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Avião de pequeno porte parece ter se chocado contra arranha-céu em Pequim
Um avião de pequeno porte parece ter se chocado contra o arranha-céu mais alto de Pequim nesta sexta-feira (26), onde testemunhas viram destroços e jornalistas da AFP observaram um buraco nos andares superiores do edifício.
Em um vídeo gravado de um prédio próximo, caminhões dos bombeiros aparecem lançando água sobre grandes colunas de fumaça que saem da Torre Citic, de 528 metros de altura, localizada no distrito financeiro, no leste da capital chinesa.
As imagens também mostram um fragmento do que parece ser uma pequena aeronave ao pé do edifício, situado nas proximidades da sede da televisão estatal chinesa.
Um vídeo que circula nas redes sociais chinesas parece mostrar destroços caindo da Torre Citic. A AFP não conseguiu verificar sua autenticidade.
Jornalistas da AFP observaram janelas destruídas em um dos andares superiores da torre. Havia forte presença policial e ambulâncias no local.
Se uma aeronave realmente atingiu a Torre Citic, trata-se de um incidente incomum em Pequim, cidade submetida a rígidas medidas de segurança e a severas restrições ao uso do espaço aéreo.
A AFP entrou em contato com a polícia, que se recusou a comentar o incidente.
- "Impactada" -
A imprensa chinesa não noticiou o incidente e as postagens nas redes sociais foram censuradas.
"Não sei por que esse avião veio sobrevoar esta área. É realmente muito estranho", disse à AFP uma testemunha que pediu para permanecer anônima.
"Quando saí, vi destroços. Parecia parte de um avião", disse à AFP outro homem que afirmou trabalhar na Torre Citic.
Dezenas de funcionários da limpeza estavam perto do perímetro de segurança.
Uma mulher disse à AFP que os ocupantes da Torre Citic receberam ordens para evacuar pelas escadas, sem usar os elevadores.
"Desci correndo dezenas de andares", disse ela.
A Torre Citic tem capacidade para cerca de 12.000 funcionários.
"Algo assim não pode acontecer em Pequim. Isto é Pequim... É bastante comum no exterior, mas não deveria acontecer na China", disse à AFP uma mulher que observava o prédio da rua. "Estou realmente impactada."
- Drones -
Um estudante relatou à AFP que foi ao local assim que a notícia do incidente começou a circular em um grupo de entusiastas da aviação nas redes sociais.
Segundo ele, as imagens e postagens relacionadas ao incidente foram rapidamente removidas da internet.
A China impõe restrições rigorosas ao uso de seu espaço aéreo, especialmente sobre a capital.
Em abril, as autoridades chinesas anunciaram a proibição da venda de drones em Pequim e exigiram que os usuários obtivessem autorização prévia para sobrevoar a capital.
Os serviços de segurança mantêm vigilância reforçada em Pequim. No entanto, em 2013, dois turistas morreram perto da Praça Tiananmen quando um carro atropelou uma multidão na calçada e pegou fogo.
As autoridades atribuíram esse ataque a separatistas da região de Xinjiang (noroeste da China).
ll-pfc-isk-dhw-ehl/mr/erl/ahg/aa
B.Shevchenko--BTB