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Rebeldes houthis continuam ofensiva no Iêmen com ataques em região petrolífera
Os houthis, apoiados pelo Irã, atacaram nesta sexta-feira (7) as forças governamentais do Iêmen em uma região rica em petróleo, em meio a uma ofensiva que deixou dezenas de mortos em dois dias.
Na véspera, ao menos 58 soldados morreram em disparos de mísseis e drones dos houthis, nos bombardeios mais mortíferos desde a trégua assinada em 2022 com o governo apoiado pela Arábia Saudita.
Esta última onda de violência reacendeu o fantasma de um retorno à guerra no país mais pobre da Península Arábica, onde essa trégua começou a desmoronar em julho.
Um ataque com drone dos houthis em Marib, uma área petrolífera no centro do país que já havia sido atacada na quinta-feira, matou nesta sexta-feira oito membros das forças governamentais e deixou 12 feridos, segundo um novo balanço enviado à AFP por uma fonte militar que pediu anonimato.
O ministro da Saúde do governo apoiado pela Arábia Saudita afirmou que os rebeldes mataram pelo menos dois civis em áreas residenciais e acampamentos de deslocados na cidade de Marib.
Outra fonte próxima ao Exército saudita disse à AFP que a coalizão liderada pela Arábia Saudita não ficará "de braços cruzados" e acrescentou que Marib é uma "linha vermelha".
Advertiu que "a coalizão não busca uma escalada, mas não permitiremos que o atual equilíbrio de poder no terreno seja modificado", razão pela qual Riade não aceitará que Marib seja tomada pelos houthis.
Os houtis reivindicaram esses ataques, afirmando ter agido em represália ao recente reforço, segundo eles, das tropas iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita.
"O inimigo saudita continua mobilizando suas forças e empurrando-as para a escalada", denunciou nesta sexta-feira, em comunicado, o porta-voz militar dos rebeldes, Yahya Saree.
Marib é uma província estratégica com setores nas mãos dos rebeldes e outros sob controle do governo, que domina em particular a cidade de mesmo nome, além de campos e instalações petrolíferas.
Os houthis estão em guerra com o governo desde 2014, em um conflito que já causou centenas de milhares de mortos e provocou uma grave crise humanitária no Iêmen.
L.Janezki--BTB