-
Brasil testa alternativas defensivas contra o Panamá, penúltimo amistoso de preparação para Copa
-
Alejandro Tabilo elimina sensação francesa Moïse Kouame em Roland Garros
-
Adversária do Brasil na Copa, Escócia perde meia Billy Gilmour por lesão
-
Dembélé, Kvara, Safonov, Pacho... os protagonistas do PSG no bi da Champions
-
Entre a euforia e o temor de tumultos, Paris comemora o bi da Champions
-
Galeria de vencedores da Champions League após o bicampeonato do PSG
-
PSG vence Arsenal nos pênaltis e é bicampeão da Champions League
-
Devidamente desinfectado após surto de hantavírus, cruzeiro Hondius pode retomar viagens
-
Trump continua gozando de "excelente" saúde, mas precisa perder peso, segundo seu médico
-
Atual campeã, Coco Gauff é eliminada de Roland Garros na 3ª rodada
-
Zagueiro Tim Ream será o capitão dos EUA na Copa do Mundo de 2026
-
Sudoeste da Colômbia vai às urnas em clima marcado pela violência
-
Neymar "está trabalhando bem" para se recuperar "o mais rápido possível", garante Ancelotti
-
Morre aos 104 anos o filósofo francês Edgar Morin, referência e intelectual versátil
-
Sabalenka vence Kasatkina e avança às oitavas de final em Roland Garros
-
Liverpool anuncia demissão do técnico Arne Slot
-
Colômbia acusa Equador de 'interferência' eleitoral após anúncio sobre tarifas
-
EUA ameaça retomar guerra com o Irã em meio a negociações estagnadas
-
Israel lança novos bombardeios no sul do Líbano e suas tropas avançam
-
Diretor-geral da OMS visita epicentro do surto de ebola na RDC
-
Chefe do Pentágono cita 'preocupação justificada' sobre fortalecimento militar da China
-
EUA afirma ter meios necessários para retomar guerra com o Irã
-
Trump está 'em excelente estado de saúde', afirma médico presidencial
-
Filósofo francês Edgar Morin morre aos 104 anos
-
Trump só aceitará acordo com Irã que respeitar suas condições
-
Autoridades divergem em meio a protestos em centro de detenção nos EUA
-
Nice goleia Saint-Étienne (4-1) na repescagem e se mantém na primeira divisão francesa
-
Forças de Israel avançam no Líbano enquanto delegações se reúnem nos EUA, diz Netanyahu
-
Juiz ordena que Trump retire seu nome do Kennedy Center
-
Barcelona oficializa contratação do atacante inglês Anthony Gordon
-
Canadense que vendia 'kits para suicídio' se declara culpado de 14 acusações
-
México muda Constituição para anular eleições por 'interferência estrangeira'
-
'Não sei', diz Djokovic sobre retornar a Roland Garros
-
Trump diz que está tomando decisão final sobre acordo com Irã
-
PSG x Arsenal: bicampeonato ou título inédito em jogo na final da Champions
-
Confrontos em frente a centro de detenção de imigrantes nos EUA terminam em prisões
-
João Fonseca vence Djokovic em virada épica e vai às oitavas de Roland Garros
-
Lula critica EUA por designar PCC e CV como organizações terroristas
-
Trump zomba de Jill Biden por revelações sobre desempenho do marido em debate
-
Comentarista russa de TV desperta preocupações na França
-
Bélgica se destaca no equilibrado Grupo G da Copa do Mundo, com fator extracampo do Irã
-
Matheus Cunha quer 'marcar' seu nome na Copa do Mundo pela Seleção
-
Ex-procuradora-geral dos EUA depõe perante Congresso no caso Epstein
-
Brasil não é 'republiqueta', diz Lula após EUA designar PCC e CV como terroristas
-
Canadense que vendeu 'kits de suicídio' se declara culpado de 14 acusações
-
Flamengo e Cruzeiro fazem duelo brasileiro nas oitavas da Libertadores
-
Sorteio define chaveamento das oitavas de final da Sul-Americana
-
Oito estudantes são detidas por 'incêndio criminoso' que matou 16 meninas em um internato no Quênia
-
Economia brasileira se recupera no 1º trimestre e cresce 1,1%
-
Colômbia adota guerra de drones contra as guerrilhas
Milhares de pessoas comparecem ao funeral do opositor russo Alexei Navalny
O opositor russo Alexei Navalny foi enterrado nesta sexta-feira (1º) em um cemitério de Moscou, na presença de milhares de apoiadores que prestaram uma última homenagem ao principal crítico do Kremlin, morto em circunstâncias não esclarecidas em uma penitenciária no Ártico.
Após uma breve cerimônia em uma igreja em Maryno, bairro do sudeste da capital russa, seu corpo foi enterrado no cemitério de Borisovo, na mesma região.
Uma multidão de apoiadores se concentrou perto do cemitério, alguns choravam, carregavam flores e gritavam lemas contra o Kremlin e sua ofensiva na Ucrânia como: "Não à guerra" ou "Não te esqueceremos".
No momento do enterro, tocou a trilha sonora do filme "Exterminador 2", que o opositor indicava como "o melhor filme já produzido", indicou seu porta-voz, Kira Yarmish.
O funeral foi realizado duas semanas após a morte do opositor de 47 anos, em 16 de fevereiro, em circunstâncias ainda obscuras. Seus colaboradores, sua viúva e os países ocidentais responsabilizam o presidente Putin por sua morte, que o Kremlin nega.
Seu corpo ficou detido por oito dias, uma demora que sua equipe atribui a uma tentativa de encobrir a causa da morte. Além disso, a família teve dificuldades para encontrar um local que aceitasse acolher a cerimônia.
A igreja tem capacidade para apenas um pequeno número de pessoas. No local, como manda o ritual ortodoxo, o corpo foi exposto pela primeira vez ao público, coberto com flores vermelhas e brancas.
O carro funerário chegou um pouco antes, entre os aplausos de milhares de pessoas, que haviam formado uma longa fila, vigiada por por policiais de choque.
"É doloroso, pessoas como ele não deviam morrer, pessoas honestas, com princípios, dispostas a se sacrificar", disse Anna Stepanova, sublinhando também o "senso de humor" do opositor. "Mesmo quando estava sofrendo, ele fazia piadas".
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, alertou que qualquer manifestação "não autorizada" por ocasião do funeral poderia ser sancionada. Durante sua coletiva de imprensa diária, Peskov também afirmou que "não tinha nada a dizer" à família do falecido.
- "Viver sem você" -
Sua viúva, Yulia Navalnaya, agradeceu ao marido "por 26 anos de felicidade absoluta", em uma mensagem de adeus publicada nas redes sociais.
"Não sei como vou viver sem você, mas farei o possível para que daí de cima você esteja contente e orgulhoso de mim", disse. "Sempre te amarei".
Na quarta-feira, acusou mais uma vez o governo de sua morte. "As pessoas do Kremlin o mataram, depois desonraram seu corpo, desonraram sua mãe e agora, desonraram sua memória", disse Navalnaya ao Parlamento Europeu.
Figuras proeminentes da oposição russa, Yevgeny Roizman, Boris Nadezhdin e Ekaterina Duntsova, assim como os embaixadores da França, Estados Unidos e da Alemanha, compareceram ao funeral.
"Não temos mais políticos assim e ninguém sabe quando teremos novamente", disse à AFP Maria, uma bibliotecária de 55 anos, que afirmou sentir "medo e tristeza".
Denis, um voluntário de 26 anos em uma associação de caridade, afirmou que Navalny foi quem o fez "se interessar pela política", em um país com um governo cada vez mais autoritário, onde o descontentamento dos jovens com essas questões é significativo.
- Detenções -
Os atos podem incomodar o governo, a duas semanas das eleições presidenciais de 15 a 17 de março, que certamente confirmarão Putin no poder.
Nos dias que se seguiram à morte de Navalny, quase 400 pessoas foram detidas pela polícia em vários atos improvisados organizadas para lhe prestar homenagem.
Antes do seu envenenamento em 2020, ao qual sobreviveu por pouco e pelo qual acusou Putin, e de ser detido e condenado a 19 anos de prisão por "extremismo", Navalny conseguiu mobilizar um grande número de pessoas, especialmente na capital russa.
O seu movimento, que investigou e expôs a corrupção das elites russas, foi desmantelado nos últimos anos. Muitos de seus colaboradores foram presos ou forçados ao exílio.
Agora, Yulia Navalnaya promete que continuará a luta do marido.
P.Anderson--BTB