-
Fifa contra-ataca e denuncia 'um esforço orquestrado para minar seu presidente'
-
Turistas da Colômbia morrem em acidente de helicóptero no Rio de Janeiro
-
Atentados marcam primeiro dia do novo governo na Colômbia
-
Swiatek vence Kostyuk de virada e avança às quartas de final WTA 1000 de Toronto
-
Turistas da Colômbia morrem em acidente de helicóptero no Rio (imprensa)
-
Espanha inicia controle na fronteira com Itália após crise migratória
-
Após renovar com Real Madrid, Vini joga com braçadeira de capitão na vitória sobre o Ferencvaros
-
Simeone reafirma que decisão sobre Julián Álvarez já foi tomada
-
Bulgária convoca embaixador da Ucrânia após explosão de drone
-
O adeus ao voluntário que dedicou sua vida a recuperar corpos na guerra na Ucrânia
-
Atlético de Madrid acerta transferência de Thiago Almada para o River Plate
-
Espanha inicia controles fronteiriços com a Itália após crise migratória
-
Bruno Guimarães deixa Newcastle e assina com Arsenal
-
Hamas diz que segue disposto a avançar com plano de paz para Gaza
-
Pai de Lionel Messi morre aos 68 anos
-
Emirados Árabes afirmam que Irã atacou petroleiro no Estreito de Ormuz
-
Ex-advogado de Trump é confirmado como procurador-geral dos EUA
-
Ex-premiê candidato à presidência da França denuncia suspeita de interferência russa
-
De la Espriella se alinha aos EUA com foco no 'narcoterrorismo'
-
Trump vai recorrer após Justiça bloquear obra de salão de baile
-
De la Espriella assume poder na Colômbia com foco no 'narcoterrorismo'
Brasil se prepara para impacto da retirada dos EUA de acordo ambiental sobre a COP30
O Brasil, que vai sediar em novembro a conferência ambiental da ONU COP30, expressou nesta terça-feira (21) preocupação com a decisão de Donald Trump de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris.
O país avança nos preparativos para a reunião de cúpula, que vai acontecer em Belém. O presidente Lula nomeou hoje o diplomata André Corrêa do Lago como presidente da conferência.
O governo brasileiro precisou responder rapidamente ao anúncio feito na véspera por Donald Trump, que já havia retirado os Estados Unidos do acordo climático em seu primeiro mandato (2017-2021).
"Ainda estamos analisando as decisões do presidente Trump, mas não há a menor dúvida de que ela terá um impacto significativo na preparação da COP e na forma como vamos ter que lidar com o fato de que um país tão importante está se desligando desse processo", disse Corrêa do Lago, especialista em desenvolvimento sustentável.
O embaixador ressaltou que os Estados Unidos - maior potência econômica e um dos maiores poluidores mundiais - são "um ator essencial" na luta contra as mudanças climáticas. "Mas não quer dizer que, necessariamente, o acordo não possa encontrar uma forma de contornar a ausência desse pais."
Enquanto Washington abandona a diplomacia ambiental, Lula, 79, busca se estabelecer como um líder da luta contra o aquecimento global. O presidente brasileiro pode se orgulhar da queda do desmatamento na Amazônia durante o seu governo, embora defenda, ao mesmo tempo, o direto do país de aumentar a exploração de hidrocarbonetos. O Brasil também aumentou sua meta de redução de emissões de gases do efeito estufa.
- 'COP histórica' -
"Faremos uma COP30 histórica, por um futuro mais justo e sustentável para o nosso planeta", publicou Lula no X. Já Corrêa do Lago indicou que o país pode ter "um papel incrível" na conferência.
A diplomacia brasileira vai promover na COP30 o aumento da ajuda financeira dos países desenvolvidos para apoiar os países em desenvolvimento em sua transição energética, uma meta não cumprida na COP29, em 2024. Também incluirá no debate a "questão da adaptação", que teve destaque no Brasil no ano passado, principalmente depois das enchentes no Rio Grande do Sul.
Secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, Corrêa do Lago teve especial protagonismo na COP29. Entre 2011 e 2013, foi o negociador-chefe do Brasil nas reuniões climáticas da ONU.
A COP30, que marcará os dez anos do Acordo de Paris sobre o clima, será uma oportunidade para revisar os compromissos mais recentes dos países para reduzir suas emissões de gases do efeito estufa. Esses governos têm até o mês que vem para submeter às Nações Unidas a revisão dos seus objetivos climáticos até 2035.
K.Brown--BTB