-
Bélgica vence Senegal de virada na prorrogação (3-2) e vai às oitavas da Copa
-
Para Portugal, Copa do Mundo começa contra a Croácia, diz Martínez
-
Esperança de encontrar sobreviventes se esvai na Venezuela
-
Nos 16-avos, Argélia encara Suíça, seleção já comandada por seu atual técnico
-
Lautaro ou Julián Álvarez? O dilema da Argentina para acompanhar Messi no ataque
-
Cristiano Ronaldo ou Modric: a Copa se despede de uma lenda
-
Vítor Pereira, ex-Corinthians e Flamengo, é demitido do Nottingham Forest
-
Djokovic bate Tsitsipas e vai à terceira rodada de Wimbledon
-
Casal que escalou Empire State Building para pedido de casamento é detido
-
Cavani rescinde com Boca Juniors, diz imprensa argentina
-
Seleção da RD de Congo mostrou a 'resiliência' de seu país contra a Inglaterra, diz treinador
-
Esperança de encontrar sobreviventes de terremotos se apaga na Venezuela
-
Vaticano expressa 'profunda dor' por ordenação não autorizada de bispos
-
Kane ressalta 'paciência' da Inglaterra na vitória sobre RD Congo
-
Irã afirma que usará fundos congelados no Catar para comprar bens essenciais
-
Espanha desfalcada enfrenta Áustria por vaga nas oitavas da Copa
-
Brasil e França aumentam cooperação em segurança transfronteiriça
-
Com 2 de Kane, Inglaterra vence RD Congo (2-1) de virada e vai às oitavas da Copa
-
Trump diz ter ganhado mais de US$ 1 bi com criptomoedas
-
Constelações de satélites podem ameaçar a astronomia, alerta estudo
-
Inglaterra vence RD Congo (2-1) e vai enfrentar o México nas oitavas da Copa
-
Bayern de Munique acerta contratação do marroquino Saibari até 2031
-
努莎·奧貝爾:為市民實施時速10公里限速,波茨坦的「坑洞政策」——是漠不關心還是無能為力?
-
Esperança de sobreviventes se apaga na Venezuela, que decreta sete dias de luto por terremotos
-
WTA Finals sai de Riade e será disputado em Indian Wells nesta temporada
-
Marco Palestra, grande promessa do futebol italiano, assina com o Chelsea
-
Seleção iraniana é recebida com festa no retorno a Teerã
-
João Fonseca avança à 3ª rodada e iguala sua melhor campanha em Wimbledon
-
'Inteligentes' e 'muito racionais'?: os dirigentes do Irã pós-Ali Khamenei
-
Prédios marcados com 'D' simbolizam mortes após terremotos letais na Venezuela
-
Noosha Aubel: Limite de velocidade de 10 para os cidadãos, a política de buracos nas estradas de Potsdam: desinteresse ou incompetência?
-
Maduro é processado nos EUA por execuções sumárias na Venezuela
-
Bruno Guimarães, motor e metrônomo do Brasil de Ancelotti
-
Trump diz estar 'emocionado' com seu primeiro voo no Air Force One oferecido pelo Catar
-
Presidente do Barcelona confirma proposta ao Atlético de Madrid por Julián Álvarez
-
Sinner avança à 3ª rodada de Wimbledon duelo disputado contra português Nuno Borges
-
Embaixador dos EUA na Otan alerta que alguns países estão 'para trás' em matéria de gastos
-
Representantes dos EUA e do Irã mantêm diálogos indiretos em Doha
-
Sabalenka vence e segue firme em Wimbledon
-
Mkhitaryan renova com a Inter de Milão por mais uma temporada
-
À espera de reformas, setor privado já transformou Cuba
-
Liverpool anuncia contratação de jovem francês Jérémy Jacquet
-
Saques e prisões após protestos contra imigrantes na África do Sul
-
Serena Williams sofreu lesão no joelho, segundo sua representante
-
Justiça francesa condena Isabelle Adjani a 10 meses de prisão com sursis por fraude fiscal
-
Fifa denuncia aumento de comentários racistas e ofensivos durante a Copa do Mundo
-
Sede da Federação Alemã de Futebol é alvo de buscas por suspeita de corrupção na Eurocopa 2024
-
Nova Zelândia rejeita recurso do fundador do Megaupload contra extradição
-
Inglaterra enfrenta RD Congo para confirmar o favoritismo
-
Medo e preocupação crescem na Meta em meio à febre da IA
Javier Cercas: para papa Francisco, o clericalismo era 'o câncer da Igreja'
"Ateu", "laicista militante", "incrédulo rigoroso". Assim se define o escritor espanhol Javier Cercas, que com essas credenciais acompanhou o papa Francisco a uma viagem ao "fim do mundo" onde comprovou que ambos eram unidos por uma ideia temerária: "o anticlericalismo".
Esgotado pelas dezenas de entrevistas que dá em sequência, Cercas chega ao hotel Hilton de Bogotá sem saber quantos dias já está na Colômbia: "Me tratam como uma estrela do rock", brinca em uma conversa com a AFP sobre "El Loco de Dios en el Fin del Mundo", o título que bate recordes de vendas na Espanha.
Criado em uma família católica, porém ateu convicto, o escritor de 63 anos acompanhou o papa até a Mongólia, em troca de que o pontífice esclarecesse uma dúvida à sua mãe: ela se encontraria com seu pai morto ao final de sua vida? Um enigma que tenta resolver ao longo da história.
"A verdade é que é um pouco filme, mas um [filme] realista", diz o premiado escritor.
Nessa travessia a um rincão da Ásia de esmagadora maioria budista, Cercas foi surpreendido pela quantidade de coisas que tinha em comum com Bergoglio, como chama o papa.
Como ele, o papa era "profundamente anticlerical".
"O clericalismo representa a ideia perversa de que o sacerdote está acima dos fiéis. Isso, segundo Francisco, é o câncer da Igreja", diz o espanhol.
Também "tiramos a siesta e gostamos de Borges", volta a brincar.
Embora ambos compartilhem uma "reivindicação total do sentido do humor", havia diferenças. Bergoglio "tinha uma personalidade muito forte" e "era um homem muito ambicioso": "Eu acredito que chegou aonde chegou quando se livrou de sua ambição", argumenta.
Cercas compara a figura do "controverso" santo padre com a de Jesus Cristo, porque ambos seguiam o "cristianismo primitivo" que aposta em estar perto da periferia, dos "desgraçados, dos pobres, das putas".
"Francisco é revolucionário se por revolução entendemos o retorno ao cristianismo primitivo", diz, embora reconheça que o religioso não tenha implantado mudanças significativas na Igreja.
"As pequenas reformas que conseguiu realizar geraram uma resistência brutal", acrescenta. Alguns sacerdotes chegaram, até mesmo, a rezar "por sua morte" e o trataram como o "anticristo", afirma.
Para o autor, membro da Real Academia Espanhola, que saltou à fama internacional em 2001 com "Los Soldados de Salamina", a história da Igreja é a história da "perversão do cristianismo". Diz que se distanciou das pessoas para cair em abusos de poder como os casos de pedofilia e abuso sexual.
Com cada vez menos fiéis católicos na América Latina e no mundo, Cercas considera que a Igreja deve seguir com as reformas de Francisco para se manter de pé.
Para Cercas, há dois caminhos possíveis para o próximo papa que sairá do conclave no Vaticano: que seja um reformista mais moderado que Bergoglio ou que seja um conservador que finge ser reformista, mas na verdade "freia" qualquer mudança.
"Não vai haver um papa mais radical, que (...) é o que faz falta", diz.
H.Seidel--BTB