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Bombas em frente a sedes estatais no Equador causam danos e deixam um ferido
A explosão de duas bombas em frente a escritórios estatais em Quito causou danos e deixou um ferido, nesta segunda-feira (29), cinco dias depois que outro artefato explosivo foi desativado na capital, informaram as autoridades equatorianas.
As detonações, ocorridas em frente às sedes do ministério da Agricultura e da Agência de Regulação e Controle Mineiro (Arcom), ocorrem enquanto o Equador enfrenta um aumento da violência dos cartéis de drogas.
Na última quinta-feira, um esquadrão antibombas desativou um artefato colocado aos pés de um complexo judicial, sem deixar vítimas.
As bombas que, segundo a Arcom, foram dirigidas contra sua sede, explodiram e causaram alarme no movimentado setor norte de Quito, cercado de residências e um posto de gasolina.
A princípio, a polícia local informou pelo Facebook que "uma explosão controlada foi executada (...) para neutralizar o artefato". Mas depois admitiu que seu pessoal se dirigiu ao local após as explosões.
A polícia "foi verificar uma suposta detonação ocorrida no exterior" das entidades estatais, inclusive escritórios de meios de comunicação, informou um porta-voz da polícia em um chat com jornalistas.
O coronel Patricio Armendariz, chefe de polícia de Quito, declarou à imprensa no local que "desceram de um veículo dois indivíduos que deixaram dois aparelhos explosivos" que, ao detonar, causaram danos em um raio de cerca de 50 metros.
Ele destacou que os agentes encontraram um panfleto com ameaças contra funcionários da Arcom.
A Arcom informou, em um comunicado, que suas instalações "foram alvo de um atentado com explosivos, que causou danos materiais no edifício da planta central e imóveis vizinhos".
A entidade acrescentou que "um integrante da equipe de segurança foi afetado pela onda expansiva e recebeu atendimento oportuno, encontrando-se fora de perigo".
Na periferia de Quito também foi encontrado um automóvel totalmente queimado que teria relação com o fato desta segunda-feira, que deixou vidraças quebradas, segundo o major Jorge Pastor, chefe de polícia da unidade de Operações Motorizadas.
Com o apoio dos Estados Unidos, o governo do presidente Daniel Noboa mantém uma guerra contra o crime organizado, que assola o país em sua disputa pelo controle do narcotráfico e do garimpo ilegal.
No Equador, entre 60% e 70% da produção de ouro são ilegais e geram mais de 1,6 bilhão de dólares (R$ 8,2 bilhões) por ano, segundo a Câmara de Mineração.
"Este ataque não deterá as ações que o Estado impulsiona para combater a extração ilícita de minerais", expressou a Arcom.
O Equador se tornou um dos países mais violentos da América Latina em 2025, com 51 homicídios por 100.000 habitantes, o equivalente a um por hora, segundo o Insight Crime.
Transitam pelo país sul-americano 70% da cocaína de seus vizinhos Colômbia e Peru, principais produtores mundiais desta droga.
O.Krause--BTB