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Suspeito de atacar manifestação judaica enfrenta 12 acusações de crime de ódio nos EUA
O suspeito de lançar coquetéis molotov contra uma manifestação nos Estados Unidos pela libertação de reféns israelenses na Faixa de Gaza responderá por 12 acusações de crime de ódio na esfera federal, informou o Departamento de Justiça nesta quarta-feira (25).
Mohamed Sabry Soliman foi denunciado com essas acusações adicionais por supostamente ter lançado coquetéis molotov contra um grupo do movimento "Run for Their Lives", que protestava no início de junho no estado do Colorado, no oeste dos Estados Unidos, pela libertação de israelenses mantidos reféns pelo Hamas.
As autoridades afirmam que 15 pessoas, com idades entre 25 e 88 anos, ficaram feridas no ataque registrado em 1º de junho em um parque na cidade de Boulder.
Segundo a acusação, Soliman chegou ao parque naquele domingo com um pulverizador contendo líquido inflamável em uma mochila e pelo menos 18 coquetéis molotov.
"Por volta das 13h30 [horário local, 14h30 em Brasília], Soliman se aproximou do grupo 'Run for Their Lives' e lançou dois coquetéis molotov acesos. Ao atirar um desses artefatos, gritou 'Palestina livre!'", afirmou o Departamento de Justiça.
Ainda de acordo com a acusação, os investigadores encontraram um manuscrito antissionista no veículo que ele dirigia. O texto descrevia Israel como uma "entidade cancerígena", segundo o Departamento de Justiça.
Em entrevista às autoridades, Soliman declarou que "qualquer um que apoie a existência de Israel em nossa terra" é sionista, e que "decidiu se vingar dessas pessoas".
A acusação acrescenta que o suspeito encontrou o evento "Run for Their Lives" após procurar na internet por manifestações "sionistas".
Soliman, um egípcio de 45 anos que, segundo as autoridades, excedeu o prazo do visto de turista e permaneceu irregularmente nos Estados Unidos, enfrenta mais de 100 acusações pelo ataque nas esferas estadual e federal, incluindo várias por tentativa de homicídio e também por crime de ódio.
O promotor do condado de Boulder, Michael Dougherty, declarou que ele pode ser condenado a centenas de anos de prisão, caso seja considerado culpado.
O ataque no Colorado ocorreu menos de duas semanas depois que dois funcionários da embaixada de Israel morreram em uma ataque a tiros em frente a um museu judaico em Washington, onde um suspeito de 31 anos que gritava "Palestina livre!" foi preso.
Pouco depois do incidente no Colorado, o presidente Donald Trump afirmou que o episódio o motivou a tomar a decisão de proibir ou restringir a entrada de cidadãos de 19 países nos Estados Unidos.
B.Shevchenko--BTB