Berliner Tageblatt - Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate

Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate

Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate

Quase 50 personalidades, entre as quais Ferro Rodrigues e Pacheco Pereira, pedem que o debate se centre na habitação, argumentando que o foco na resposta policial “ajuda a mudar de assunto e liberta o Governo” das responsabilidades. Quanto ao manifesto, intitulado “Isto ainda é sobre casas para viver”, e que tem entre os seus promotores o antigo líder do CDS-PP Francisco Rodrigues dos Santos e o dirigente do PS Pedro Costa, apela a que se volte “ao essencial” que é o facto de “demasiadas pessoas” trabalharem todos os dias e não conseguirem pagar uma casa em Portugal.

Tamanho do texto:

Quase 50 personalidades, entre as quais Ferro Rodrigues e Pacheco Pereira, pedem que o debate se centre na habitação, argumentando que o foco na resposta policial “ajuda a mudar de assunto e liberta o Governo” das responsabilidades. Quanto ao manifesto, intitulado “Isto ainda é sobre casas para viver”, e que tem entre os seus promotores o antigo líder do CDS-PP Francisco Rodrigues dos Santos e o dirigente do PS Pedro Costa, apela a que se volte “ao essencial” que é o facto de “demasiadas pessoas” trabalharem todos os dias e não conseguirem pagar uma casa em Portugal.

PGR envia autorização de tenda para o Constitucional Entre os subscritores do manifesto, ao qual a agência Lusa teve acesso, estão nomes ligados ao PS como o antigo presidente da Assembleia da República Eduardo Ferro Rodrigues, a antiga eurodeputada Ana Gomes, os ex-ministros Duarte Cordeiro, Maria Manuel Leitão Marques e Pedro Adão e Silva, os deputados Miguel Costa Matos e Sofia Pereira (também presidente da JS) e Isabel Soares.

Do PSD, o ex-deputado e historiador José Pacheco Pereira, os ex-ministros Fernando Negrão, David Justino e António Capucho e o ex-deputado Duarte Pacheco. Os subscritores não esquecem o que se passou nas manifestações pela habitação no Porto e em Lisboa, defendem que “as forças de segurança têm o dever de respeitar o direito à manifestação e de usar a força apenas na medida necessária”, mas consideram que é o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o ministro da Administração Interna que têm que “responder politicamente” e não os polícias.

“Tenda é parte da mensagem reivindicativa”, diz tribunal “Preocupa-nos, contudo, que o debate se esteja a afastar da habitação e a concentrar-se na ordem pública. A insistência na resposta policial ajuda a mudar de assunto e liberta um Governo que deve explicações sobre as suas escolhas”, avisam. Estas personalidades consideram que, “enquanto se discute a forma como as pessoas protestam”, não se discute o problema concreto da habitação.

“O Governo aparenta mostrar mais empenho em reprimir a contestação do que em resolver o problema que a provoca”, criticam.

L.Janezki--BTB