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Tribunal de apelações da Suíça absolve Blatter e Platini em caso de corrupção
O suíço Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, e o ex-jogador francês Michel Platini, ex-presidente da Uefa, foram novamente absolvidos em um julgamento de apelação nesta terça-feira (25) pela Justiça suíça, que não os considerou culpados de fraude.
Assim como na primeira instância em 2022, a corte extraordinária de apelação do Tribunal Penal Federal reunida em Muttenz, noroeste da Suíça, rejeitou o pedido da Procuradoria que havia solicitado 20 meses de prisão com suspensão condicional da pena para cada um dos acusados.
Após quase 10 anos de um processo que frustrou a ambição de Platini de chegar à presidência da Fifa, ainda resta a possibilidade de um último recurso de apelação ao Tribunal Federal Suíço, mas apenas com base em motivos jurídicos limitados.
"Após duas absolvições, a Procuradoria-Geral deve admitir que este processo fracassou de maneira definitiva. Michel Platini deve finalmente ficar em paz de qualquer processo penal", afirmou o advogado do francês, Dominic Nellen, após o anúncio da sentença.
Durante quatro dias, o ex-capitão da seleção francesa, 69 anos, e o ex-presidente da Fifa, 89 anos, compareceram novamente à Justiça suíça, que os acusava de terem "obtido ilegalmente, em prejuízo da Fifa, um pagamento de dois milhões de francos suíços" (1,8 milhão de euros na época), "em favor de Michel Platini".
Defesa e acusação concordavam em um ponto: o três vezes vencedor do prêmio Bola de Ouro assessorou Blatter entre 1998 e 2002, durante o primeiro mandato do suíço à frente da Fifa, e ambos concordaram em 1999 com um contrato de remuneração de 300.000 francos por este trabalho, totalmente pago pela entidade.
Mas em janeiro de 2011, Platini, que foi presidente da Uefa de 2007 a 2015, solicitou o pagamento de uma dívida de dois milhões de francos, classificada pela acusação como "fatura falsa".
Os dois ex-dirigentes sempre alegaram que, a princípio, estabeleceram um acordo, por meio de um "acordo de cavalheiros" verbal e sem testemunhas, para um salário de um milhão de francos, mas que o estado precário das finanças da Fifa impediu o pagamento imediato da quantia.
O tribunal suíço considerou que os argumentos dos dois acusados "são globalmente coerentes nos pontos essenciais" e qualificou como "verossímil" que Platini tenha concordado com um salário tão elevado, levando em consideração sua reputação e seu passado como jogador de futebol.
O caso afastou Platini da possibilidade de disputara a presidência da Fifa em fevereiro de 2016, quando foi eleito Gianni Infantino, até então braço direito do francês na Uefa.
C.Kovalenko--BTB