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AFP recebe prêmio italiano de direitos humanos
A agência France-Presse (AFP) recebeu, nesta segunda-feira (12), um prêmio italiano de direitos humanos por sua cobertura em zonas de guerra, distinção que compartilhou com o cardeal Pierbattista Pizzaballa e uma ONG de ajuda alimentar.
O reconhecimento tem como objetivo "prestar homenagem àqueles que, todos os dias, contribuem para que os direitos humanos se tornem uma realidade", explicou a Fundação De Sanctis, que organiza o prêmio.
Giovanna Botteri, membro do júri, jornalista e escritora, elogiou "a incrível dedicação demonstrada pela AFP ao informar diretamente do terreno sobre os conflitos no Oriente Médio, na Faixa de Gaza e na Ucrânia".
A cerimônia de entrega dos prêmios, realizada no Tribunal de Cassação da Itália, em Roma, contou com a presença do presidente Sergio Mattarella, do ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, e do titular da pasta do Interior, Matteo Piantedosi.
Monsenhor Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém e mais alto dignitário católico do Oriente Médio, fez o discurso de abertura.
Pierre Ausseill, diretor da AFP Europa, recebeu o prêmio em nome da Agence France-Presse. Os direitos humanos constituem "um fio condutor que atravessa grande parte do nosso trabalho", afirmou.
Ausseill prestou homenagem ao videojornalista da AFP Arman Soldin, morto aos 32 anos por disparos russos no leste da Ucrânia em 2023. Soldin iniciou sua carreira na AFP como estagiário no escritório da agência em Roma.
A AFP, a agência de notícias mais antiga do mundo, conta com 1.840 jornalistas.
O terceiro laureado com o prêmio foi a Cucine Popolari (Cozinhas Populares), uma ONG de Bolonha, no centro da Itália, que administra quatro refeitórios sociais para pessoas sem recursos.
dt-ljm/eba/erl/jvb/mvv
O.Bulka--BTB