-
Ataques intensos dos EUA e Israel atingem Irã após ameaça de Trump
-
Petroleiro russo se aproxima de Cuba para entregar combustível
-
Irã lança mísseis contra países do Oriente Médio após ameaça de Trump
-
Nasa inicia contagem regressiva para lançamento lunar
-
Cubanos aguardam chegada de petróleiro russo em meio a bloqueio dos EUA
-
Defesa de Bolsonaro nega uso de celular em prisão domiciliar
-
Céline Dion anuncia retorno aos palcos com shows em Paris
-
Alemanha sofre, mas vence Gana (2-1) em amistoso preparatório para Copa do Mundo
-
Vaticano expressa 'pesar' a Israel por barrar patriarca no Santo Sepulcro
-
Parlamento de Israel aprova lei de pena de morte para palestinos condenados por 'atos de terrorismo'
-
Plata é acolhido no Equador após problemas disciplinares no Flamengo
-
Guerra no Oriente Médio aumenta trânsito de navios pelo Canal do Panamá
-
Presidente da AFA é acusado formalmente de evasão fiscal
-
Messi será titular em amistoso contra Zâmbia, anuncia Scaloni
-
Aluno de 13 anos morre em ataque a tiros em escola na Argentina
-
Juiz suspende parcialmente reforma trabalhista de Milei na Argentina
-
Finais da repescagem definem últimas quatro vagas europeias na Copa do Mundo
-
Primeiros pagamentos a seguranças devem reduzir caos em aeroportos dos EUA
-
Alemanha pressiona por retorno de refugiados sírios durante visita de Al-Sharaa
-
Trump ameaça destruir principal terminal petrolífero do Irã apesar da alta dos preços
-
Piquerez sofre lesão ligamentar no tornozelo e passará por cirurgia
-
Criador do OpenClaw afirma que 2026 será o ano dos agentes de IA
-
Ancelotti diz que já definiu escalação do Brasil para estreia na Copa do Mundo
-
Cinco curiosidades que marcam o 50º aniversário da Apple
-
Presidente sírio defende trabalhar com Alemanha em temas migratórios e de reconstrução
-
Justiça rejeita indenização ao Cardiff por morte do jogador Emiliano Sala
-
Ataque a tiros em escola da Argentina deixa um morto e oito feridos
-
Trump ameaça destruir principal terminal petrolífero do Irã se não houver acordo 'em breve'
-
Embaixada dos EUA na Venezuela retoma operações após sete anos
-
STF exige que Bolsonaro esclareça se violou condições de prisão domiciliar
-
Aos 50 anos, Apple precisa enfrentar novo desafio: a IA
-
Torcedores da Premier League aprovam extinção do VAR, segundo pesquisa
-
Kast freia regularização em massa de migrantes no Chile
-
Kremlin comemora chegada de petroleiro russo a Cuba
-
Loja maçônica na França no centro de julgamento por assassinato
-
Irã e Israel prosseguem com ataques; EUA cogitam operação terrestre
-
Israel ataca Teerã; Trump diz que acordo com o Irã está próximo
-
Sinner vence Lehecka na final em Miami e completa 'Sunshine Double'
-
Israel garante acesso do patriarca latino ao Santo Sepulcro após bloqueá-lo no domingo
-
Chuva interrompe final do Masters 1000 de Miami, com Sinner vencendo por 1 set a 0
-
França vence Colômbia (3-1) e confirma sua força a menos de 3 meses da Copa
-
Estádio Azteca revela seu novo visual para receber abertura da Copa do Mundo de 2026
-
Primeiro acidente da F1 no ano gera debate sobre motores híbridos
-
Petroleiro russo se aproxima de Cuba apesar de bloqueio dos EUA
-
Último dia de conferência da OMC em Camarões é prorrogado por ressalvas do Brasil
-
Presidente da CAF promete "respeitar" decisão sobre título da Copa Africana
-
Polícia israelense impede entrada do Patriarca Latino de Jerusalém na Igreja do Santo Sepulcro
-
Desanimado, Verstappen dá a entender que poderá deixar a Fórmula 1
-
Equador perde Piero Hincapié e Denil Castillo para amistoso contra Países Baixos
-
Ter Stegen tem chances "muito remotas" de ir à Copa do Mundo, diz Nagelsmann
De Godzilla a Astro Boy: como a bomba atômica transformou a cultura japonesa
As bombas nucleares que atingiram Hiroshima e Nagasaki influenciaram profundamente e durante décadas a cultura japonesa, inspirando desde Godzilla até as histórias dos mangás.
O título em japonês do mangá "Astro Boy" é traduzido como "Átomo poderoso", enquanto outros animes famosos "Akira", "Neon Genesis Evangelion" e "Ataque dos Titãs" mostram explosões em larga escala.
"Passar por um sofrimento extremo" e exorcizar um trauma é um tema recorrente na produção cultural japonesa, e isto fascinou o público mundial", comenta William Tsutsui, professor de História na Universidade de Ottawa.
As bombas atômicas lançadas em agosto de 1945 deixaram quase 140.000 mortos em Hiroshima e 74.000 em Nagasaki.
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, as histórias de destruição e mutações foram associadas ao temor das frequentes catástrofes naturais e, após 2011, ao acidente em Fukushima.
Embora alguns poemas "descrevam o puro terror causado pela bomba atômica no momento em que foi lançada", muitas obras abordam o tema de forma indireta, segundo a escritora Yoko Tawada.
Em seu livro "O Emissário", publicado no Japão em 2014, a autora se concentra nas consequências de uma grande catástrofe, inspirando-se nas semelhanças entre as bombas atômicas, Fukushima e a "doença de Minamata", um envenenamento por mercúrio devido à poluição industrial no sudoeste japonês desde a década de 1950.
"Não se trata tanto de um aviso, mas de uma mensagem para dizer: as coisas podem piorar, mas encontraremos uma maneira de sobreviver", explica Tawada.
- Dar rosto a "medos abstratos" -
"Godzilla" é, sem dúvidas, a criação mais famosa que reflete a complexa relação entre o Japão e a energia nuclear: uma criatura pré-histórica despertada por testes atômicos americanos no Pacífico.
"Precisamos de monstros para dar forma e rosto a medos abstratos", diz Tsutsui, autor do livro "Godzilla on My Mind".
"Na década de 1950, Godzilla cumpriu esse papel para os japoneses, com a energia atômica, com as radiações, com as lembranças das bombas atômicas", completou.
Muitos saíram chorando do cinema após ver esta criatura fictícia destruindo Tóquio no filme original de 1954.
O tema nuclear está presente em quase 40 filmes sobre Godzilla, mas muitas vezes não se destaca nas tramas.
"O público americano não se interessava muito por filmes japoneses que refletiam a dor e o sofrimento da guerra e que, de certa forma, faziam referência negativa aos Estados Unidos e ao uso de bombas atômicas", segundo Tsutsui.
- "Chuva negra" -
"Chuva Negra", romance de Masuji Ibuse de 1965 sobre a doença e a discriminação causados pela radiação, é um dos relatos mais conhecidos sobre o bombardeio de Hiroshima.
Ibuse não era um sobrevivente, o que alimenta um "grande debate sobre quem tem legitimidade para escrever este tipo de histórias", explica Victoria Young, da Universidade de Cambridge.
Kenzaburo Oe, escritor e vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 1994, compilou testemunhos de sobrevivente no "Hiroshima Notes", uma coleção de ensaios escritos na década de 1960.
O autor optou pelo gênero documental, observa Yoko Tawada. "Ele enfrenta a realidade, mas tenta abordá-la de um ângulo pessoal", incluindo a relação com seu filho deficiente, acrescenta.
Para esta escritora, que viveu na Alemanha por 40 anos, depois de crescer no Japão, a "educação antimilitarista" que recebeu por vezes a levava a pensar que apenas o Japão foi "uma vítima" durante a Segunda Guerra Mundial.
"No que diz respeito aos bombardeios, o Japão foi uma vítima, sem dúvidas, mas é importante ter uma visão global" e considerar as atrocidades que também cometeu.
Quando criança, as ilustrações dos bombardeios atômicos nos livros a lembravam das descrições do inferno na arte clássica japonesa.
"Isso me levou a questionar se a civilização humana não era, em si mesma, uma fonte de perigos", ressalta. Desta perspectiva, as armas atômicas não seriam tanto "um avanço tecnológico, mas algo que assombra o coração da humanidade", completou.
F.Pavlenko--BTB