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Trump ameaça Rússia com sanções e desmantela programas de diversidade
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou a Rússia com sanções e começou a desmantelar programas de diversidade antes de conceder uma entrevista na noite desta quarta-feira (22) à Fox News.
Ele será o convidado de um dos apresentadores de destaque da emissora conservadora preferida pelos americanos, Sean Hannity, cujo programa será transmitido às 21h00, horário de Washington (23h00 em Brasília).
Trump não esperou por essa primeira entrevista desde sua posse para se manifestar. Ele já o fez em várias ocasiões, tanto em coletivas de imprensa quanto em sua rede Truth Social, onde, entre outras declarações, alertou o presidente russo, Vladimir Putin, de que este está sujeito a tarifas e sanções caso não alcance "agora" um acordo para pôr fim à guerra na Ucrânia.
"Se não fizermos um 'acordo', e logo, não terei outra escolha a não ser impor altos níveis de impostos, tarifas e sanções sobre qualquer bem vendido pela Rússia aos Estados Unidos" e outros países, advertiu Trump.
Antes de sua posse na segunda-feira, Trump havia prometido encerrar a guerra na Ucrânia até mesmo antes de assumir o cargo, o que levou a especulações de que ele poderia pressionar Kiev a fazer concessões a Moscou. Contudo, nas últimas horas, parece ter adotado um tom mais duro em relação a Putin.
Em um comunicado, o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, prometeu nesta quarta-feira uma "política externa pragmática".
No caso da América Latina, isso significará focar na "segurança das fronteiras", além de "parar a migração ilegal e desestabilizadora, e negociar a repatriação de migrantes ilegais".
Trump prometeu uma deportação em massa de migrantes em situação irregular, mas ainda não está claro se países como Cuba, Nicarágua e Venezuela os aceitarão, nem quantos serão acolhidos por outras nações.
Internamente, Trump está mirando os programas de diversidade, que foram encerrados. Os funcionários desses programas ficarão em licença remunerada, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, na rede social X.
Ela confirmou uma mensagem do escritório federal de gestão de pessoal que orienta informar "a todos os funcionários dos escritórios DEIA (Diversidade, Equidade, Inclusão e Acessibilidade) que estão em licença administrativa paga com efeito imediato".
- "Devem desculpas" -
Além disso, Trump criticou a bispa de Washington, Mariann Budde, por um sermão sobre "o medo" semeado pelo presidente americano entre os migrantes e os membros da comunidade LGTBQIAPN+.
"Esta pseudo-bispa (...) era uma radical de esquerda, que odeia Trump", escreveu o presidente nas primeiras horas da quarta-feira em sua plataforma, Truth Social.
"Tinha um tom desagradável e não foi convincente, nem inteligente", acrescentou o presidente, tachando o culto de "muito chato e pouco inspirador".
"Não é muito boa em seu trabalho. Ela e sua igreja devem desculpas ao público", avaliou.
Durante a cerimônia religiosa, em Washington, a bispa pediu que Trump, sentado na primeira fila ao lado da esposa, Melania, tivesse "misericórdia".
"A grande maioria dos migrantes não é de criminosos", disse a religiosa, dirigindo-se ao presidente, que franzia o cenho.
Pouco depois de ser empossado no cargo, Trump anunciou decretos contra a migração irregular e negou a existência de pessoas transgênero.
- "Não alinhadas" -
Trump quer se vingar da "traição" que, segundo ele, constituiu a eleição do democrata Joe Biden, em 2020.
Por isso, determinou à sua equipe "identificar ativamente e destituir mais de 1 mil pessoas nomeadas pela administração anterior".
Ele afirmou que quatro delas já tinham sido "demitidas", entre elas o ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Mark Milley, que era assessor, e a almirante Linda Fagan, nomeada por Joe Biden à frente da guarda-costeira dos Estados Unidos.
W.Lapointe--BTB