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Rubio oferece aos cubanos uma 'nova relação' entre EUA e Cuba em mensagem especial em vídeo
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, ofereceu aos cubanos uma "nova relação" entre seu país e Cuba, em uma mensagem especial em vídeo divulgada nesta quarta-feira (20), na qual acusou a liderança comunista da ilha de roubo, corrupção e opressão.
A mensagem mostra Rubio falando diretamente ao povo cubano em espanhol. Ela é divulgada quando se espera que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anuncie, nas próximas horas, uma acusação criminal contra o ex-líder cubano Raúl Castro, de 94 anos.
"O presidente Trump oferece uma nova relação entre os Estados Unidos e Cuba, mas ela precisa ser diretamente com vocês, o povo cubano", disse o secretário de Estado.
Rubio também reiterou a oferta de 100 milhões de dólares (cerca de R$ 565 milhões, pela cotação atual) em alimentos e medicamentos, que deveriam ser distribuídos diretamente ao povo cubano pela Igreja Católica ou por outra organização beneficente.
O secretário de Estado também criticou a repressão contra "qualquer pessoa que se atreva a reclamar".
Rubio mencionou ainda os apagões em Cuba.
"A razão pela qual vocês são obrigados a sobreviver 22 horas por dia sem eletricidade não se deve a um bloqueio petrolífero dos Estados Unidos", afirmou, referindo-se às interrupções constantes no fornecimento de energia na ilha comunista.
"Como vocês sabem melhor do que ninguém, sofrem com apagões há anos. A verdadeira razão pela qual não têm eletricidade, combustível nem alimentos é que aqueles que controlam seu país desviaram bilhões de dólares, mas nada foi usado para ajudar o povo", argumentou Rubio, de origem cubana.
Ele lembrou que, há três décadas, Raúl Castro fundou uma empresa chamada GAESA, que é "propriedade das Forças Armadas" e, segundo afirmou, "tem receitas três vezes superiores ao orçamento do governo atual".
"Hoje, enquanto vocês sofrem, esses empresários possuem 18 bilhões de dólares em ativos e controlam 70% da economia cubana."
Segundo Rubio, essa "elite" obtém lucros com hotéis, bancos, lojas e até remessas enviadas do exterior. "Tudo passa por suas mãos; dessas remessas, eles retêm uma porcentagem."
De acordo com o secretário de Estado, agora que deixou de chegar "petróleo gratuito" da Venezuela chavista, "eles compram combustível para seus geradores".
"Em vez de usar esse dinheiro para modernizar as usinas elétricas, que estão danificadas, eles o utilizam para construir mais hotéis para estrangeiros e para enviar seus familiares para viver com luxo em Madri e até mesmo aqui, nos Estados Unidos", afirmou.
"Cuba não é controlada por nenhuma revolução", mas pela "GAESA, um Estado dentro do Estado" que beneficia uma pequena "elite".
F.Müller--BTB