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Hamas diz que segue disposto a avançar com plano de paz para Gaza
O grupo islamista palestino Hamas afirmou, neste sábado (8), que continua disposto a avançar com o plano de paz para a Faixa de Gaza respaldado pelos Estados Unidos e pediu maior pressão sobre Israel, que, por sua vez, insiste que não concorda com a última parte do acordo.
O Hamas informou ao Conselho de Paz, liderado pelo presidente americano Donald Trump, que continuava comprometido com a última fase do plano, pela qual os militantes entregariam as armas a um comitê de governo palestino no território.
"O Hamas e outras facções confirmaram aos mediadores sua disposição de começar a aplicar o acordo e passar à segunda fase, desde que recebam a aprovação israelense e que Israel comece a implementar o acordo", disse à AFP uma autoridade do grupo palestino.
Segundo a mesma fonte, que falou sob condição de anonimato, o grupo islamista "insta a administração americana a exercer pressão sobre Israel para obrigá-lo a cumprir o acordo e passar à segunda fase".
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que enfrenta uma dura batalha pela reeleição em outubro e uma ampla oposição de sua base de direita ao acordo sobre Gaza, disse na terça-feira que Israel não havia aceitado o "rascunho" apresentado pelo Conselho de Paz.
Na semana passada, Trump celebrou como um avanço o fato de o grupo ter aceitado o desarmamento proposto pelo plano, e o Conselho de Paz indicou que Israel realizaria paralelamente uma retirada gradual de grande parte de Gaza.
Netanyahu, por sua vez, reuniu-se na segunda-feira com o alto representante do Conselho de Paz para Gaza, Nickolay Mladenov, que voltou atrás e afirmou que Israel só se retiraria após um desarmamento completo do Hamas.
As operações israelenses em Gaza, embora continuem, parecem ter diminuído de intensidade nos últimos dias.
Neste sábado, o hospital Nasser, em Khan Yunis, informou que três pessoas ficaram feridas por disparos do Exército israelense.
As operações de Israel em Gaza mataram 1.257 palestinos desde outubro do ano passado, quando as duas partes chegaram a um cessar-fogo respaldado por Trump, segundo o Ministério da Saúde do território, que opera sob autoridade do Hamas e cujos dados são considerados confiáveis pela ONU.
Durante o mesmo período, o Exército israelense relatou cinco mortos em suas fileiras.
G.Schulte--BTB