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Mais de 50.000 fiéis visitam o velório do papa Francisco
Mais de 50.000 fiéis visitaram até o momento o velório do papa Francisco na Basílica de São Pedro, que fechou por apenas algumas horas desde que abriu as portas na quarta-feira (23) para receber a multidão.
A maior igreja do mundo deveria fechar à meia-noite (19h00 de Brasília), mas permitiu o acesso de fiéis até 5h30 (0h30 de Brasília), informou o Vaticano. O templo reabriu às 7h00 (2h00 de Brasília), quando milhares de pessoas já estavam aglomeradas em seus acessos.
Vinte e quatro horas depois da abertura da basílica, o Vaticano informou que mais de 50.000 pessoas apresentaram seus respeitos diante do caixão do primeiro papa latino-americano.
"É uma referência muito importante em muitos aspectos, não apenas para a Igreja Católica, mas para o mundo", afirmou à AFP Ana Sofía Alicata, argentina de 26 anos que visita Roma. "Abriu muitas portas para muita gente, aproximou muito os jovens da igreja".
Sob uma chuva suave, Ana Sofía e sua amiga Florencia Soria entraram na fila para entrar na Basílica de São Pedro, com um café na mão e preparadas para uma longa espera que pode durar até quatro horas.
A capela-ardente será mantida até sexta-feira à noite, antes de um funeral de Estado que contará com a presença de presidentes como Donald Trump, Javier Milei e Luiz Inácio Lula da Silva, além do rei Felipe VI da Espanha e do secretário-geral da ONU, António Guterres, entre outros.
O governo italiano prevê a presença de entre 150 e 170 delegações estrangeiras no serviço e reforçou a segurança de Roma, o que inclui o fechamento de vias e postos de controle rigorosos.
O sepultamento de Jorge Mario Bergoglio também acontecerá no sábado, na Basílica de Santa Maria Maior de Roma, o primeiro de um pontífice fora do Vaticano desde Leão XIII em 1903.
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O papa "do fim do mundo" liderou a Igreja Católica a partir de 2013, com um pontificado reformista que enfrentou críticas do setor mais conservador da instituição.
Francisco faleceu na manhã de segunda-feira (21), aos 88 anos, um dia após sua última aparição pública, quando percorreu a Praça de São Pedro a bordo do papamóvel por ocasião da sua bênção "urbi et orbi" do Domingo de Páscoa.
O caixão foi posicionado diante do imponente baldaquino barroco de São Pedro. O corpo foi transportado na quarta-feira em uma procissão a partir da residência de Santa Marta, onde o pontífice faleceu. Está exposto com seu inseparável rosário entre as mãos, casula vermelha e sapatos pretos, símbolo de austeridade.
O jesuíta argentino deixou instruções para um funeral sem luxos, em linha com seu pontificado. E exigiu que seu corpo não fosse colocado em um catafalco, ao contrário de seus antecessores.
O acesso à basílica tem controles similares aos dos aeroportos, com aparelhos de raio-X e detectores de metais. Policiais e soldados protegem a região do Vaticano.
- Sem data para o conclave -
O Vaticano descartou até o momento decidir a data de início do conclave para manter o foco no funeral.
A eleição deve acontecer na emblemática Capela Sistina em um prazo de entre 15 e 20 dias a partir da morte. Mais de dois terços dos 135 cardeais eleitores foram nomeados pelo falecido papa.
Depois de definir a data do funeral, os cardeais decidiram na quarta-feira que os tradicionais nove dias de luto no Vaticano após a morte de um pontífice - os Novemdiales - começarão no sábado.
As autoridades também determinaram uma zona de exclusão aérea sobre Roma e acionaram unidades antidrone com sistemas de bloqueio de sinais para prevenir qualquer atividade suspeita.
Aviões de combate estão em alerta para intervir, enquanto helicópteros da polícia sobrevoam o centro histórico e franco-atiradores foram posicionados nos telhados da Via della Conciliazione, que leva à Praça de São Pedro, e na colina próxima de Gianicolo.
K.Thomson--BTB