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Academia muda regras e obrigará votantes a ver filmes indicados ao Oscar
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou, nesta segunda-feira (21), uma mudança nas regras do Oscar que obriga seus membros a assistirem a todos os filmes indicados na categoria na qual desejam votar.
Até agora, os votantes só precisavam dar sua palavra de que tinham visto os filmes para votar, mas na prática alguns escolhiam entre os nomeados sem terem visto as produções e influenciados pela moda.
"Os membros da Academia agora devem ver todos os filmes indicados em cada categoria para estarem habilitados a votar na rodada final do Oscar", afirmou a entidade em um comunicado, explicando que a nova regra será aplicada na próxima premiação, prevista para março de 2026.
Apenas os estúdios concorrendo ao Oscar de Melhor Filme, que geralmente tem dez nomeações, fazem campanha todos os anos para tentar garantir que os votantes vejam as suas produções. São eventos como festivais, projeções privadas ou públicas que poderiam ser acompanhadas de rodadas de perguntas e respostas com os atores, entre outros.
A Academia não esclareceu como irá verificar que os seus membros realmente assistam aos filmes indicados a uma categoria.
Mas o Hollywood Reporter indicou que a Academia poderia usar sua plataforma de streaming reservada para membros para comprovar que assistiram às obras.
E aqueles que os virem em outros espaços, por exemplo em um festival ou nos cinemas, terão que "preencher um formulário declarando quando e onde viram o filme", disse a revista.
A Academia anunciou outras mudanças de regras em relação ao uso de inteligência artificial (IA) depois de esta tecnologia ter sido usada nos filmes "O Brustalista" e "Emilia Pérez", o que provocou debates no Oscar deste ano.
O uso de IA não causa desqualificação, afirmou. A realização de um filme com IA generativa ou outra ferramenta tecnológica "não ajuda nem prejudica as chances de obter uma indicação", explicou.
"A Academia e cada área julgarão a atuação tendo em conta que lugar ocupa o ser humano no coração da criação ao escolher o filme que será premiado", concluiu.
G.Schulte--BTB