-
Hezbollah confirma confrontos com exército israelense em duas cidades do sul do Líbano
-
Borussia Dortmund renova contrato do capitão Emre Can, apesar de lesão
-
Liverpool perde para Brighton e segue fora do G4 no Inglês
-
Reis do k-pop BTS fazem show de retorno em Seul
-
Iranianos celebram fim do Ramadã sem Khamenei
-
Lens goleia Angers (5-1) e assume liderança provisória do Francês, à frente do PSG
-
Juiz dos EUA declara restrições do Pentágono à imprensa como inconstitucionais
-
EUA autoriza venda e entrega de petróleo iraniano carregado em navios
-
Napoli sofre mas vence na visita ao Cagliari (1-0) e assume vice-liderança da Serie A
-
Manchester United fica em vantagem duas vezes, mas cede empate na visita ao Bournemouth (2-2)
-
Villarreal vence Real Sociedad (3-1) e sobe provisoriamente ao 3º lugar no Espanhol
-
Trump prevê 'reduzir' operações militares contra o Irã
-
Venda de maconha a turistas, uma 'mudança possível' no Uruguai
-
RB Leipzig goleia Hoffenheim (5-0) e assume 3º lugar no Alemão
-
PIB da Argentina cresceu 4,4% em 2025
-
Troféu da Copa do Mundo visita Chichén Itzá, berço do jogo de bola maia
-
Três homens são presos na França por suspeita de abuso sexual em escolas
-
Guerra ameaça protagonismo do Golfo no mapa esportivo global
-
Presidente colombiano é investigado nos EUA por suposta ligação com narcotraficantes
-
Jonathan Wheatley deixa chefia da Audi F1 e pode se transferir para Aston Martin
-
Khamenei afirma que Irã desferiu 'golpe fulminante' no inimigo
-
Lesionado, Mohamed Salah vai desfalcar Liverpool e Egito
-
Joan García está entre as novidades na lista de convocados da Espanha para amistosos de março
-
Ex-ministro da Segurança da Costa Rica acusado de narcotráfico é extraditado para os EUA
-
Argentina vai enfrentar Mauritânia em amistoso em Buenos Aires no dia 27 de março
-
Líder supremo Mojtaba Khamenei afirma que Irã desferiu 'golpe fulminante' no inimigo
-
Ernesto Valverde deixará cargo de técnico do Athletic Bilbao no final da temporada
-
Jihadista francês é condenado à prisão perpétua pelo genocídio de yazidis
-
Governo dos EUA processa Harvard por permitir o 'antissemitismo'
-
Fracassam novas investigações no caso contra chileno Zepeda por homicídio na França
-
Nadador australiano McEvoy bate recorde mundial nos 50m livre, que pertencia a César Cielo
-
Tuchel surpreende com lista de 35 convocados para amistosos da Inglaterra contra Uruguai e Japão
-
Lesionado, Alisson vai desfalcar seleção brasileira em amistosos contra França e Croácia
-
Julgamento de ex-líder do Sinn Féin, Gerry Adams, termina após acordo com vítimas do IRA
-
Bolsonaro segue na UTI após uma semana internado
-
Ator Chuck Norris morre aos 86 anos
-
Retorno do grupo sul-coreano BTS relembra o lado obscuro do K-Pop
-
Presidente da Conmebol diz que Argentina é bicampeã da Finalíssima
-
Cristiano Ronaldo vai desfalcar Portugal nos amistosos contra México e EUA
-
BTS lança novo álbum antes de seu tão aguardado retorno aos palcos
-
Índia pode revolucionar combate à obesidade com medicamentos genéricos de baixo custo
-
Princesa Mette-Marit da Noruega diz que foi 'manipulada e enganada' por Epstein
-
Fifa multa Federação Israelense de Futebol por 'discriminação'
-
Israel anuncia mais ataques contra o Irã, país que considera prestes a ser 'dizimado'
-
Presidente da Venezuela anuncia mudança no comando militar
-
Comissão aprova moeda comemorativa com imagem de Trump
-
Seis países se declaram 'dispostos a contribuir' para segurança no Estreito de Ormuz
-
Flamengo vai enfrentar Estudiantes na Libertadores; Palmeiras cai em grupo acessível
-
Organizações humanitárias condenam ameaças de guerrilheiros a delegações na Colômbia
-
LeBron James iguala recorde de jogos disputados na NBA
Studio Ghibli comemora 40 anos de animação, em meio a magia, sombras e luz
O estúdio de animação japonês Ghibli comemora seu 40º aniversário este mês, com dois Oscars e gerações de fãs fiéis, conquistados por suas histórias e seu universo visual exclusivos, inteiramente desenhados à mão.
Fundado em 1985 por Hayao Miyazaki e Isao Takahata, que faleceu em 2018, o Studio Ghibli tornou-se um fenômeno cultural mundial graças a obras-primas como 'Meu Amigo Totoro' (1988) e o vencedor do Oscar 'A Viagem de Chihiro' (2001).
"A história é cativante e os desenhos são magníficos", diz Margot Divall, uma fã de 26 anos.
"Provavelmente vejo Chihiro 10 vezes por ano", acrescenta.
O sucesso do Ghibli foi recentemente homenageado com um segundo Oscar, concedido em 2024 a 'O Menino e a Garça' como melhor filme de animação.
Seu estilo nostálgico é tão reconhecível que as redes sociais foram recentemente inundadas com imagens no "estilo Ghibli" geradas pela mais recente ferramenta de inteligência artificial (IA) da OpenAI, reacendendo o debate sobre direitos autorais.
- "Um cheiro de morte"-
De uma geração que conheceu a guerra, Takahata e Miyazaki integraram elementos sombrios em sua narrativa, explicou Goro Miyazaki, filho de Hayao, em uma entrevista recente à AFP.
"Não há apenas doçura, mas também amargura e outras coisas que estão magnificamente entrelaçadas no trabalho", acrescentou ele, evocando um "cheiro de morte" que permeia os filmes.
Para os jovens que cresceram em tempos de paz, "é impossível criar algo com o mesmo sentido, a mesma abordagem e a mesma atitude da geração do meu pai", disse Goro Miyazaki.
Até mesmo "Meu Amigo Totoro", com seus espíritos da floresta, é um filme "assustador" em alguns aspectos, explorando o medo de perder um ente querido.
Susan Napier, professora da universidade americana Tufts e autora do livro "Miyazakiworld: A Life in Art" (Mundo Miyazaki: Uma Vida Dedicada à Arte) compartilha essa interpretação.
"Em Ghibli, há uma certa ambiguidade, complexidade e uma aceitação do fato de que a sombra e a luz frequentemente coexistem", explica ela, em contraste com os desenhos animados americanos que separam claramente o bem do mal.
Por exemplo, o filme pós-apocalíptico 'Nausicaä do Vale do Vento' (1984), considerado o primeiro filme do Ghibli, não tem um verdadeiro "vilão".
Esse longa-metragem, no qual uma princesa independente se interessa por insetos gigantes e uma floresta tóxica, foi, de acordo com Susan Napier, "de grande frescor (...) a mil léguas de distância dos clichês habituais".
"Estávamos longe da mulher passiva que precisa ser resgatada", acrescenta.
- Um universo à parte -
Os filmes do Ghibli também retratam um universo em que os seres humanos mantêm um vínculo profundo com a natureza e o mundo espiritual, como em 'Princesa Mononoke' (1997).
Essa fábula, na qual uma jovem criada por uma deusa lobo tenta defender sua floresta ameaçada por humanos, é "um filme sério, sombrio e violento", diz Napier.
Os trabalhos do estúdio japonês têm "uma dimensão ambientalista e animista, muito relevante no contexto atual de mudança climática", acrescenta, ressaltando que os dois homens também eram "muito engajados politicamente".
Miyuki Yonemura, acadêmica de Tóquio e especialista em cultura de animação, enfatiza a riqueza dos filmes do Ghibli.
"Cada vez você descobre algo novo", diz. “É por isso que algumas crianças assistem a Totoro 40 vezes", acrescenta.
- Influência francófona -
Se Hayao Miyazaki e Isao Takahata foram capazes de criar mundos tão originais, isso se deve à sua curiosidade por outras culturas, enfatiza Miyuki Yonemura.
Suas influências incluem o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, o diretor Paul Grimault e até mesmo o artista canadense Frédéric Back, que ganhou um Oscar por 'O Homem que Plantava Árvores' (1987).
Takahata estudou Literatura Francesa em particular, "um fator determinante", diz Yonemura.
Ambos liam muito, o que também explica seu talento para escrever e contar histórias.
Para 'Nausicaä', nome tirado da Odisseia, Hayao Miyazaki se inspirou na mitologia grega e em várias obras, incluindo 'A Dama que Amava Insetos', um conto japonês do século XII.
De acordo com a professora, "o Estúdio Ghibli nunca mais será o mesmo depois da aposentadoria de Miyazaki, a menos que surja um talento comparável".
O futuro do estúdio continua incerto: 'O Menino e a Garça' (2023) pode ser o último filme de seu icônico fundador, de 84 anos.
Miyazaki é "um artista incrível com uma imagem visual excepcional", diz Napier.
"Ghibli é tão amado que acredito que continuará vivendo", conclui Margot Divall, uma fã de longa data.
"Ele sobreviverá enquanto não perder sua beleza e enquanto o esforço, o cuidado e o amor que o sustentam permanecerem intactos", acrescenta.
C.Meier--BTB