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Universidade britânica fará exposição de obra roubada e recuperada de Shakespeare
A história do roubo e a recuperação de um exemplar da primeira coleção de obras de William Shakespeare, de 1623, será tema de uma exposição a partir desta sexta-feira (4) na Universidade de Durham (Inglaterra), de onde foi furtado em 1998.
O exemplar de "First Folio", do famoso dramaturgo britânico, é uma das 235 cópias existentes desta peça no mundo, das aproximadamente 800 que foram impressas sete anos depois da morte do escritor, em 1616.
O livro, roubado há 27 anos da biblioteca da universidade da cidade do norte da Inglaterra, avaliado em aproximadamente US$ 1,3 milhão de dólares (R$ 7,4 milhões, na cotação atual), inclui, entre outras, obras como "Macbeth" e "Noite de Reis".
Em 2008, dez anos após seu roubo, essa obra, considerada uma das mais importantes da literatura inglesa, reapareceu em outra biblioteca, a Folger Shakespeare Library, em Washington (Estados Unidos), quando um homem foi até lá com a cópia para autenticá-la.
Apesar da ausência da capa e de várias páginas faltando, os especialistas identificaram o volume como sendo o que foi roubado em Durham e alertaram as autoridades, que prenderam o homem, Raymond Scott, natural da pequena cidade de Washington, próxima a Durham.
Durante seu julgamento em 2010 no Reino Unido, Scott, que compareceu ao tribunal vestido como Fidel Castro, alegou ter encontrado o livro durante as férias em Cuba, mas foi condenado a oito anos de prisão por posse de bens roubados.
Ele cometeu suicídio na prisão em 2012 sem nunca admitir o roubo.
O público agora poderá ver a famosa cópia do "First Folio", que retornou em 2010 à biblioteca da Universidade de Durham.
A exposição "Shakespeare Recovered" (Shakespeare recuperado, em tradução livre), será inaugurada nesta sexta-feira e vai até 2 de novembro, analisando, entre outros, o trabalho significativo realizado por especialistas para restaurar a peça.
"Tendo sido objeto de um roubo e de uma operação internacional para recuperá-lo, 'First Folio' é realmente excepcional", explicou Stuart Hunt, bibliotecário da universidade britânica, nesta quinta-feira (3).
C.Kovalenko--BTB