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Blinken desconsidera ameaças de Trump sobre retomar o Canal do Panamá
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, desconsiderou, nesta quinta-feira (16), as ameaças do presidente eleito Donald Trump de retomar o controle do Canal do Panamá, destacando, em vez disso, uma estratégia do governo de Joe Biden para diversificar as cadeias de suprimento.
"Sobre o Canal do Panamá, temos um tratado, temos uma política estabelecida há muitos anos, e isso não vai mudar", concluiu o secretário de Estado em uma entrevista coletiva de despedida.
"Acho que não justifica dedicar muito tempo a falar sobre isso", acrescentou ao comentar as ameaças de Trump, que tomará posse na segunda-feira.
O republicano afirmou em várias ocasiões que gostaria de retomar o canal interoceânico de 80 quilômetros — que foi construído pelos Estados Unidos, inaugurado em 1914 e entregue ao Panamá em 1999 após negociações complexas — caso o preço dos pedágios para os navios americanos não seja reduzido. O republicano também citou a crescente influência da China na região.
Trump chegou a se recusar, no início deste mês, a descartar ações militares para tomar o controle do canal, além da Groenlândia.
Referindo-se à preocupação com o peso da China na economia mundial, Blinken destacou que a administração democrata de Biden fez um "progresso extraordinário" na busca por "uma maior diversidade nas cadeias de suprimento".
"Então, é aí que o foco deveria estar, e é aí que espero que realmente esteja o foco", disse o chefe da diplomacia americana, que também está prestes a deixar o cargo.
Marco Rubio, escolhido por Trump para ser o próximo secretário de Estado, afirmou em sua audiência de confirmação no Senado, na quarta-feira, que a questão do canal é "muito séria" e não se trata de "uma brincadeira".
sct/dw/arm/dg/jb/mvv
W.Lapointe--BTB