-
Colômbia busca desaparecidos e pede aos EUA suspensão de tarifas após terremoto
-
Djokovic cai em sua estreia na 2ª rodada do Masters 1000 de Cincinnati
-
PSG anuncia contratação do atacante belga Mika Godts
-
Milan de Rúben Amorim vence Manchester United em amistoso na Polônia
-
Morre mulher que ficou por mais tempo sob os escombros do terremoto na Colômbia
-
Lateral inglês Djed Spence deixa o Tottenham e assina com a Inter de Milão
-
PSG visita o Lens em busca da segunda Supercopa da semana
-
Milhares de fãs de Bonnie Tyler acompanham seu caixão no País de Gales
-
Filipe Luís quer convencer no Monaco para se consolidar como técnico na Europa
-
Onze mortos em bombardeios israelenses no sul do Líbano
-
Mais de 40 mortos após terremoto de magnitude 7,7 na Indonésia
-
Ex-professor de Cambridge envolvido em escândalo de plágio é encontrado morto
-
Atlético de Madrid anuncia contratação do zagueiro argentino Cristian Romero
-
Ferran Torres deixa o Barcelona e assina com o PSG até 2031
-
Incêndios florestais não dão trégua na Europa
-
Ao menos 40 mortos após terremoto de magnitude 7,7 na Indonésia
-
Talibãs comemoram cinco anos no poder no Afeganistão
-
Teerã responde a Trump: Estreito de Ormuz é iraniano
-
Petrobras descobre indícios de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas
França vota para legalizar direito à eutanásia
A França está prestes a aprovar nesta quarta-feira (15) o direito à morte assistida ou eutanásia sob certas condições, uma reforma altamente polêmica defendida pelo presidente Emmanuel Macron.
A Câmara Baixa do Parlamento francês votará a adoção da lei nesta quarta-feira, no fim do dia.
Com sua aprovação, a França se somará ao seleto grupo de países que autorizam a morte assistida como Bélgica, Países Baixos, Suíça, Canadá e Uruguai.
No caso da França, o direito fica reservado a adultos que sofram de uma doença incurável, desde que possam expressar essa necessidade de maneira "livre e esclarecida" e sofram fisicamente.
A dor deve ser resistente ao tratamento ou, na opinião do paciente, insuportável, nos casos em que ele tiver optado por não seguir o procedimento médico ou por interrompê-lo.
Um médico será responsável por verificar se o paciente cumpre os requisitos, antes que um comitê avalie os critérios.
Em última instância, o médico toma a decisão, e o paciente pode retirar seu consentimento a qualquer momento.
O próprio paciente administrará a substância letal, exceto no caso daqueles que, por motivos físicos, não possam fazê-lo.
A lei "será aprovada porque é equilibrada", afirmou Agnes Firmin Le Bodo, deputada de centro-direita e ex-ministra da Saúde. Mas os críticos da lei não têm intenção de desistir.
De todo modo, a aprovação não marcará o fim de seu trâmite legislativo e judicial, já que o primeiro-ministro Sebastien Lecornu pediu ao Conselho Constitucional da França, a principal autoridade constitucional, que examine a legislação uma vez aprovada.
Esse órgão, cujas decisões têm força vinculante, pode, em casos extremos, declarar toda uma legislação inválida ou manifestar reservas quanto a parte dela.
- "Uma maratona de obstáculos" -
O caminho até a votação final foi "uma maratona de obstáculos", declarou à AFP o relator do texto, Olivier Falorni, um ex-deputado que se tornou prefeito.
A votação, à qual Falorni estará presente, é "o resultado de uma luta" após "14 anos de batalhas parlamentares sobre este tema", disse ele.
A lei recebeu sinal verde da Assembleia Nacional, mas foi rejeitada pela Câmara Alta, o Senado. Então o governo decidiu dar a última palavra à câmara baixa, como a Constituição permite.
Figuras de peso dos Republicanos (LR, conservador), majoritários no Senado, se opõem à lei.
O deputado Christophe Bentz, do partido de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN), também considera que o texto é "muito perigoso" e traz riscos de "abusos".
Grupos e organizações religiosas que fazem campanha contra o aborto e a eutanásia vão protestar nesta quarta-feira perto da Assembleia Nacional.
Também se opõem à lei alguns organismos científicos e até coletivos de pessoas com deficiência, que temem ser pressionados a solicitar a eutanásia.
O presidente Macron havia prometido uma lei sobre morte assistida quando foi reeleito para um segundo mandato em 2022.
É considerada uma das reformas sociais mais importantes desde que a França permitiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2012.
D.Schneider--BTB