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Ataques entre Ucrânia e Rússia deixam 13 mortos
Sete pessoas morreram em novos bombardeios russos na Ucrânia neste sábado (22), enquanto outras seis faleceram em ataques ucranianos na Rússia e em territórios ocupados.
Quatro anos e meio após o início da invasão russa da Ucrânia, os dois países intensificaram as hostilidades nas últimas semanas, o que provoca um número cada vez maior de vítimas civis.
Os bombardeios mais recentes aconteceram no momento em que as equipes de resgate trabalhavam nos escombros de um shopping center em Kryvyi Rig, no centro da Ucrânia, onde 16 pessoas morreram em um ataque com drones russos na sexta-feira.
Com o aumento dos ataques de longo alcance dos dois lados da frente de batalha, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou o envio de novos mísseis "interceptadores" à Ucrânia para dotar o país "dos meios necessários para defender seu céu".
Na Ucrânia, as sirenes de alerta para ataques com mísseis balísticos russos foram acionadas novamente neste sábado em Kiev.
Duas pessoas morreram e oito ficaram feridas em Boríspol, nas imediações da capital, enquanto três pessoas faleceram e 15 ficaram feridas na região de Zaporizhzhia (sul) durante as sucessivas ondas de ataques russos, segundo as autoridades regionais.
Outros ataques noturnos russos já haviam provocado duas mortes, em Zaporizhzhia e em Kiev.
A Ucrânia solicita, há meses, a seus aliados ocidentais o fornecimento de mísseis interceptadores americanos Patriot, indispensáveis para enfrentar o número cada vez maior de mísseis balísticos russos, quase impossíveis de obter desde o início da guerra no Oriente Médio.
"Anunciei ao presidente Zelensky o reforço do nosso apoio, com o envio de interceptadores", afirmou Macron no X, insistindo que "é essencial que todos os países que dispõem de meios também se unam a este esforço".
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, em visita a Kiev, afirmou que teve conversas com outros países europeus sobre o tema e que pretendia discutir a questão na próxima semana com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Os líderes dos países aliados de Kiev devem se reunir por videoconferência na segunda-feira (24) – Dia da Independência da Ucrânia – para discutir seu apoio ao país.
Wadephul e Macron acusaram a Rússia de atacar a população civil após a ação com drones russos contra um shopping center em Kryvyi Rig, cidade natal do presidente ucraniano, a quase 60 km da linha de frente.
O balanço mais recente indica que 16 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas, enquanto três pessoas seguem desaparecidas, segundo as autoridades regionais.
Os ataques provocaram incêndios no shopping center e obrigaram diversas vítimas, cobertas de sangue, a correr pelas ruas.
Zelensky denunciou que um segundo ataque com drone, ocorrido meia hora depois do primeiro, foi uma tentativa "absolutamente cínica e desprezível" de matar os primeiros serviços de emergência que chegaram ao local.
Várias pessoas improvisaram um memorial no local neste sábado, com cartas e flores sobre a grama.
- Seis mortos na Rússia e na Crimeia -
A Ucrânia prossegue com os bombardeios contra a Rússia e os territórios ocupados por Moscou.
Duas pessoas morreram em Sebastopol, na Crimeia anexada pela Rússia, em um ataque com drones ucranianos contra um ônibus, segundo as autoridades locais.
Na Rússia, "infraestruturas civis e edifícios residenciais do distrito de Yeisk foram alvos de um ataque com drones", declarou o governador da região de Krasnodar (sul), Veniamin Kondratiev, que citou as mortes de duas crianças.
O quartel-general operacional da região informou a morte, no hospital, de uma terceira vítima.
Outro ataque com drone ucraniano, na região central de Samara, deixou um morto, segundo o governador local.
As forças ucranianas também atacaram um armazém da gigante russa do comércio eletrônico Ozon, ampliando assim os ataques contra este setor após um mês de bombardeios direcionados contra instalações de outra empresa importante do setor, a Wildberries.
D.Schneider--BTB