-
María Corina Machado não se arrepende de presentear Trump com o Nobel da Paz
-
Atriz francesa Nathalie Baye morre aos 77 anos
-
Líderes progressistas se reúnem em Barcelona para 'proteger' a democracia
-
Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz em resposta ao bloqueio de seus portos
-
Irã ameaça fechar novamente Ormuz se bloqueio dos EUA continuar
-
EUA prorroga levantamento de sanções contra petróleo russo
-
As maiores estreias da CinemaCon
-
'Já ganhamos de outros favoritos', diz Endrick à AFP antes de desafiar o PSG
-
Inter de Milão vence Cagliari (3-0) e acelera rumo ao título da Serie A
-
Coventry de Lampard volta à Premier League após 25 anos
-
Presidente da Colômbia alerta sobre complô contra seu candidato a sucedê-lo
-
Lens vence Toulouse (3-2) de virada nos acréscimos e ainda sonha com título da Ligue 1
-
Griezmann quer dar título da Copa do Rei ao Atlético de Madrid na final contra Real Sociedad
-
Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, morre aos 68 anos
-
Passagens de trem de Nova York para o estádio de Nova Jersey serão 12 vezes mais caras durante a Copa
-
Locatelli renova seu contrato com a Juventus até 2030
-
Bickerstaff, do Detroit Pistons, é eleito treinador do ano da NBA
-
Lesionado, argentino Cuti Romero está fora do restante da temporada e preocupa para Copa
-
Uefa abre processo contra o Bayern por incidente que deixou fotógrafos feridos no jogo contra Real Madrid
-
Trump diz à AFP que não há 'pontos conflituosos' para acordo com Irã
-
Papa denuncia uso da IA para fomentar 'os conflitos, os medos e a violência'
-
Fils, Jodar, Rublev e Medjedovic vão às semifinais do ATP 500 de Barcelona
-
Trump garante à AFP que acordo com Irã está 'muito perto'
-
Alcaraz desiste do Masters 1000 de Madri devido a lesão no punho
-
Show de Kanye West na Polônia é cancelado após críticas do governo
-
Irã declara Estreito de Ormuz 'totalmente aberto' com início da trégua no Líbano
-
Moisés Caicedo renova com Chelsea até 2033
-
Mais de uma dezena de países estão dispostos a lançar missão em Ormuz
-
Oposição espanhola apoia María Corina Machado, que se recusa a encontrar Sánchez
-
Lula alerta que, quando democracia retrocede, 'acontece um Hitler'
-
Trump diz que acordo com Irã está muito próximo
-
Renard é demitido do cargo de técnico da Arábia Saudita a menos de 2 meses da Copa do Mundo
-
Mutilação genital, uma tragédia silenciosa para crianças indígenas na Colômbia
-
Mutilação genital, uma tragédia genital para crianças indígenas na Colômbia
-
Em uma Cuba em crise, igrejas ampliam seu papel social
-
França e Reino Unido discutem com aliados segurança do Estreito de Ormuz
-
Mulher esquece pacote com 20 tarântulas em trem na Alemanha
-
Papa Leão XIV celebra missa para 120.000 fiéis durante visita a Camarões
-
Esperança e burocracia marcam regularização de imigrantes na Espanha
-
Fãs japoneses dão boas-vindas ao BTS no início de nova turnê mundial
-
Premiê britânico sob pressão por caso de ex-embaixador vinculado a Epstein
-
Esposa do primeiro-ministro belga conta sobre seu sofrimento com anorexia
-
Deslocados retornam para casas destruídas no Líbano após anúncio de trégua
-
Ex-presidente de Mianmar libertado após anistia geral
-
Starmer volta a ser pressionado por nomeação de ex-embaixador vinculado a Epstein
-
Rapper é preso nos EUA em conexão com assassinato de uma adolescente
-
Flamengo goleia Independiente Medellín (4-1) e lidera Grupo A da Libertadores
-
Jogadoras iranianas que receberam asilo na Austrália veem com esperança seu futuro no país
-
Marvel revela primeiro trailer de 'Vingadores: Doutor Destino'
-
Astronautas da Artemis II voltam a conviver com a gravidade e elogiam nave
Jara x Kast, duas visões da mulher e da sociedade no Chile
O Chile decidirá, no segundo turno presidencial, no domingo (14), entre duas visões da sociedade e dos direitos individuais: a esquerdista Jeannette Jara defende mais direitos para as mulheres, incluindo a descriminalização do aborto, enquanto José Antonio Kast, católico de extrema direita e favorito nas pesquisas, se opõe a qualquer abertura.
Durante muito tempo um dos países mais conservadores da América Latina, com uma forte influência da Igreja, o Chile só em 2004 autorizou o divórcio e, em 2017, levantou a proibição total da interrupção voluntária da gravidez.
No entanto, o aborto só está permitido em casos de estupro, risco para a vida da mãe ou inviabilidade do feto.
Após a eclosão social de 2019 contra as desigualdades, uma lei de casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovada no final de 2021.
Depois, o presidente de esquerda Gabriel Boric, liderou, em 2022, um governo que se autodenominou "feminista".
A ministra chilena da Mulher, Antonia Orellana, elogiou em uma entrevista à AFP "quatro anos de avanço", entre eles a criação de um registro nacional de devedores de pensão alimentícia, em sua maioria pais, um mecanismo que beneficiou mais de 300 mil famílias.
Uma ampla lei de prevenção e combate às violências contra mulheres também foi aprovada. Mas, Orellana disse que está "preocupada" com o que pode acontecer com este texto cuja implementação ainda exige "vários anos de esforços e vontade política".
Uma das promessas de campanha de Boric, garantir o direito ao aborto legal, seguro e gratuito, continua sendo objeto de debate em um Parlamento dividido.
- Ultraconservador contra progressista -
Javiera Mena, porta-voz da Coordenadoria Feminista 8M, afirma que com José Antonio Kast "os direitos sexuais e reprodutivos, a educação sexual integral (...), são o que estão em risco".
Este admirador do ditador Augusto Pinochet já se manifestou, no passado, contra o aborto, a anticoncepção, o divórcio e o casamento homossexual, em particular durante a campanha presidencial de 2021, na qual enfrentou Boric.
Também propôs eliminar o Ministério da Mulher, mas voltou atrás.
Membro do movimento católico conservador Schönstatt e defensor de um modelo tradicional de família, é casado e possui nove filhos.
Nesta candidatura à presidência, a terceira, Kast evitou o tema dos direitos individuais e centrou toda sua campanha na mão dura contra a insegurança e a imigração irregular.
Consultado em novembro sobre sua oposição à venda de pílulas do dia seguinte em farmácias, Kast, que se negou a permitir que sua esposa tomasse anticoncepcionais, deu a entender que suas convicções não haviam mudado. "Sou a mesma pessoa", disse.
Entre os dois turnos, Arturo Squella, presidente do Partido Republicano de Kast, pareceu querer tranquilizar uma parte do eleitorado ao afirmar que modificar a lei do aborto limitada a três causas "não está nos planos".
Jara, nascida em um bairro popular e mãe de um filho, tem um discurso muito diferente.
Ex-ministra do Trabalho no governo de Boric, esta moderada que representa uma ampla coalizão de esquerda promete um governo "de equidade e igualdade entre homens e mulheres".
Também projeta apoiar, no Parlamento, o texto que busca legalizar o aborto até 14 semanas de gestação.
Em Santiago, uma potencial vitória de Kast preocupa os eleitores de Jara.
"Lutou-se muito durante anos para que as mulheres tenham direito a algo tão simples como decidir sobre nosso corpo, nossa sexualidade, nossos direitos reprodutivos. E que agora apareça uma figura que é contra tudo isso e seja capaz de suprimi-lo, acho que é muito perigoso", opina Isadora Trazar, estudante de 22 anos.
"Kast é um misógeno", dispara Luis Vergara Carrillo, de 65 anos. "Quer decidir com a sua gente o que é melhor ou pior para as mulheres. E isso, nos tempos de hoje, não tem cabimento", declara este operário da construção.
- Ideologia patriarcal -
"Kast parece não gostar muito de mulheres", diz Claudia Silva, de 63 anos, calmamente. Mas isso não desanima esta eleitora, obrigada por uma "pensão miserável" a trabalhar como taxista. "Pela segurança, fico com Kast", afirma.
Guillaume Long, analista do Centro de Pesquisa de Política Econômica (CEPR), vê em Kast um "personagem muito ideológico", "convencido da construção de um mundo muito mais patriarcal".
Com tudo isso, se for eleito, não teria "uma estrada livre pela frente" e teria que encontrar apoios em um Parlamento fragmentado para aprovar projetos de lei.
Carolina Urrego-Sandoval, especialista em relações internacionais da Universidade dos Andes de Bogotá, não prevê um retrocesso nas leis já aprovadas.
Por outro lado, prevê "transformações nos discursos", cortes de financiamento para diversas iniciativas em favor das mulheres e das pessoas LGBT+, e também um retrocesso da educação sexual.
K.Brown--BTB