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Canadá avança na construção de novo oleoduto para reduzir dependência dos EUA
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e a líder da província petrolífera de Alberta avançaram, nesta sexta-feira (15), rumo à construção de um oleoduto que poderia reduzir a dependência comercial do país em relação aos Estados Unidos.
Carney disse que se espera que o oleoduto abasteça o mercado asiático e que uma proposta final deverá ser apresentada antes de 1º de julho.
Embora a expansão das exportações de energia para além dos Estados Unidos seja uma parte fundamental da estratégia de Carney para reduzir a dependência econômica de Washington, os planos para um novo oleoduto enfrentam forte resistência devido a preocupações ambientais.
A primeira-ministra de Alberta, a conservadora Danielle Smith, foi uma crítica implacável do antecessor de Carney, Justin Trudeau, um defensor do meio ambiente a quem acusou de sufocar a indústria petrolífera da província. No entanto, Smith tem colaborado com Carney.
Ambos superaram nesta sexta um obstáculo importante em direção a um novo oleoduto ao assinarem um acordo sobre as tarifas de carbono industrial, um sistema que cobra uma taxa dos grandes emissores de CO2.
Smith afirmou que as taxas proibitivas fixadas durante o governo Trudeau haviam sido “revertidas”.
Ottawa e o governo provincial concordaram que a taxa aumentará gradualmente até chegar a uma cobrança de 130 dólares canadenses (478 reais, na cotação atual) por tonelada de CO2 emitida em 2040.
Trudeau havia proposto uma taxa de 170 dólares canadenses (625 reais) para 2030.
Carney advertiu reiteradamente que a hostilidade comercial do presidente americano Donald Trump não é uma fase passageira e que o Canadá deve se preparar para uma relação econômica fundamentalmente distinta com os Estados Unidos, inclusive ampliando os laços com a Ásia.
L.Dubois--BTB