seja restabelecido no Estreito de Ormuz nas próximas três semanas.
Os preços do petróleo permaneceram na sexta-feira abaixo do patamar de 100 dólares por barril, ao final de uma semana marcada por quedas após o anúncio do cessar-fogo no Oriente Médio e diante das negociações entre Estados Unidos e Irã.
Wall Street e as bolsas europeias fecharam de forma mista, cautelosas diante da expectativa de diálogo.
Estados Unidos e Irã também divergem sobre a questão-chave do programa nuclear.
O chefe da Organização Iraniana de Energia Atômica descartou qualquer restrição ao programa de enriquecimento de urânio, uma das principais exigências dos Estados Unidos e de Israel, que acusam Teerã de querer desenvolver uma bomba atômica.
A República Islâmica, por sua vez, defende seu direito à energia nuclear para fins civis.
M.Odermatt--BTB