-
Bayer Leverkusen contrata lateral Miguel Gutiérrez após saída de Grimaldo
-
Filhote de hipopótamo da colônia de Escobar é resgatado na Colômbia
-
Relações com Argentina seguirão 'rebaixadas' enquanto 'persistirem os ataques' de Milei, diz fonte do Itamaraty
-
Ataque de mulher com objeto pontiagudo deixa quatro feridos em Londres
-
Vulcão na Guatemala reduz atividade eruptiva, mas risco continua
-
Arsenal pagará cerca de R$ 518 milhões por Bruno Guimarães
-
Candidato progressista Abdul El-Sayed vence primárias democratas no Michigan
-
SpaceX despenca em Wall Street após publicação de seus resultados
-
Venda de acesso preferencial a Truth Social por Trump levanta suspeitas
-
Outrora próspera, indústria têxtil de Bangladesh sofre com demissões em massa
-
IA da Anthropic cria identidades falsas em teste no Reino Unido
-
Cinco fatos sobre os eclipses solares
-
Netanyahu diz que Israel discorda do plano dos EUA para Gaza
-
Papa viajará ao Uruguai, Argentina e Peru em novembro
-
Bombardeios russos contra Kiev e arredores deixam ao menos 17 mortos
-
नूशा ऑबेल: क्या वह पॉट्सडैम की समस्याओं से निपटने के लिए तैयार हैं?
-
努莎·奧貝爾:她能否應對波茨坦面臨的問題?
-
누샤 오벨: 그녀가 포츠담의 문제들을 해결할 수 있을까?
-
ヌーシャ・オーベル:彼女はポツダムの抱える問題に対処できるのか?
-
Noosha Aubel: Será que está à altura dos problemas de Potsdam?
-
Нооша Аубель: Чи зможе вона впоратися з проблемами Потсдама?
-
Trump afirma que Ormuz abrirá 'em breve' e Irã será 'duramente atingido'
-
Em pico de tensão bilateral, Brasil pede que Argentina retire seu embaixador
-
Buenos Aires diz que Brasil pediu saída do embaixador argentino
-
Homem armado foi preso em campo de golfe de Trump
-
Justiça autoriza novo inquérito envolvendo filho de Lula
-
EUA revoga visto de embaixadora do Brasil por disputa diplomática
-
Mais de mil pessoas são evacuadas na Guatemala após erupção vulcânica
-
Termina protesto que deixou mais de 150 navios parados em portos argentinos
-
EUA diz que espera acordo sobre Ormuz "muito em breve" e faz petróleo cair
-
Comando Sul dos EUA anuncia força militar com aliados da região
-
Alcaraz desiste do Masters 1000 de Cincinnati devido a lesão no punho
-
Novo comissário quer levar a MLS ao 'próximo nível'
-
Protesto de práticos deixa mais de 150 navios parados em portos argentinos
-
Cidades-sede da Copa do Mundo cobram milhões de dólares que a Fifa teria prometido
-
EUA revoga visto de embaixadora do Brasil por disputa diplomática com governo Lula
-
Receita da SpaceX aumenta 92% em primeiro balanço desde abertura de capital
-
Mohamed Salah perto de assinar com o Trabzonspor, da Turquia
-
Sobe para 77 número de migrantes mortos tentando chegar a Ceuta
-
Foguete da SpaceX deve colidir com a Lua
-
Presidente da federação jordaniana acusa Infantino de 'chantagem'
-
EUA revoga visto de embaixadora do Brasil
-
Cepal pede que América Latina e Caribe transformem recursos naturais em poder de negociação
-
Maradona comia pouco e ficava prostrado na cama, revela cuidador em julgamento
-
Vozinha é apresentado no Colo Colo: 'Sempre acreditei que era jogador de time grande'
-
Svitolina e Swiatek avançam à 3ª rodada do WTA 1000 de Toronto
-
EUA espera acordo "muito em breve" sobre Estreito de Ormuz
-
Polícia do DF investiga plano de atentados contra Poderes durante as eleições
-
Arsenal intensifica negociações com Newcastle para contratar Bruno Guimarães
-
Nepal faz vigília em homenagem a alpinistas mortos em avalanche no Paquistão
Bernardo Arévalo é eleito presidente da Guatemala com forte discurso anticorrupção
O socialdemocrata Bernardo Arévalo, que promete uma luta ferrenha contra a corrupção, venceu as eleições presidenciais da Guatemala, de acordo com os resultados oficiais após a contagem de 95% das mesas de votação.
"Felizmente, já temos uma tendência extremamente importante", disse a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Irma Palencia, ao anunciar que Arévalo obteve 59% dos votos, enquanto sua rival, a ex-primeira-dama Sandra Torres, obteve 36%.
O presidente da Guatemala, o direitista Alejandro Giammattei, reagiu rapidamente. "Parabenizo também Bernardo Arévalo e estendo o convite para iniciar uma transição ordenada no dia seguinte à oficialização dos resultados", disse em sua conta na rede social X, antigo Twitter.
"A vitória de Arévalo significa uma derrota para a velha política, para o governo e para os nostálgicos da Guerra Fria. Um período diferente começa para o nosso país e será necessário uma mobilização para uma transição pacífica", afirmou o analista independente Miguel Ángel Sandoval à AFP.
Quase 3.500 centros de votação funcionaram normalmente durante o dia, e não foram relatados "incidentes significativos", disse a presidente do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), Irma Palencia, que afirmou que houve uma "participação histórica".
Filho de um presidente que deixou sua marca, Arévalo era visto como o favorito na corrida presidencial na Guatemala. Líder do partido Semilla, sua vitória ampla é atribuída ao fato de ter gerado esperanças de mudança em um país imerso em pobreza, violência e corrupção, fatores que levam milhares de guatemaltecos a migrar a cada ano.
Porém, ele é visto com apreensão pela elite política e empresarial que governa o país e é acusada de corrupção. O Ministério Público tentou tirá-lo da disputa para impedir sua chegada ao poder.
- "Serão tempos complexos" -
"A experiência diplomática e parlamentar fornecem [a Arévalo] uma base de conhecimento e experiência para formar uma ampla equipe de governo. Isso aumenta a sua legitimidade", afirmou Francisco Rojas, reitor da Universidade para a Paz da Costa Rica, à AFP.
"Será necessário ver se Sandra Torres reconhece a derrota, mas haverá um período longo antes da posse [em 14 de janeiro de 2024]. Serão tempos complexos", acrescentou.
Torres contou com o apoio silencioso de Giammattei e da poderosa elite empresarial aliada ao governo.
Ela lidera a Unidade Nacional da Esperança (UNE), um partido de centro-esquerda que nos últimos anos se inclinou para a direita. Torres é socialmente conservadora, mas ao mesmo tempo promete ajuda direta aos pobres, que representam 60% da população.
À tarde, Torres denunciou "algumas irregularidades" durante a votação. Desde sexta-feira, a candidata questionou o processo de contagem de votos e pediu que a justiça garantisse a "transparência" do segundo turno. Além disso, ela denunciou supostas "ações intrusivas" e "racistas" de observadores da União Europeia.
"Lamento muito essas declarações [de Torres], principalmente porque são infundadas. Ela não apresenta provas, apenas faz afirmações sem fundamento, o que basicamente não fortalece o processo", disse à AFP o analista político Edgar Ortiz.
Torres também recebeu o apoio silencioso de vários partidos de direita, pastores evangélicos e o Ministério Público, que tentou desqualificar o partido Semilla de Arévalo.
"As forças tradicionais apostaram em Torres, já que Arévalo é visto como um risco para a continuidade do sistema", disse à AFP o analista político Arturo Matute.
- Manobras judiciais -
A Suprema Corte anulou definitivamente na sexta-feira a ordem de um juiz para desqualificar o Semilla.
Com 64 anos e sociólogo, Arévalo é filho do primeiro presidente eleito democraticamente na Guatemala, Juan José Arévalo (1945-1951), e promete seguir o caminho de seu pai com uma agenda social e de mudança forte.
Além da campanha contra o Semilla, o Ministério Público conduz há alguns anos uma campanha contra jornalistas e funcionários judiciais que combateram a corrupção, tendo detido ou forçado ao exílio cerca de trinta deles.
Analistas apontam que a Guatemala está vivendo um retrocesso em direção ao autoritarismo como reação ao estabelecimento da Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), uma entidade criada pela ONU que investigou a corrupção governamental entre 2007 e 2019.
Em 2019, o então presidente de direita, Jimmy Morales, encerrou a CICIG, e Giammattei não quis ressuscitá-la.
- "Candidata da mentira" -
No entanto, a ex-primeira-dama, de 67 anos, tentou enfraquecer seu adversário afirmando que ele é ateu - embora ele seja católico como ela - e que ele deseja legalizar o aborto, uniões entre pessoas do mesmo sexo e drogas. Ela também chamou os seguidores do Semilla de "huecos" (termo pejorativo para se referir a homossexuais).
Ela assegura que Arévalo planeja expropriações e que transformará a Guatemala "em uma Venezuela e em uma Cuba".
Arévalo definiu a adversária como "a candidata da mentira e desinformação".
A.Gasser--BTB