-
Trump retorna ao jantar dos correspondentes três meses após ataque caótico
-
Hungria anuncia investigação sobre zebras pertencentes a associado de Orbán
-
Bairros no Peru com o nome de 'Keiko Fujimori' esperam que presidente eleita cumpra promessas
-
Israel prepara 'operação antiterrorista' na Cisjordânia após violência mortal
-
Buscas por desaparecidos continuam um mês após terremotos na Venezuela
-
Montanhista suíço morre e mulher de 99 anos é resgatada no Monte Fuji
-
Seis candidatos para dirigir a ONU se enfrentam em debate televisivo
-
UE acusa TikTok de expor menores a riscos online
-
Ucrânia ataca com drones depósito de gigante comercial russo perto de São Petersburgo
-
Incêndios colocam Espanha em 'situação dramática' e obrigam a deslocamentos na França
-
EUA lança novos ataques contra Irã
-
EUA reativa guerra comercial com nova rodada de tarifas
-
EUA ameaça punir Irã após ataques de rebeldes do Iêmen
-
Oito mil novas espécies de insetos são identificadas por meio do DNA no Equador
-
Luka Modric renova com o Milan por mais uma temporada
-
Comic-Con começa nos EUA em meio a expectativa por retorno da Marvel
-
Presidente argentino Milei se reunirá com Flávio Bolsonaro no Brasil
-
Condenado à prisão perpétua homem que assassinou congressista estadual nos EUA
-
Ferrari quer parar Antonelli na Hungria antes da pausa da Fórmula 1
-
Néstor Lorenzo renova como técnico da seleção da Colômbia
-
As principais bases que abrigam Forças Armadas dos EUA no Oriente Médio
-
Barcelona confirma ruptura de ligamento do joelho de Frenkie De Jong
-
Atacante grego Christos Tzolis troca Brugge pelo Arsenal em transferência recorde na Bélgica
-
TotalEnergies avalia sair de projeto russo de GNL
-
Garnacho assina com Aston Villa cedido por empréstimo pelo Chelsea
-
Brasil tem mínimo de mortes violentas em 14 anos, mas letalidade policial e feminicídios crescem
-
Grêmio anuncia contratação do atacante Jovane Cabral, revelação da Copa com Cabo Verde
-
Manchester City contrata volante Elliot Anderson por valor recorde para o clube
-
Em paraíso costeiro da Venezuela, sucata ajuda a sobreviver após terremotos
-
Barcelona anuncia contratação do atacante alemão Karim Adeyemi
-
Novo primeiro-ministro britânico anuncia medidas de apoio aos pubs
-
Federação da Noruega fará denúncia ao Comitê de Ética da Fifa pelo caso Balogun
-
EUA ameaça castigar Irã após ataques de rebeldes do Iêmen a navios
-
Comic-Con começa nesta quinta-feira na Califórnia
-
França apresentará novo técnico na próxima 3ª feira
-
BCE mantém juros inalterados, mas abre a porta para alta em setembro
-
Ministro israelense reza na Esplanada das Mesquitas, desafiando o status quo
-
Banco Mundial estima em cerca de US$ 19,5 bi danos dos terremotos na Venezuela
-
Trump condiciona acordo nuclear civil com Arábia Saudita a reconhecimento de Israel
AFP, AP, Reuters e BBC exigem que Israel permita livre acesso de jornalistas a Gaza
As agências de notícias AFP, AP e Reuters e a rede britânica BBC lançaram nesta quinta-feira (24) um apelo conjunto a Israel para "autorizar a entrada e saída de jornalistas em Gaza", após mais de 21 meses de guerra.
"Os jornalistas enfrentam inúmeras privações e dificuldades em zonas de guerra. Estamos profundamente preocupados com o fato de que, agora, a fome ameaça sua sobrevivência", afirmaram a Agence France-Presse, a Associated Press, a Reuters e a BBC News em uma declaração conjunta.
"Instamos mais uma vez as autoridades israelenses a permitirem a entrada e saída de jornalistas em Gaza. É essencial que os alimentos cheguem em quantidades suficientes à população local", enfatizaram.
Os veículos de comunicação internacionais declararam-se "profundamente preocupados com a situação" dos seus jornalistas no enclave palestino, "que têm cada vez mais dificuldades em satisfazer as necessidades alimentares das suas famílias e as suas próprias".
"Esses jornalistas independentes têm sido os olhos e ouvidos do mundo em Gaza. Agora, eles enfrentam as mesmas condições drásticas que a população que cobrem", afirmaram.
Os relatos de jornalistas em perigo têm se multiplicado nos últimos dias em Gaza.
Segundo relatam, sofrem de fome extrema, falta de água potável e um crescente esgotamento físico e mental, o que os obriga, por vezes, a reduzir a cobertura da guerra, desencadeada em 7 de outubro de 2023 por um ataque sem precedentes do movimento palestino Hamas em Israel.
A ONU e uma centena de ONGs deram o alarme sobre a fome em Gaza, que também afeta seus próprios funcionários.
"Há meses assistimos impotentes a uma deterioração drástica" das condições de vida de inúmeros colaboradores da AFP, e "sua situação é hoje insustentável", afirmou a agência em um comunicado na segunda-feira. Sua Sociedade de Jornalistas alertou ainda para o risco de "vê-los morrer".
O governo israelense se defende, dizendo que não é responsável pela escassez de alimentos e que o Hamas dificulta a distribuição ou saqueia a ajuda para revendê-la, o que o movimento islamista nega veementemente.
"É uma situação difícil causada pelo Hamas", disse na quarta-feira o porta-voz do governo israelense, David Mencer.
- Pressão internacional crescente -
Depois de impor um cerco total a Gaza em outubro de 2023, Israel voltou a bloquear o enclave costeiro palestino no início de março, o que foi parcialmente aliviado no final de maio.
Mais de dois milhões de habitantes de Gaza enfrentam grandes dificuldades para ter acesso a alimentos, medicamentos e combustível.
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), uma organização independente norte-americana, juntou-se à pressão na quarta-feira.
"O mundo deve agir agora: proteger (esses profissionais), alimentá-los e permitir que se recuperem enquanto outros jornalistas chegam para estender-lhes a mão", enfatizou a diretora regional do Comitê, Sara Qudah.
Desde o final de 2023, os únicos jornalistas que conseguiram entrar na Faixa de Gaza vindos do exterior o fizeram acompanhados pelo Exército israelense, e suas reportagens foram submetidas à censura militar.
A ONG Repórteres Sem Fronteiras afirmou em 7 de maio que, desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023, "o Exército de Israel matou cerca de 200 jornalistas, dos quais pelo menos 44 estavam no exercício de suas funções" na Faixa de Gaza.
B.Shevchenko--BTB