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Sobe para 78 o balanço de mortos em mina da África do Sul
Setenta e oito corpos de garimpeiros clandestinos foram retirados em dois dias de uma mina de ouro abandonada na África do Sul, anunciou nesta quarta-feira (15) a polícia, que manteve o local isolado por meses para expulsá-los.
Cada viagem de ida e volta da cesta, puxada pelo guincho até o poço de 2,6 km de profundidade, a cerca de 150 km a sudoeste de Joanesburgo, aumenta o balanço de mortos.
Um número incerto de mineiros clandestinos, muitas vezes estrangeiros, estava no subsolo há meses, fracos demais para escalar a única corda que anteriormente lhes permitia voltar à superfície, de acordo com vários testemunhos.
Um total de 216 pessoas conseguiu sair com vida, muitas vezes em um estado de saúde precário, como pode ser avaliado pelos rostos emaciados daqueles que saíram dessa mina de ouro.
Está previsto que a operação dure um total de dez dias para desenterrar um número indeterminado de "zama zamas", como são conhecidos os garimpeiros clandestinos.
Mais de 1.500 mineiros ilegais, em sua maioria estrangeiros, foram presos no local desde agosto.
Entre eles, “121 mineiros ilegais já foram expulsos, incluindo 80 moçambicanos, 30 sothos, 10 zimbabuanos e um malauiano”, disseram as autoridades sul-africanas.
O acesso à mina foi isolado pela polícia durante meses como parte de uma operação para prender centenas de mineiros ilegais.
Os “zama zamas” (“aqueles que tentam”, em zulu) geralmente vêm de outros países para trabalhar em minas sem permissão na África do Sul.
Suas atividades são malvistas tanto pelas empresas de mineração quanto pelos moradores locais, que as associam a um aumento da criminalidade.
As autoridades foram acusadas de tentar forçar os mineiros a voltar à superfície do que parecia ser uma pequena cidade subterrânea, reduzindo os suprimentos de comida e água levados a eles pela comunidade local, que vive da economia informal em torno da mina, desde novembro.
F.Pavlenko--BTB